segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O Último Homem Bom (A. J. Kazinski)

De certa forma, podemos dizer que o gênero Thriller em geral possui uma certa fórmula que conduz a história com alguns elementos indispensáveis para a formação do seu enredo. Para que uma obra não se torne apenas uma variação vulgar de uma outra similar, cabe ao autor rechear o seu livro com ingredientes e simbologias diferenciadas que marquem o seu trabalho como algo totalmente original. E quando o escritor percebe esta manobra, e sabe jogar com o interesse do leitor, é certeza de que embarcaremos em uma aventura envolvente.
Apesar de ser um estilo que praticamente já possui uma estrutura pré-estabelecida, posso dizer que nunca canso de conhecer novos detetives e de ajudar a solucionar seus casos assustadores nas páginas de um livro policial. E para selecionar apenas um exemplar no meio de tantos títulos dentro deste gênero, eu procuro sempre me guiar justamente pelos elementos adversos que rodeiam os esqueletos de um thriller. Foi assim que fui levado até a leitura de O Último Homem Bom (Editora Tordesilhas, 480 páginas), um projeto escrito à quatro mãos pelos dinamarqueses Anders RønnowKlarlund e Jacob Weinreich, sob o pseudônimo de A. J. Kazinski.

O principal elemento distinto desta obra é que, diferente do comum, os heróis destra trama não perseguem um perigoso criminoso, mas sim as suas vítimas, identificadas apenas como as pessoas mais justas e humanitárias do globo. Em todo o mundo surge relatos sobre estranhas mortes cujo a única relação entre os alvos é a excelente reputação de 'homens bons'. Um alerta é emitido para as principais cidade do planeta, e inicia-se então uma busca frenética das policias locais para localizar os últimos sobreviventes com tais características.
Em Copenhague acompanhamos a busca do detetive Bentzon. Durante anos treinado para sempre enxergar apenas o que há de pior no ser humano, ele se vê frente a necessidade de desconstruir todo o seu aprendizado para concluir a difícil tarefa de encontrar a suposta vítima de um crime que ainda se desenha.
Em meio a diversas tentativas frustadas, ele já está prestes a desistir do caso quando o seu caminho cruza com uma cientista geniosa que desembaça a sua visão e exibe a capacidade brilhante de ligar as pontas soltas dessa trama instigante.

Apesar de apresentar um roteiro instigante, em alguns momentos a obra exala uma certa lentidão aprisionada em termos técnicos que podem incomodar os leitores menos experientes, mas que não atrapalham a agilidade da trama devido ao ritmo comprimido pintado pelos autores.
Com uma narrativa amparada por belos cenários que variam entre Veneza e Copenhague, a obra tenta apresentar um enredo linear e visceral, do tipo que não deixa o leitor pegar ar entre um capítulo e outro. Um Thriller que certamente cumpre tanto os requisitos básicos dentro do gênero, quanto a missão de apresentar algo totalmente novo para os leitores.

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