quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A Maldição do Cinema: Savaged

Savaged (Savaged)
Diretor: Michael S. Ojeda
Roteiro: Michael S. Ojeda, Deon van Rooyen
Atores: Tom Ardavany, Ronnie Gene Blevins, Ernie Charles
País: EUA
Ano: 2013

Prestes a assistir um filme sério e denso para a coluna, parei tudo para escrever sobre Savaged. Não pude ignora-lo.  Certas obras conseguem chegar naquele limite entre o absurdo e o patético, o engraçado e o ridículo. O típico trabalho que você não acredita que existe quando te contam.
Zoe é uma bela garota surda-muda e que pela primeira vez dirigirá até a cidade onde mora seu namorado, mesmo após a advertência de sua mãe para os possíveis lunáticos com quem pode se deparar pelo caminho. E realmente acontece. Durante as várias pausas durante o trajeto para tirar fotos e enviar para seu grande amor, depara-se com um indígena sendo perseguido por um grupo de loucos. E ao tentar salva-lo, coloca-se na pior das situações.
Savaged inicia-se dramático, curioso e com bons momentos onde ao misturar Road movie com cemitério indígena, parece estar prestes a utilizar este último elemento de forma muito mais interessante do que em inúmeras obras. Em meio a tudo isso, acontece uma reviravolta tão interessante e inesperada que é impossível não se surpreender para, em seguida, te chocar. A ideia apresentada como fio condutor daquele momento em diante não acontece, dando lugar à Poltergeist II encontrando a Final Girl de Abismo do Medo que tem a sede de vingança da homônima em A Vingança de Jennifer.
Apesar das explicações ao longo da história, que conseguem, para os de coração e mente abertas, tornar o absurdo mais coerente, as sequências de luta ultrapassam a mais fértil das mentes. Eu poderia usar o adjetivo absurdo quinhentas vezes que não seria suficiente. Tudo isso aliado à atuação tanto quanto duvidosa de seu namorado (O momento em que ele narra o sentimento das ações executadas por Zoe é indescritível).

Savaged se torna maravilhoso pela quebra seguida de uma sucessão de absurdos inimagináveis. Assista e divirta-se. Não espere nada denso. Sinceramente, não espere nada, apenas assista, não questione demais o que está diante dos seus olhos e terá quase duas horas de muita diversão.
Eu realmente gosto deste tipo de filmes. A falta de noção torna-se uma forte aliada da diversão.
Eu ri. Muito. Mesmo.

Acho que foi o filme que mais me surpreendeu pelo absurdo apresentado dentre os que assisti até agora, em 2015.
Quanto à sua finalidade, se é para apresentar uma ideia, história, ou entreter, sinceramente, até agora não sei. Ainda estou anestesiado.

INDICAÇÕES:
Fantasporto 2014 – Melhor Filme
PREMIAÇÕES:
Nocturna Madrid International Fantastic Film Festival (2014)

E qual o pensamento que tirei sobre?
Pois se a zoeira não tem limites, certos diretores e roteiristas também não.
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