sábado, 4 de outubro de 2014

Conheça alguns Ladrões de Livros da vida real

Apesar de Markus Zusak ter popularizado a ideia em seu best seller A Menina que Roubava Livros, o furto literário não é algo exclusivo do reino da ficção. Pode até parecer um crime relativamente incomum, mas de vez em quando ocorre de alguém passar os dedos escorregadios pelas prateleiras de uma livraria ou biblioteca. Eu mesmo, um réu confesso, na adolescência fui um exímio praticante do ato,... Mas, por favor, não me julguem.
Mesmo concordando que alguns assaltos do tipo possam realmente criar histórias interessantes do ponto de vista de algumas pessoas, por um outro lado a perda de até mesmo um único livro valioso pode ser devastador para um pequeno livreiro. E para demonstrar o fato, separamos aqui alguns dos mais notáveis ladrões de livros e suas proezas literárias...
#Anders Burius
Entre 1995 e 2004, um homem chamado Anders Burius roubou pelo menos 56 exemplares extremamente raros da Biblioteca Nacional da Suécia. Como bibliotecário sênior, ele conhecia intimamente o local e as suas coleções. Mas ao invés de cumprir o seu papel como administrador cultural, Burius decidiu usar seus poderes para o mal, e muitos dos livros removidos por ele da biblioteca ainda estão desaparecidas. 
Depois de destruir qualquer informação relevante que ligasse os livros a biblioteca, vendeu os volumes para uma casa de leilões alemã que pagou em dinheiro e revendeu os livros no mercado negro. Alguns dos títulos perdidos incluem uma edição de poemas de John Donne (1633) e um registro das viagens de Samuel de Champlain. A lista completa dos títulos em falta pode ser consultada clicando aqui.

#John Charles Gilkey
John Gilkey foi personagem do livro O Homem Que Amava Muito Os Livros: A História Real de Um Ladrão de Allison Hoover Bartlett, uma verdadeira história de como ele roubou 200 mil dólares em livros raros e manuscritos. O autor entrevistou Gilkey várias vezes, durante o qual o ladrão admitiu que foi motivado ao crime pelo simples desejo de atingir um status social mais elevado. Basicamente, ele queria ter uma estante realmente impressionante. O porque dele não revender os títulos raros que roubava já é algo difícil de explicar.
Depois de roubar o seu primeiro manuscrito com 29 anos e um cheque sem fundo, ele passou a fraudar dezenas de livreiros com os números de cartão de crédito que ele coletava em seu emprego numa loja de departamento de luxo. Por fim o ladrão foi preso em 2003, devido a um trabalho pernicioso do detetive Ken Sanders.

#Marino Massimo De Caro
Em 2012 mais de mil livros roubados da biblioteca foram encontrados em uma unidade de armazenamento em Verona, na Itália. O rastreio dos volumes levou a polícia italiana até Marino Massimo De Caro, ex-diretor da Biblioteca Girolamini de Nápoles. Com trabalhos de Aristóteles e Galileo no acervo, o assalto de Girolamini é considerado um dos piores crimes contra a literatura no mundo, e os danos ainda estão sendo computados. 
A New York Times descreve o caso da seguinte forma: "O Sr. De Caro e seus comparsas foram finalmente presos graças a delação dos próprios bibliotecários de Girolamini que forneceram aos promotores imagens do vídeo de segurança que mostravam o Sr. De Caro e seus associados removendo caixas de livros da biblioteca antes de cobrir a lente da câmera". De Caro foi preso e uma série de outras pessoas estão sendo julgados por possíveis conexões com os crimes, incluindo um padre.

#Joseph G. Heath
Heath roubou pelo menos uma centena de livros da biblioteca de uma faculdade, incluindo parte de uma coleção com uma cópia original do Cabana do Pai Tomás e vários outros textos assinados por grandes personalidades da história americana, como o Rev. Samuel Maio e Abraham Lincoln. Ele foi pego depois de penhorar vários títulos roubados em uma livraria, para tentar revendê-los para o Leicester Historical Society. Heath, que trabalhava como faxineiro do campus, foi preso quando limpava a cena do crime. 
Ao lado dos roubos das obras de Aristóteles e John Donne, esse caso pode parecer um pouco simplório, mas a história de Heath serve para nos mostrar a facilidade e fragilidade com que livros antigos podem simplesmente sumir das prateleiras.

#Harry Gold
Dentre todos os furtos desta lista, talvez os crimes de Harry Gold sejam os mais antigos entre eles. Agindo sob a fachada de um vendedor comum de livros em Manhattan, ele foi o organizador de uma grande quadrilha de contrabando. O seu bando fazia parte de uma conspiração para invadir as bibliotecas americanas e revender suas aquisições mais valiosas para antiquários. 
Os ladrões foram pegos quando deixaram a arrogância dominá-los e assumiram o risco de roubar a New York Public Library, que conta com o seu próprio investigador particular. Após o furto de um livro extremamente raro de poemas de Edgar Allen Poe, todos os meliantes envolvidos acabaram atrás das grades, incluindo Harry.
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