quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Condessa Drácula

A Condessa Drácula (Countess Dracula)
Diretor: Peter Sasdy
Roteiro: Jeremy Paul
Ano: 1975
País: Inglaterra
Atores: Ingrid Pitt, Nigel Green, Sandor Elés, Maurice Denham

A Condessa Drácula conta a história de Elizabeth Bathory, condessa húngara que, além da grande frieza e crueldade para com seus empregados, executou inúmeros crimes em prol de sua beleza e tentativa de não envelhecer. Conta a lenda que, já sem o frescor da juventude, tinha os cabelos penteados por uma jovem criada que, ao puxá-los, foi espancada. Ao olhar para suas mãos cobertas de sangue, o esfregou e teve a impressão de que o líquido as rejuvenesceu. A partir desse incidente, passou a banhar-se em sangue.

Essa lenda, fato ou pura criação acerca da história da Condessa, foi suficiente para inspirar e ser o ponto de início de A Condessa Drácula, interpretada por Ingrid Pitt, já conhecida por seu trabalho em Carmilla, a Vampira de Karnstein, de 1970.
A história, como outros com igual temática na época, é simples e bem contada. A fria e cruel Elizabeth, após ter descoberto tal “poder”, passa a matar inúmeras jovens a fim de se banhar, já que o efeito dura apenas alguns dias. Aproveitando que sua filha está retornando do colégio onde permaneceu alguns anos, a sequestra e se apresenta como ela, justificando por todo o tempo que sua mãe não se encontra por não estar se sentindo bem, além de ainda abalada com a morte do marido, já não mais tão recente. Em meio a toda essa farsa, uma série de personagens que permeiam a história dão a impressão de que a qualquer momento os rumos serão diferentes do imaginado.
Nos momentos em que aparece jovem, existe um certo cuidado quanto a closes e ângulos que possam denunciar a verdadeira idade de Ingrid, que não convence como uma jovem de dezoito anos, por mais bela que esteja. Mas do meio para o final, tal detalhado cuidado parece ser deixado de lado.
A Condessa Drácula é um filme simples, bem feito, dono de uma boa história e que merece ser assistido.
A partir deste filme podemos estabelecer um paralelo com os dias atuais e nossa relação com a estética. Não matamos pela beleza como a Condessa, mas humilhamos, estreitamos possibilidades, nos afastamos e fazemos uma leitura rápida, rasa e preconceituosa sobre as pessoas ao nosso redor. Ou não? Quantas vezes esperamos uma ou outra ação devido ao que nos foi apresentado pelo outro esteticamente? Num momento em que sobrancelhas e tanquinhos parecem ser mais importantes que uma boa conversa ou algo mais, enquanto não nos libertarmos, não seremos tão diferentes da condessa.

Esta obra é como ler um conto ou ouvir uma história não muito longa sobre personagens que você já conhece, mas que nem por isso perdem seu encanto. Mas o maior horror dessa história é identificar-se com a protagonista, reconhecendo através dela um ou mais dos nossos atos.
Existem dezenas de filmes acerca da Condessa, mas definitivamente este é o mais interessante. 
E qual meu pensamento sobre?
Não duvido que alguém já tenha tentado isso.

Você confere o trailer aqui:
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