quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O maior autor de livros de guerra do mundo volta a ser publicado no Brasil

Depois de quase trinta anos no completo ostracismo no mercado nacional, finalmente o escritor Sven Hassel, conhecido como o maior autor de livros de guerra do mundo, volta a ser publicado no Brasil com a dedicação apropriada da Editora Labareda. O seu primeiro livro 'A Legião dos Condenados' foi publicado na Dinamarca, em 1953. Até hoje é o único romance dinamarquês que foi vendido por mais de seis décadas consecutivas desde a sua primeira edição.
Hassel criou uma série de 14 romances sobre a II Guerra Mundial, inspirados em seus encontros e experiências da guerra. Seus livros são sucesso mundial com mais de 53 milhões de cópias vendidas, traduzida em 25 idiomas e publicados em mais de 50 países. Só na Grã-Bretanha os livros já venderam mais de 15 milhões de cópias.

SINOPSE: Este é um livro sobre a guerra que não faz apologia a ela. É também um livro sobre o nazismo e o comunismo que não faz apologia a nenhuma dessas ideologias. É, enfim, um livro sobre um soldado e o caminho que ele traçou durante a Segunda Guerra Mundial, até hoje o maior combate da história da humanidade. A Legião dos Condenados permite que Sven Hassel mostre os horrores que ocorreram durante o período de treinamento dos soldados dos batalhões disciplinares, seguindo até o combate no front russo da guerra. Sven conta como foi a cumplicidade entre seus companheiros - Velho, Joseph Porta, Miúdo, Plutão e Stege, entre outros - que o acompanharam em diversas situações onde a camaradagem foi mais importante do que qualquer treinamento que tenham recebido.

A obra antiguerra de Hassel retrata o soldado comum, nos mostrando o outro lado da medalha. Estes soldados não são os homens que provocam as guerras, mas são usados ​​como peões forçado a lutar. As narrativas são baseadas não apenas na própria luta do autor, mas também incorporar elementos de ficção e enredos acentuados com um senso de humor espirituoso. Suas esperanças são para alertar as gerações mais jovens contra as atrocidades da guerra, sublinhando que a guerra é o último recurso explorado por políticos falhos.

Sobre o autor....
Hassel nasceu em 1917, em uma pequena cidade chamada Frederiksborg. Lá ele foi criado em uma família pobre da classe trabalhadora que o levou a entrar para a marinha mercante na idade precoce de 14 anos, para ganhar a vida. Quando concluiu o serviço militar, ele se viu em meio a um aumento do desemprego e uma crise geral na Dinamarca. Decidiu então tentar a sorte e se mudou para a Alemanha na esperança de encontrar um emprego. Mesmo assim, sua busca por emprego não foi bem sucedida e ele decidiu juntar-se ao exército alemão (Wehrmacht) como voluntário em 1938. Para isso teve que assumir a cidadania alemã, que lhe foi concedida por meio de uma mentira, declarando que seu pai era de origem austríaca. 
Como um soldado na frente, Hassel foi exposto aos perigos de lutar em várias linhas de frente. Ele foi ferido oito vezes no total, e durante uma dessas passagens, ele foi temporariamente transferido para a Abwehr (espionagem) na Dinamarca por alguns meses (de dezembro de 1944 a janeiro de 1945).
No entanto, quando a guerra terminou em 1945, como conseqüência de ter lutado do lado alemão, ele ficou preso em várias prisões americanas e campos de concentração russo, como um prisioneiro de guerra. Posteriormente, ao voltar para a Dinamarca, a cidadania alemã de Hassel foi cancelado e ele foi inicialmente condenado a 10 anos de prisão dinamarquesa pela traição de ter servido no exército alemão. Em 1949, a anistia concedida aos  presos políticos o libertou.

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