segunda-feira, 15 de setembro de 2014

5 Livros escritos por comediantes que farão você rir à toa

Os últimos anos tem sido 'trevosos' para a comédia em escala mundial, não só tanto pela frequente patrulha política que muitos profissionais vem sofrendo aqui no Brasil, mas também pela constante perda de talentos lendários como Chico Anysio e, mais recentemente, Robin Williams.
Isso me fez refletir um pouco sobre essa situação e me inspirar em criar uma singela lista que você confere abaixo com obras literárias escritas por grandes comediantes:

✔ Nascido para Matar... De Rir, de Steve Martin
Em meados dos anos 70. o nome de Steve Martin estourou no cenário da comédia nos Estados Unidos. Em 1978, ele já atraia as maiores plateias da história da stand-up comedy. Em 1981. deixou os palcos para sempre. O que este livro conta, nas palavras do próprio Martin, é "por que eu fui parar na stand-up e por que eu sai de lá". Martin mostra todo o sacrifício, disciplina e originalidade que fizeram dele um ícone e que continuam transparecendo no seu trabalho até hoje. Um livro muito divertido. Uma obra-prima de quem leva a sério a profissão de fazer rir.
Diferente da imagem louca que cultivamos de Martin pelo seu trabalho na TV, neste livro ele revela-se com um homem reservado, pensativo e com um apetite voraz por conhecimento em diversas áreas. Suas memórias com certeza irão surpreendê-lo.

✔ A Poderosa Chefona, de Tina Frey
Antes de Liz Lemon, antes do 'Weekend Update', antes de Sarah Palin, Tina Fey era só uma jovem com um sonho: um pesadelo recorrente em que ela era perseguida em um aeroporto por seu antigo professor de educação física. Ela também tinha o sonho de, um dia, ser comediante na TV. Ela viu esses dois sonhos se tornarem realidade. 
Finalmente, a história de Tina Fey pode ser contada. De seus dias de adolescente nerd depravada até se tornar chefe do Saturday Night Live; de sua busca pouco entusiasmada pela beleza física até sua vida como mãe que come coisas do chão; de seu romance unilateral no colégio até sua lua de mel quase mortal - do início deste parágrafo até a última linha. 
Tina Fey revela tudo e prova algo que sempre suspeitamos: você não é ninguém na vida até alguém chamá-lo de 'chefe'. 

✔ Você Está Aí, Vodca? Sou Eu, Chelsea, de Chelsea Handler
As histórias da famosa série de televisão 'Are You There, Chelsea?' compiladas em um livro. Um das vozes mais geniais da comédia atual, Chelsea Handler, traz o que há de mais surreal e cômico em matéria de relacionamentos, amizades, família e cotidiano em sua vida para esta hilária coletânea. Tudo isso acompanhada da sua mais fiel escudeira e conselheira nas horas difíceis: a vodca.
"-Você está aí Vodca? Sou eu Chelsea. Por favor, me tire da cadeia e prometo nunca mais beber. Beber e dirigir. Nunca mais vou beber e dirigir. Posso até lançar meu próprio grupo, batizado, em homenagem a MCDA, Mães Contra Dirigir Alcoolizado, de AGBFC, Alcoólatras que Gostam de Beber e Ficar em Casa."(pág. 76)


✔ Meninos de Kichute, de Márcio Américo
As aventuras da entrada de Beto na adolescência, além de sua relação com a família e amigos. A vontade de jogar futebol, as partidas contra o bairro vizinho e a relação com o pai autoritário e religioso são alguns dos conflitos presentes em "Meninos de Kichute". O tênis Kichute foi sucesso entre os meninos por mais de 20 anos e chegou a vender mais de nove milhões de pares anuais entre 1978 e 1980.
Com seu grupo de amigos, vizinhos e outros colegas da escola, o clube dos meninos de kichute é fundado enquanto jogam uma tímida “pelada” à vista de olheiros que os convidam para uma peneirada, a qual Beto é impedido em um primeiro momento de participar por conta de sua religião e da opressão do pai. Após um dos membros de seu time perceber que teria medo de uma cobrança de pênalti, nosso amigo encara o gol e descobre seu talento para goleiro.

✔ 3 Casos de Polícia, de Chico Anysio
Uma sugestiva relação criminal entre ficção e realidade. A trama decorrente do insuspeitado convívio entre hábito e acaso. A trapaça da memória cobrando velhas dívidas. Três relatos, escritos de forma envolvente e sensível, ocorridos em três cidades que, afinal, são a mesma, e em qualquer parte do planeta. E tema o ambiente delituoso e não propriamente marginal, já anteriormente visitado por Chico Anysio , porém da maneira distinta, ao publicar Negro Léo (1980). 
Diversa é, também, a abordagem do humor, não de todo ausente em tais casos: uma outra leitura, não menos desconcertante, ao investigar a condição humana em sua patética desarmonia existencial. O grande criador de tipos humorísticos inesquecíveis aqui recria histórias de alguma maneira presenciadas por ele mesmo, o que o torna, sob todos os aspectos, ele próprio um verdadeiro caso de polícia.

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