domingo, 6 de dezembro de 2015

No Sufoco ( Chuck Palahniuk)

Ás vezes, a melhor forma de escolher a sua próxima leitura, é deixar que o seu momento faça isso por você. Para que isso aconteça, basta parar e observar os nuances do que está acontecendo exatamente durante este período de vida que está passando, e tente encontrar um livro que aborde os temas e questões que estão te rodeando nesta fase. Ou pelo menos foi assim que resolvi embarcar na minha última leitura... Só não me pergunte o porquê.
Ciente de estar entrando mais uma vez (a terceira, na verdade) em uma imersão sem volta na estranha conjuntura narrativa deste escritor, resolvi encarar sem medos as páginas sedutora de 'No Sufoco' ( Editora Leya, 271 páginas), do já polêmico Chuck Palahniuk, mais conhecido como o eufórico autor do clássico 'Clube da Luta'. Nesse trabalho, Chuck penetra novamente em um dos seus tópicos favoritos, as pessoas e seus vícios, e lambuza toda a sua carga dramática em nossas paranoias sexuais.

Com um estilo próprio que dissolve qualquer tipo de dicotomia padrão persistente na estrutura da maioria das histórias, o autor apresenta personagens que poderiam facilmente ser seus vizinhos ou colegas de trabalho, e a formação de suas personalidades ficam por conta de seus segredos mais obscuros.
A partir do protagonista Victor Mancini, acompanhamos a rotina de um vigarista de segunda classe que se utiliza de um golpe engenhoso para faturar um dinheiro a mais e conseguir fechar as contas do fim de mês. Principalmente a mensalidade do asilo onde mantêm sua mãe idosa diagnosticada com mal de Alzheimeir, e que esconde diversos detalhes sórdidos sobre a vida do filho. Enquanto tenta descobrir a verdade sobre o seu passado antes que a fraca memória de sua mãe a abandone de vez, Victor precisa aprender a lidar com os seus impulsos sexuais que insistem em surgir nos momentos mais inoportunos. 
Utilizando essas pontas complexas, Palahniuk constrói um enredo perspicaz que oscila entre o humor e o absurdo de uma forma única e quase poética. 

A maior prova de que uma leitura se fez valer, são os números de anotações, marcações e grifos feitos nas páginas do livro durante o processo. E nesse caso, parágrafos inteiros mereceram ser sublinhados no meu exemplar, e tenho certeza que muitas frases soltas farão parte do meu vocabulário diário, como por exemplo o mote da quarta capa: "Quem é feliz não faz arte".
Talvez o momento não fosse bem apropriado para escolher uma trama tão densa, em um momento tão delicado. Mas ainda assim, "No Sufoco" cumpriu a sua tarefa e me deu algumas respostas de perguntas que eu nem estava procurando.

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