domingo, 9 de agosto de 2015

Os piores pais da literatura

Hoje é o dia dos pais, o dia em que agradecemos os nossos pais por eles serem, bem,... Pais. E para mostrar o quanto estamos gratos por sua participação "espontânea" em nossa concepção, costumamos enchê-lo de meias, gravatas, pendrives, canecas, pesos de papel e outras bugigangas inúteis que certamente ele só usará quando você estiver por perto.
E embora o seu cartão esteja dedicado 'ao melhor pai do mundo', na verdade, talvez ele nem tenha sido um pai tão bom assim. Talvez tenha sido uma pessoa ausente durante parte da sua infância. Ou do tipo que implica com as suas roupas e as músicas que você escuta. Ou até pior, talvez ele prefira "Two and a Half Men" com o Ashton Kutcher. Realmente abominável.
Após refletir aqui sobre os piores pais dos heróis de quadrinhos, lembramos que a literatura também apresenta algumas famílias complicadas cujos pais não são dignos sequer daquele pacote com três cuecas de cores sortidas vendido na C&A.
Então, antes de decidir o quanto vai gastar no presente do seu coroa, sugerimos que conheça os piores pais da literatura, e talvez você perceba que o seu nem é tão ruim assim.

 A Noiva Fantasma, de Yangsze Choo
Se o seu pai é do tipo que reclama dos seus namorados, pelo menos ele não pediu encarecidamente para que você case com um cadáver de um homem rico para garantir o seu futuro financeiro.
1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto. 
A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo. 
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente. 
Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, essa obra é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e sobre o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. (Editora DarkSide Books)

 Condenada, de Chuck Palahniuk
Se você acha que falta bom senso ao seu pai, com certeza seria pior se ele te obrigasse a mentir a sua idade só para que ele não pareça tão velho e ainda te desse instruções para 'fumar maconha' em vez de executar as tarefas da escola.
Qual seria a melhor maneira de propagar a sensação de estar morto? Qual seria a melhor maneira de morrer? Madison Spencer, uma garota de treze anos já sabe como fazer. Aliás, Madison está morta. Tudo isso por conta de uma possível overdose de maconha. Mas, será que alguém consegue morrer de tanto fumar?
Filha de um casal milionário de cineastas, a garota de treze anos foi criada para usufruir das melhores coisas da vida e acabou morrendo por um pequeno deslize. Já no inferno, afinal, quem morre por overdose de maconha não pode ir para o Céu, a garota se vê cercada 'e amiga' de um grupo um tanto quanto incomum: um nerd, um punk de cabelo azul, um possível jogador de futebol americano e uma patricinha com sapatos falsos.
E é lá, no Inferno, com mensagens diretas ao Satã, que Madison passa a conhecer os problemas da vida, afinal a imortalidade nos traz ensinamentos e questionamentos que apenas situações complicadas nos trariam. Afinal, o que temos a perder e sobre o que mais poderíamos pensar? 
Com aventuras e um toque de hilaridade, o escritor Chuck Palahniuk traz, por meio de Madison, um relato perturbador que nos toca diretamente no âmago do que acreditamos ser real. Primeiro livro de uma trilogia, 'Condenada' nos convida para um conhecimento profundo sobre o Inferno, o Céu, a morte e, claro, a vida. (Editora Leya)

 Ciclo das Trevas, de Peter V. Brett
Se você acha que o seu pai é meio displicente, pelo menos ele não deixou você sair correndo sozinho para salvar a sua mãe de um demônio do fogo, enquanto ele apenas observava paralisado de medo em algum lugar seguro.
Assim que a escuridão cai, os demônios corelings aparecem em grande quantidade, gigantes de fogo, madeira e rocha famintos por carne humana. Depois de séculos, os humanos definham com o esquecimento das marcas de proteção. Arlen, Leesha e Rojer, três jovens que sobreviveram aos ataques demoníacos, atrevem-se a lutar e encarar o perigo para salvar a humanidade.
Em O Protegido, a humanidade cedeu a noite aos corelings e são poucos que ainda conseguem se esconder atrás das proteções mágicas, rezando para que elas os conduzam para mais um dia. Conforme os anos passam, as distâncias entre as pequenas vilas se aprofundam. Parece que nada pode deter os demônios ou aproximar a humanidade novamente.
Arlen, Leesha e Rojer, crianças nascidas nesses pequenos vilarejos hoje isolados, não se conformam com essa situação. Um Mensageiro ensina ao jovem Arlen que o medo, mais que os demônios, tem paralisado a humanidade. Leesha vê a sua vida perfeita ser destruída por uma simples mentira e se torna uma coletora de ervas para uma velha mulher, mais temida que os demônios da noite. E a vida de Rojer muda para sempre quando um menestrel viajante chega à sua cidade e toca seu violino.
Mas estes três jovens carregam algo em comum. São todos teimosos, que não se rendem à realidade imposta a eles e sabem que há muitos segredos e mistérios no mundo além do que lhes contaram. Para descobrir isso, eles terão que se arriscar, abandonar suas proteções seguras e encarar os demônios de frente. (Editora DarkSide Books)

 O Circo da Noite, de Erin Morgenstern
Se você acha que o seu pai exige demais te entupindo de atividades extracurriculares, pelo menos ele não te treinou a vida toda para participar de uma eventual batalha mágica até a morte.
Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.
Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá.
À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.
Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba. (Editora Intrínseca)

 Uma terra fantástica: Swamplândia!, de Karen Russell
Se você acha que o seu pai saiu de casa e deixou você e a sua família em um momento difícil, o que dizer do pai de Ava Bigtree que abandonou o lar para tentar a sorte nos cassinos justo quando a esposa caiu doente e a família mergulhava em um caos completo.
Aos treze anos de idade, Ava viveu toda sua vida em Swamplandia!, um parque temático sobre jacarés localizado na Florida. Mas quando uma doença derruba a sua mãe, a família começa a se desmoronar aos poucos. O pai dela se retira, sua irmã se apaixona por um personagem assustador, e seu brilhante irmão mais velho começa a trabalhar para um parque rival chamado O Mundo das Trevas. Quando Ava sai em uma missão através dos pântanos mágicos para salvar a sua família, somos atraídos por um enredo exuberante e corajoso que nos leva até a borda cintilante da realidade.
Em um cenário de vida vegetal repleto de lagartos ancestrais e desejos sem lei, Karen Russell apresenta um romance surpreendente sobre a luta de uma família para se manter à tona em um mundo que está afundando de forma inexorável. Uma obra espantosamente bela e inventiva de uma nova e vibrante voz da ficção. (Editora Nova Fronteira)
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Comentários
2 Comentários

2 comentários :

  1. Nada como os pais que não merecem trufas Cacau Show para tornar a leitura um diferencial das famílias Doriana que tanta gente gosta.
    Adooorei!
    Bjoos
    http://chacombolacha.blogspot.com.br

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  2. Muito bom... Parabéns é chulo mas você merece Robin. Sucesso!

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