terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ela era mesmo diferente de todas as outras

Bonita demais. E quente demais também. Eu a conheci em um barzinho mequetrefe. Eu havia bebido um bocado. E fazendo um resumo, ela se sentou ao meu lado e olhou no fundo dos meus olhos e me pediu um pouco de cerveja.
Lembro de que fui muito generoso e logo de cara entreguei meu coração e muitas cervejas a ela. A gente se deu bem. Então eu a levei pra minha casa e disse que poderia ficar pelo tempo que quisesse. Eu sei que parece loucura, mas o amor é como a gripe, a gente pega sem querer.
Depois de trepar ela gostava de fumar e de falar sem parar. Dizia que estava morta há vinte anos. Então eu respondia que nem dava pra perceber. Eu achava que tudo não passava de entusiasmo e bebedeira.
Só que em dezembro de 1978 ela me deixou com a cara no chão. Porque quando me disse que iria embora eu fiquei frio, mas quando ela atravessou a parede eu liguei pro meu psiquiatra e pedi socorro.
Então a minha vida virou um inferno. Ele queria que eu parasse com a bebida e que tomasse medicação controlada. O doutor era gente boa, mas eu não ia entrar na dele. Porque dava pra ver que ele entendia da cabeça, mas não sacava nada do coração da gente.
Eu sei que parece mesmo duro de acreditar, mas cara, ela era diferente de todas as outras. Porque de todas as mulheres com quem dormi um tempo, só ela não saiu batendo a porta. E isso arruinou a minha cabeça e o meu coração.
Você me entende?
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