quarta-feira, 25 de março de 2015

A Maldição do Cinema - Cinquenta Tons de Cinza

50 Tons de Cinza (50 Shades Of Grey)
Diretor: Sam Taylor-Johnson
Roteiro: Kelly Marcel
Atores: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle, Rita Ora
País: 2015
Ano: EUA

Antes de qualquer coisa, resolvi falar sobre um filme que não é de terror. No próximo voltarei à essência da coluna. De vez em quando é bom dar uma surpreendida ou falar sobre a onda do momento. ;-)
Após assistir vários filmes como O Último Tango em Paris, Instinto Selvagem, 9 ½ Semanas de Amor, Orquídea Selvagem  e Jade (que para mim é inferior aos citados anteriormente, mas está valendo, além de ter a tão famosa cena do salto alto), assistir Cinquenta Tons é bem, digamos, estranho.
A atriz que dá vida a Anastasia é ótima, dando o ponto correto e transformando o que poderia ser uma bobagem em algo mais interessante. Não ocorre um deslize. Agora, Mr. Grey surpreende como o estereótipo do idiota, do boboca. Esse “grande mito sexual do momento” é muito clichê no pior do significado (novamente sem julgamento moral). Ele resume-se à essência da espera por ser atendido pelo dentista.

Ambos jogam, apresentando desde possibilidades de afeto ao luxo mais requintado. Ele tem em mãos um mundo de riqueza, do esteticamente perfeito enquanto ela, afetuosa, se mostra muito mais que uma descerebrada deslumbrada com a novidade. Tudo aliado a traumas boçais numa tentativa rasa, cretina e vergonhosa de dar sentido à origem dos seus desejos secretos, como se tivesse de haver uma razão para tal, caindo no velho conceito de “coitado, ele é uma vítima”. Não sendo suficiente, e se ele não tivesse nenhuma daquelas possibilidades? Por que tudo é perfeito demais e isso incomoda, uma vez que estamos falando de prazer, sensações e sexo, o que vai muito além da forma física e das vistas e designs dos interiores. Como se tal só pudesse ser vivido diante de toda aquela estrutura, transformando o filme numa excelente e gigantesca propagada de carros e smartphones de última geração com uma levada erótica. Erótica não. Emulando uma sedução, um jogo sexual que deve manter-se longe de qualquer julgamento moral. Afinal, não há nada errado nisso, em assumir um dos papéis e aceitar as regras, contanto que ambos queiram. Então você percebe que Mr. Grey é um babaca que jamais se manteria sem toda aquela estrutura milionária, empobrecendo ainda mais o personagem.
Em alguns momentos os dois parecem dois pré adolescentes brincando de transar de acordo com o que viram, rapidamente, em alguma pesquisa proibida na internet. E quando ele fala que já teve outras quinze garotas em seu apartamento é a certeza de que ele é uma bobagem como homem, por mais que tenha um corpo bonito e muito menos explorado visualmente que o dela (Repito: Tal opinião é SEM JULGAMENTO MORAL).
Sinceramente, se você estiver interessado em alguém e essa pessoa morrer de tesão durante o filme, você tem duas opções: Ou dá uma surra de sexo na pessoa ou vai embora e desaparece. Não há outra alternativa. Por que se alguém considera aquilo o ápice do tesão certamente nunca experimentou nada realmente bom e intenso. Impossível não pensar nisso. No máximo um comichão e nada mais, instigado pela nudez. E só. No mais, existem cenas bonitas, jogadas de câmera interessantes, alguns detalhes como a quantidade de vezes que focam nos quadris enquanto eles andam, como se fosse um ponto de tensão.
A trilha sonora, tanto a composta quanto as canções escolhidas são excelentes. Mas os momentos em que as músicas cantadas são introduzidas dá vontade de morrer, beirando um quase amadorismo. Num momento eles estão voando de helicóptero, daí no momento em que Mr. Grey vai fazer uma manobra mais arriscada, mais intensa, porém longe de ser radical , a música aumenta, quase sempre no refrão. Trata-se de uma fórmula muito cansativa, até por que a inserção da música num filme é algo crucial, quando utilizada. Assim como sua ausência, como no sensacional Les Sept Jours Du Talion. Essa utilização óbvia é cansativa. E aliado aos muitos outros pontos negativos, só piora a situação do filme.
O filme termina e você fica com um ponto de interrogação dentro da cabeça. É uma bobagem e espero muito que seja apenas uma história que chamou a atenção de muitos e não um reflexo da identidade sexual dessa geração, por que, se for, eles não sabem o que é transar. Um ponto positivo: Os corpos. Ele tem um corpo malhado, porem nada exagerado. Ela tem um corpo lindo, sem intervenções ou malhação intensa e ambos mantêm grandes seus pelos pubianos. Curioso quando mostram nitidamente os pelos de sua vagina (assim como os dele), que não são pequenos, todo o cinema é tomado pelo som de repugnância. Certamente uma questão cultural. Na década de 80 o legal aqui era ir à praia com os pelos explodindo das sungas e biquínis. As roupas também, nada daquela estética extremamente justa, óbvia e exagerada.  
Quase dormi em várias cenas. Compre as trilhas sonoras, valem muito mais a pena.

E qual o pensamento que tirei sobre?
Preciso transar o quanto antes para tirar da minha cabeça tantas cenas de sexo ruim. E sim, sou super a favor de umas safadezas mais intensas de vez em quando. Então, meu whatsapp é... #risadasdemoníacas

Link para os dois trailers do filme num único vídeo no Youtube:
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