sexta-feira, 20 de março de 2015

Livros que possuem a sua própria Trilha Sonora

Atualmente parece que as editoras descobriram que a ligação do leitor com o livro disposto em suas mãos não precisa limitar-se apenas ao simples contato com o papel, e se mostram mais abertas a abraçar novos projetos e circundar os seus lançamentos de diversas ações e variáveis que fortalecem o nome dessas obras junto ao público e enriquece o trabalho dos seus autores.
Um bom exemplo desses novos tempos é a música. Não é raro encontrarmos exemplares em que os autores costumam incluir uma lista de canções executadas como fonte de inspiração durante a escrita de um trabalho, outros já fazem algo semelhante no intuito de sugerir um fundo musical para embalar o leitor durante a leitura, mas agora ela tem marcado presença também fora das páginas, tocando em livros ousados que não estão mais afim de esperar virar filme para poder ganhar a sua própria trilha sonora, e apresentam uma obra completa que promete arrebatar o maior número possível de sentidos dos seus leitores.
Para entrar de vez nesta dança, selecionamos alguns livros que, de alguma forma, flertam com a música em suas linhas e além de valorizar a sua prateleira, também vão tocar muito na sua playlist.

✔ As Coisas que eu Sinto só por te Olhar, de Conrado Muylaert
Em primeiro plano, a história de uma canção, título do filme que se torna tema de uma irresistível paixão. Luana Sorien é uma compositora francesa, radicada em Londres, em decadência por falta de emoções que a levem a novas melodias e letras. Quando ela se vê num estado de tédio enlouquecedor, e ainda mais motivada após descobrir fotos que a levam a pensar que é perseguida por alguém que está em todos os lugares nos quais ela também esteja, ela então resolve viajar. No Rio de Janeiro ela conhece Lucas, jovem e compositor como ela, e tem início uma grande paixão. Mas obstáculos à felicidade dos dois não faltarão. O enredo narra toda essa trajetória, relacionando as canções compostas, que levam Luana de volta ao topo das paradas, com as situações vividas por ela, seu perseguidor, e sua nova paixão.
O curioso é que as músicas que embalam a trajetória da compositora na ficção realmente existem. São composições do autor do livro e são facilmente encontradas na internet, já sendo sucesso com milhares de visualizações. O autor Conrado Muylaert é compositor e integrante da banda de rock carioca Playmoboys. Estudou Direito na Faculdade de Direito de Campos (FDC) e Comunicação Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As Coisas que eu sinto só por te olhar marca sua estreia na literatura. (Editora Giostri).

✔ Alma Celta, de Eduardo Amaro
Alma Celta é parte de um projeto multimídia único no Brasil, composto por um seleto grupo de artistas. Idealizado pelo renomado compositor e baterista Marcelo Moreira (Almah), a obra completa se estende através de literatura, música, quadrinhos, RPG, shows e demais plataformas, costurando um intricado universo fantástico a ser explorado. Partindo de um episódio histórico real (a invasão dos milesianos na Irlanda), Alma Celta cria uma trama de ficção profundamente embasada na mitologia céltica.
O mago Amergin, um milesiano, está disposto a voltar com um exército à terra verde (atual Irlanda) para vingar a morte do tio. E terá de enfrentar os habitantes Tuatha Dé Dannan, uma sociedade formada por druidas. O único jeito de dominar a Irlanda será ir atrás de três objetos mágicos - A Lança da Realeza, o Caldeirão da Abundância e a Espada da Luz. E, durante essa jornada, terá de passar por guerras, deuses e feiticeiros para provar seu verdadeiro valor (Editora Leya).

