sábado, 21 de novembro de 2015

5 Livros fascinantes que podem te ajudar a lidar com a morte

"Pra que medo, se o futuro é a morte?", perguntava um grafite estampado em um muro perto do meu antigo colégio, o que me obrigava a pensar sobre a questão toda vez que eu lia a frase a caminho da aula durante grande parte da minha infância e adolescência. E de tantas respostas possíveis que ponderei durante esses anos, hoje prefiro acreditar que esta era uma pergunta retórica.
Do pouco que conhecemos sobre o assunto, a única certeza que temos é que todos vamos partir um dia. Afinal, a morte chega para todos.

Acreditando que o medo, na maioria das vezes, é fruto da falta de conhecimento, criamos aqui uma lista de livros que abordam a morte das mais diversas formas diferentes, mas todas com respeito e sinceridade, e que podem te ajudar a lidar com esse que é o último capricho da vida.

✔ Curiosidade Mórbida, de Mary Roach
Curiosidade mórbida é uma leitura cativante e divertida que explora a vida após a morte, mas não no sentido sobrenatural: a autora Mary Roach investiga o que acontece com os cadáveres, revelando que eles têm rotinas inesperadas e surpreendentes.
Por dois mil anos, eles estiveram envolvidos nas descobertas e pesquisas científicas mais ousadas: foram cobaias nas primeiras guilhotinas da França, os primeiros a navegarem em foguetes da NASA e estiveram presentes em todos os novos procedimentos cirúrgicos, fazendo história de forma silenciosa.
Nesse relato fascinante, Mary Roach faz uma analise histórica dessas contribuições ao longo dos séculos e, com seu jeito único, revela o que nossos corpos fazem depois que os deixamos para trás (Companhia das Letras).

✔ Últimas Palavras, de Christopher Hitchens
Em 2010, o jornalista e polemista britânico Christopher Hitchens foi obrigado a interromper subitamente a turnê de lançamento de seu livro de memórias Hitch-22. O diagnóstico de um câncer em estado avançado determinava, então, uma guinada radical em sua vida. O intelectual bon vivant movido a nicotina e a álcool cedeu espaço a um estoico paciente em busca de cura - um empreitada frequentemente árdua e desencorajadora, mas que foi encarada com destemor por Hitchens até o fim, em dezembro de 2011. 
Por meio da coluna que assinou por anos na revista Vanity Fair, Hitchens não só assumiu a doença publicamente como passou a descrever a gradual deterioração da própria saúde decorrente do tratamento por quimioterapia - sem um pingo de sentimentalismo, mas com a contundência e o humor característicos de seu estilo. A coletânea desses artigos, bem como anotações esparsas deixadas pelo autor, compõe Últimas palavras.
Ao escrever sobre si mesmo diante da expectativa da morte, Hitchens revela admirável desprendimento. Sem autopiedade, e com a mesma honestidade com que detalha sua decrepitude física, põe em xeque antigas convicções (como o enunciado nietzscheano "o que não me mata me fortalece", que deixou de ter sentido para o autor depois das altamente debilitantes sessões quimioterápicas). A coragem da transparência, que havia pautado toda uma vida, manteve-se inalterada até o fim, como atestam as últimas - e talvez as melhores - palavras de Christopher Hitchens (Editora Globo Livros).

✔ Mortais, de Atul Gawande
A medicina triunfou, transformou os perigos do parto, dos ferimentos e das doenças, antes atormentadores, em fatos controláveis. No entanto, no que diz respeito ao envelhecimento e à morte, o que ela faz muitas vezes se contrapõe ao que deveria fazer. 
Quando falam sobre a perspectiva da morte, médicos recorrem a falsas esperanças e a tratamentos que encurtam a vida em vez de trazer conforto. 
Por meio de uma pesquisa reveladora e de histórias comoventes, tanto de pacientes quanto da própria família, Gawande revela suas limitações. De maneira provocadora e honesta, Mortais reflete sobre o caminho que devemos percorrer para lidar sabiamente com nossa própria finitude (Editora Objetiva).

✔ A Única Certeza da Vida é que um Dia Você Vai Morrer, de David Shields
Fascinado e às vezes irritado com o otimismo e a vitalidade sobre-humana de seu pai de, então, 97 anos, David Shields faz uma investigação sobre nossa condição biológica.
O resultado é estimulante: emociona e faz rir. Esse livro é uma meditação muito pessoal sobre a mortalidade, e explora nossa existência de "carne e osso" do berço ao esquecimento. Paradoxalmente, essa análise do tema nos leva a uma renovada e profunda apreciação da vida.
Shields investiga os "fatos" da vida desde a gestação e oferece ao leitor uma perspectiva surpreendente do ser humano, ao lançar uma nova visão a respeito da infância, da adolescência, da juventude, da meia-idade e da terceira idade. Combina tudo isso com dados biológicos, fragmentos filosóficos e culturais e citações de uma vasta e memorável gama de autores e de pensadores que vão de Lucrécio a Woody Allen (Editora Intrinseca).

✔ Sobre A Morte e o Morrer, de Elisabeth Kübler-Ross
Elisabeth Kübler-Ross descreve nesta obra que se tornou um 'clássico' as experiências de pacientes terminais, suas agonias e frustrações, numa tentativa de encorajar as pessoas a não se afastar dos doentes 'condenados', mas, antes, aproximar-se deles e ajudá-los em seus últimos momentos.
O ciclo da vida é constituído pelo nascimento, crescimento, reprodução e morte. Esses eventos são naturais e próprios para a construção da vida humana. Para algumas pessoas esses processos evolutivos não seguem iguais para todos, existe uma especificidade de se colocar diante dos problemas e saber enfrentá-los é a questão primordial. A morte é vista sob diversos contextos cultural, social, familiar e vem para cada um de acordo com sua posição frente ao mundo; o lidar pode estar definido ou causar outros comportamentos adversos. Lidar com a morte é um fenômeno sofrível e algumas pessoas não estão preparadas para esse enfrentamento em questões não definidas (Martins Fontes).

Veja Também:
Gostou? Curta nossa fanpage no Facebook...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Acho que faltou "Por um fio" do Dráuzio Varella" sobre doentes terminais vítimas de câncer. Para mim um grande filósofo existencialista e do cotidiano.

    ResponderExcluir