sábado, 27 de junho de 2015

Wereworld - A Origem do Lobo (Curtis Jobling)

Quando mergulhamos na literatura fantástica, às vezes leva-se um tempo até descobrirmos que existe diversos tipos de níveis diferentes dentro deste mesmo gênero, e não é todo mundo povoado por criaturas incomuns que irá saciar aquela abstinência que se sente pela falta de Game of Thrones. E apesar de geralmente usar uma mesma linguagem, nem sempre os livros desta temática falarão com um mesmo público.
Eu entendo que após conhecermos a estrutura narrativa de George R.R. Martin, fica difícil entender que esse estilo não é necessariamente uma regra dentro do gênero, e outras obras podem sim apresentar histórias menos complexas e sombrias abraçando este mesmo conceito, e ainda assim experimentar uma grande saga. Até mesmo porque todas as faixas etárias devem ter a oportunidade de participar de uma aventura de capa e espada.
Este é o espírito recomendado para se conhecer 'Wereworld - A Origem do Lobo' (Editora Benvirá, 364 páginas). O primeiro livro de uma jornada animalesca cheia de referências criada pelo escritor Curtis Jobling.

A trama se passa em um mundo governado por Werelords, pessoas que possuem o dom da licantropia, e podem se transformar em criaturas híbridas como lobisomens, mas também variantes com outros animais como leão, ursos, serpentes e outros animais perigosos. É neste ambiente que o jovem Drew Ferram se descobre um deles, mais precisamente, um lobisomem herdeiro legítimo do Trono do Rei Lobo.
Quando deslumbra o seu destino, Drew sai em busca de sua herança, e para isso precisa enfrentar e destronar um poderoso tirano Werelion, o usurpador líder dos leões de Wereworld.
Quem já jogou o antigo RPG Lobisomem: o Apocalipse, vai se familiarizar fácil com o cenário criado por Jobling, e não terá dificuldade em conceber mentalmente a imagem das criaturas metamórficas desse mundo bestial. E quem sabe, até tirar algumas excelentes ideias para enriquecer a sua próxima mesa de Lobisomem.
O livro é escrito de uma forma bem objetiva, mas em alguns momentos deixa a leitura vagarosa devido ao excesso de descrições, uma técnica que deixa confortável os mais inexperientes, mas causa certa impaciência em quem já frequenta esse tipo de história.
Por fim, Wereworld possui todas as peças chaves para constituir uma boa saga fantástica, e a prova disso é que ainda se estende por mais três ou quatro livros, embora este primeiro volume funcione muito bem como uma história única.
O autor consegue preparar um palco auspicioso para o que está por vir. Sua entrega pela essência da história, e a preocupação com o universo que se propõe a construir, são detalhes que pontuam a sua escrita e tornam Wereworld uma leitura divertida para a faixa de idade certa.

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