✔ Apocalipse Zumbi - Os primeiros anos, de Alexandre Callari
O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. E os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. 
Apesar da descrição óbvia de cenário para uma história de zumbis, ainda encontramos alguns fatores diferenciados nessa trama, como o fato dos sobreviventes já começarem bem instalados e estabilizados em um mini-quartel de segurança privada e ainda possuírem energia elétrica e acesso a internet após a infecção. Elementos perfeitos para um interessante embate político. Paralelo aos fatos, acompanhamos uma empolgante cena de resgate com uma narrativa eletrizante que vale o preço do ingresso,... quer dizer, do livro.
Para ajudar com todo esse clima cinematográfico o livro traz ilustrações de algumas das cenas mais empolgantes da trama alem de um CD contendo sete faixas compostas pelo próprio autor na base do mais puro rock'n roll, para servir de trilha sonora durante a leitura (Editora Évora).

✔ 27, de Kim Frank
A “maldição dos 27” fez mais uma vítima, recentemente: Amy Winehouse. A lista dos cantores que morrem nesta idade é pontilhada por celebridades: Brian Jones, fundador dos Rolling Stones, o guitarrista Jimi Hendrix, a cantora Janis Joplin, o vocalista do The Doors, Jim Morrison, e Kurt Cobain, líder do Nirvana. André Barcinski, da Folha de S. Paulo, vai mais longe: “Se ampliarmos a lista para a faixa de 25 a 29 anos, podemos incluir ainda Tim Buckley, Gram Parsons, Danny Whitten (Crazy Horse), Tommy Bolin (Deep Purple), James Honeyman-Scott (Pretenders), Hillel Slovak (Chili Peppers), Frankie Lymon (The Teenagers), Shannon Hoon (Blind Melon), Bradley Nowell (Sublime) e muitos outros”. 
A macabra coincidência inspirou o jovem escritor alemão Kim Frank a escrever 27, romance sobre Mika – que, às vésperas de completar dezenove anos, e pouco depois de perder o único amigo fulminado por uma overdose de ecstasy, é descoberto como letrista e vocalista de uma nova banda, a “Fears”. Solitário e hipocondríaco, com a mãe sempre ausente e o pai sequer conhecido, além de ter convivido na infância com a lenta agonia de um tio vítima da AIDS, Mika é rapidamente transformado em celebridade. Um impacto e tanto na vida de alguém obcecado com a certeza de que morrerá aos 27 anos, como tantos rockstars que povoam a coleção de vinis e biografias legada pelo tio. O sucesso de Mika e da Fears, ao longo dos anos, é proporcional à intensidade com que o cantor se envolve com (muitas) drogas, bebidas e escândalos amorosos, afastando-se cada vez mais de seus parceiros de banda. Até que o aniversário de 27 anos mergulha o cantor no mais absoluto e depressivo isolamento, à espera da morte. Lançado na Alemanha em maio de 2011, 27 parte de uma premissa curiosa para tratar ficcionalmente dos bastidores do mundo real da música pop e da indústria fonográfica, do fascinante – e terrível – universo das celebridades e das angústias de nosso tempo (Editora Tordesilhas).

✔ No limite da Atração, de Katie McGarry
Ninguém sabe o que aconteceu na noite em que Echo Emerson, uma das garotas mais populares da escola, se transformou em uma ¿esquisita¿ cheia de cicatrizes nos braços e alvo de fofocas. Nem a própria Echo consegue se lembrar de toda a verdade sobre aquela noite terrível. Ela só gostaria que as coisas voltassem ao normal.
Quando Noah Hutchins, o cara lindo e solitário de jaqueta de couro, entra na vida de Echo, com sua atitude durona e sua surpreendente capacidade de compreendê-la, o mundo dela se modifica de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Supostamente, eles não têm nada em comum. E, com os segredos que ambos escondem, ficar juntos vai se mostrar uma tarefa extremamente complicada. Ainda assim, é impossível ignorar a atração entre eles. E Echo vai ter de se perguntar até onde é capaz de ir e o que está disposta a arriscar pelo único cara que pode ensiná-la a amar novamente.
Os dois protagonistas se revezam como narradores, sempre citando músicas. A autora retoma sua própria voz ao dedicar a última página do livro à uma playlist incluindo as músicas que ouviu ao escrever cenas específicas (Editora Verus).

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