sexta-feira, 29 de maio de 2015

Espero que sirvam cerveja no Inferno (Tucker Max)

Antes de qualquer coisa, acho importante esclarecer que esse texto é exclusivamente para os 'meninos'. É uma resenha masculina, escrita por um homem, para outros homens, sobre um livro que fala com uma linguagem sem alma, cruel, cretina, descarada e filho da mãe, que somente o alto nível de testosterona, e a falta de sensibilidade, de um homem é capaz de compreender o seu conteúdo sem se ofender. Caso ocorra alguma anomalia, e você eventualmente encontre alguma mulher que goste desta narrativa, só tem uma coisa a ser feita... Case-se com ela imediatamente.
Depois de deixar isso claro, creio que estamos prontos para conhecer a vida desregrada de Tucker Max, uma das 100 personalidades mais influentes em 2009, eleitos pela Time Magazine. Devido as suas histórias escabrosas que ocorreram principalmente em festas homéricas de fraternidades americanas, Tucker é considerado o líder de um novo gênero literário extremamente masculino que exalta os ritos tradicionais dos machos, faz um brinde ao politicamente incorreto, e que surge como uma resposta imediata a um mercado que tem ficado cada vez mais cor de rosa.
Se você acha que eu não vou para o céu por ter dito essas coisas, preciso salientar que o autor que difundiu este estilo já está tão certo disso que deixou logo bem explícito no título do seu livro 'Espero que sirvam Cerveja no Inferno' ( Faro Editorial, 244 páginas), onde teve coragem de publicar aquelas histórias que nós só ousaríamos contar na roda de amigos mais íntimos.

Para encarar a rotina alcoólica e sexual de Tucker em seus tempos de faculdade, é necessário despir-se de boa parte da sua civilidade (e talvez até das roupas) e resgatar o macho primitivo adormecido no seu interior. Lembra todas as vezes que você e seus amigos chegaram em casa destruídos depois de uma noitada sinistra, sem nem saber direito como, e tudo que conseguiam pensar é que alguém deveria escrever uma história sobre tudo que passaram enquanto ainda conseguiam lembrar do que aconteceu? Pois esse cara, não só conseguiu efetuar essa proeza, como ainda transformou as suas desventuras em um livro icônico.
Sem pudor ou juízo, em forma de contos, o autor descreve detalhes sórdidos de histórias que, quem não viveu, jura que é mentira, mas só mesmo por frustração de não ter nada parecido no currículo para soltar nas conversas de mesa do bar.
Tucker Max e seus amigos igualmente desprezíveis constituem uma confraria de canalhas cujo único propósito de vida parece ser penetrar na mulher festa perfeita. E para isso, todas as noites estão dispostos a testar seus próprios limites e a paciência das mulheres, vivendo como se a próxima rodada de bebida ainda fosse a primeira.
Em 2009 o livro ganhou um filme inspirado em suas páginas, com um roteiro que tenta reunir todos os contos em volta de um tema central.
Sem dúvida um lançamento que desafia a 'era do mimimi' e abre espaço para uma literatura lotada de testosterona que não se importa em ser chamada de sexista, desde que não duvidem de sua masculinidade. 
Não sei dizer se o gênero pode ser considerado uma nova tendência, mas o conjunto da obra me soou como um reboot, ou uma atualização século XXI, do estilo corrosivo que consagrou Bukowski, Jim Knipfel e Hunter Thompson, que assim como Tucker Max fez agora, pintaram um cínico retrato da boemia masculina de suas épocas. Tendência ou não, de qualquer forma, certamente passarei a procurar mais exemplares com esta 'pegada' a partir de agora.

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