quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Maldição do Cinema - Bullying Virtual

Bullying Virtual (Cyberbully)
Diretor: Ben Chanan
Roteiro: Ben Chanan, David Lobatto
Atores: Maisie Williams, Ella Purnell, Wilson Haagens
País: Reino Unido
Ano: 2015

Casey é a típica adolescente que tem uma vida totalmente conectada e de forma inconsequente como muitos na vida real e nas redes sociais. Até o momento em que seu ex namorado posta algo péssimo sobre sua pessoa no twitter, o que certamente a desmoralizará na escola e demais lugares que frequenta. Desesperada, aceita a ideia de Megan, sua melhor amiga: Falar com o nerd da escola que já invadiu suas contas no spotify, redes sociais além de seus smartphones, sempre realizando brincadeiras inofensivas, sendo acusado mesmo quando não era ele o autor das invasões. A ideia é que ele invada a conta no twitter do ex de Casey e deixe que ela escreva algo que o prejudique. Ao primeiro momento ela não aceita, mas assim que Megan vai embora, ela o chama novamente pelo chat do Skype e aceita sua ajuda.
A partir daí inicia-se um jogo tenso em que ela é obrigada a permanecer em frente ao computador todo o tempo, onde questões sérias e pertinentes são colocadas à sua frente que, por mais que tente se justificar, todas as respostas terminam num único denominador: Ela.
Todo o filme se passa com Casey debatendo com seu “amigo”, tendo elementos externos e coadjuvantes que, no momento certo, mostram sua real importância.
Bullying Virtual é um excelente filme para se trabalhar em sala de aula com adolescentes (Atenção, professores). Infelizmente a internet, para muitos, é a armadura perfeita para todo tipo de covardia. Diante do “anonimato” muitos sentem-se poderosos, capazes de fazer tudo para ditar suas regras, achismos e destruir a vida do outro, simplesmente por que não gostam/concordam com o que veem.
Iniciar um movimente de ódio gratuito na internet é muito mais que atingir momentaneamente o outro. Nunca se sabe onde essa onda irá parar, podendo terminar em suicídio ou depressões que causarão sequelas permanentes, além dessas pessoas jamais entenderem por que são alvo de um ódio tão intenso e gratuito. Pois utilizavam a internet para se comunicar e se expressar sem esperar nada em troca, muito menos fazendo mal a alguém.
Essa geração que vem nascendo conectada precisa ser educada para entender que a internet é muito mais que um lugar onde todos são anônimos e protegidos.

Estes (e muitos outros que culpam a internet, as redes sociais e demais possibilidades) precisam entender que o problema, a culpa, é do ser humano. Toda ação inicia e termina por nós. A maldade não é alimentada pelo computador e sim por cada indivíduo. Internet não transforma as pessoas. Nada mais é que uma ferramenta não-manipuladora onde muitos, deixando suas responsabilidades de lado ao assumir o “pois todo mundo faz” e consequentemente se transformando em ditadores daquilo que é bom ou não, correto ou não, legal ou não, jamais se importando onde tais atos podem terminar.
Cyberbully é um filme “obrigatório” para ser exibido em sala de aula e trabalhar nas feridas e temores dos alunos adolescentes sobre limites e respeito e que, apesar da individualidade aliada à sensação de poder que a tecnologia traz, os pilares básicos existentes nas relações humanas permanece inalterado em qualquer plataforma de comunicação e nunca, jamais, será fora de moda.
Um excelente filme que muitos jovens deveriam assistir.
Baseado em fatos reais.
           
Cyberbullying - é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar o outro. Como tem se tornado mais comum na sociedade, especialmente entre os jovens. Atualmente legislações e campanhas de sensibilização têm surgido para combatê-lo.(Fonte: Wikipedia)

E qual o pensamento que tirei sobre?
Vou deletar algumas pessoas da minha conta no Facebook... rsss.

Confira o trailer:
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