terça-feira, 16 de junho de 2015

Um papo cheio de sabores com o pipoqueiro

Estava sentado com o pipoqueiro da praça. Ele vende suas pipocas ao lado do banco mais ensolarado de todos. É uma localização privilegiada, no inverno. Passo longas horas do meu dia ali, sentado no sol, esquentando a alma e as ideias, entende?
Enquanto isso, eu, e o pipoqueiro, conversávamos sobre amenidades. Entre elas, os sabores de pipoca. Ele fazia uma espécie de entrevista comigo, e dizia que a sua intenção era atender melhor a todos os seus clientes.
De acordo, fui experimentando as pipocas, cada uma de um sabor diferente. Havia de tudo. E admito: fiquei impressionado. Sabe, se eles quiserem, colocam qualquer sabor em qualquer coisa, e qualquer coisa em qualquer sabor. Eu sei, a minha cabeça também deu um nó.
Porém, chegou um momento, em que eu não aguentava mais experimentar pipocas, a mistura era tão grande, que pensei: uma hora essa merda vai ter de sair. E como minha avó sempre disse: prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém; e por isso, agradeci, era hora de parar.
O pipoqueiro, gente boa que só, agradeceu efusivamente pela minha participação em seu laboratório, aliás, nunca foi tão simpático. E quando fui pagá-lo, recusou veementemente, dizendo que não era preciso, e que a minha colaboração fora importante por demais. E mais, disse que contava com meu retorno.
Muito bem, em nome da boa educação, que raramente tenho, nesse mundo de rabugices, despedi-me com um cordial: até mais. E tomei o caminho de casa.
Em tal instante, uma ideia me ocorreu: quem sabe, se tudo der errado, vender pipoca seja uma ótima opção, aliás, com tantos sabores, é impossível alguém ficar descontente, finalizei.

E tudo isso só mostrou-me uma coisa: o mundo do consumo é uma cilada, cedo ou tarde, eles pegam você; mesmo que seja com uma simples pipoca, porra. Quer dizer, com uma simples pipoca não, mas quem sabe, com uma que tenha sabor de bacon, sim.
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