terça-feira, 21 de julho de 2015

Uma goteira e um brinde em nome da loucura poética

Ela bebia uma taça de vinho enquanto a goteira fazia o seu trabalho: pingar bem no meio da sala.
Foi uma noite louca.
Eu a conheci em um boteco de quinta categoria, como eu.
Suas habilidades me interessaram.
Ela deu uma surra em um monte de marmanjos durante um jogo de dominó e disse que ouvia Syd Barrett.
E não era só isso, ela também pedia cerveja em copos de 500ml e recitava Rimbaud.
Lá pelas tantas sentou em minha mesa e brindamos em nome da loucura e da poesia.
E como dois desalmados: terminamos aqui.
Agora são nove da manhã de uma segunda-feira, e ainda não dormimos.
Ouvimos discos incríveis.
Passamos nossos olhos em alguns livros legais.
E vamos acabar com minha última garrafa de vinho em pouco tempo.
Seus olhos são doces.
Seus lábios também.
E sua alma é mais doce ainda.
Ela é o tipo de mulher que vai até o fim.
Gosto disso.

Já conheci muitas garotas, mas até hoje, ela foi a primeira que não se importou com uma goteira que pingava sem parar, bem no meio da sala.
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