sexta-feira, 24 de julho de 2015

Juventude Brutal (Anthony Breznican)

Quando contemplamos o mercado literário tomado por distopias com protagonistas adolescentes, não dá pra ter noção da força que essa nova geração esbanja. Quando são apresentados em um mundo de fantasia ou ficção científica, são sempre subestimados quanto as suas capacidades, e não são raras as vezes que nos surpreendem no final. Mas onde será que se esconde toda essa astúcia juvenil exaltada nos personagens de cenários de fantasia, quando eles estão vivendo a vida real e parecem inaptos para enfrentar os desafios mais básicos da vida? Esse tipo de pensamento demonstra que, assim como na ficção, nós também podemos estar cometendo o leviano erro de menosprezar a capacidade ilógica desses adolescentes resolverem os seus problemas.
A trama de Juventude Brutal (Editora pavana, 495 páginas) traz esses jovens protagonistas para um ambiente tão hostil quanto qualquer futuro apocalíptico, a nossa realidade,...Ou pior, a realidade deles. A obra de estreia do autor Anthony Breznican consegue projetar em suas páginas a verdadeira visão do ambiente escolar personificado na mente de qualquer aluno.

A escola de segundo grau St. Michael ostenta a reputação de abrigar sobre as suas dependências jovens delinquente com péssimos históricos, gerando um ambiente propício para os alunos criarem a sua própria cadeia perversa de poder, onde o mais forte domina, esmaga e atropela o mais fraco. E por questão de sobrevivência, alguns desses adolescentes podem ser levados a cometer atos bem questionáveis. 
Como em qualquer outra instituição de ensino, durante a década de 90 os alunos da St. Michael mantinham a humilhante tradição de ridicularizar os seus calouros com trotes violentos aplicados pelos veteranos que reproduzem as mesmas barbaridades que um dia sofreram quando estavam na posição mais baixa dessa hierarquia escolar forçada. Tudo isso sob a autorização insensata dos professores e orientadores da respectiva instituição. Esse círculo vicioso está prestes a sofrer uma ruptura com a chegada de Noah, Peter e Lorelei. Três novatos que encontrarão as suas próprias formas de lidar com o assédio dos alunos mais velhos.
O autor lança uma lente de aumento ao conhecido tema do Bullying juvenil ao ilustrar um ambiente escolar semelhante a uma cadeia, mostrando que alguns adolescentes podem facilmente fazer o papel de criminosos quando expostos a situações semelhantes as de um presídio.

Juventude Brutal remonta um tema que foi bastante difundido em filmes no fim do século passado, e que talvez tenha sido deixado de lado por um tempo justamente pela complexidade exigida ao ser abordado. Assim como os próprios adolescentes que estrelam essa obra, é sempre difícil classificar um livro que apresenta um roteiro extremamente adulto com personagens tão jovens. E mais complicado ainda quando se tenta entender com precisão qual o público que uma obra do tipo pode atingir.
Sendo como um livro policial com nostalgia escolar para os mais velhos, ou mesmo como um thriller moderno para os mais jovens (e ajuizados), a narrativa talentosa de Breznican é um relato corajoso de um período bem confuso de nossas vidas.

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