quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

5 Livros Góticos para ler após assistir o filme 'A Colina Escarlate'

Lançado recentemente nos cinemas, o filme A Colina Escarlate (Crimson Peak) foi logo considerado um sucesso do gênero de terror devido a arrecadação da sua bilheteria. O problema é que o próprio diretor da produção, Guillermo del Toro, renunciou esse status e publicou em seu twitter que na verdade a produção é um romance gótico, embora a mídia o tenha vendido como um simplório filme de terror.

E para comprovar essa afirmação, basta prestar um pouco mais de atenção nos detalhes que marcam o filme como um romance gótico tradicional: fantasmas, corredores sombrios, passagens secretas, presságios agourentos, ventos sinistros, amores proibidos, e uma atmosfera opressiva de medo. E se você já debulhou a matéria que fizemos listando alguns clássicos da Literatura Gótica, e continua ávido por conhecer outras obras nessa linha, selecionamos aqui outros títulos que prestam um tributo ao gênero:

O Covil do Verme Branco, de Bram Stoker
Uma série de eventos misteriosos e inexplicáveis despertam o interesse do jovem Adam Salton enquanto estava hospedado na casa de seu tio-avô, Richard. Com o intuito de resolver estes mistérios que acabam vitimando crianças e animais da região, Adam acaba se envolvendo numa rede que o leva cada vez mais perto de algo sobrenatural.
Nessa história, Bram Stoker é quase capaz de criar uma versão feminina do seu próprio Drácula, ao apresentar uma criatura sedutora e letal, e associá-la a figura fascinante de uma serpente.
O Covil do Verme Branco foi publicado originalmente em 1911, na Inglaterra, e depois republicado com partes editadas em 1925. Trata-se de um clássico cult do terror e mais uma grande obra de Abraham “Bram” Stoker que virou filme, chegando às telas do cinema em 1988 (Editora Labareda).

 Jane Eyre, de Charlotte Bronté
Romance clássico ambientado na sociedade inglesa do século XIX. Jane Eyre, órfã de pai e mãe, vive com parentes que a desprezam até ser enviada para a instituição de caridade Lowood. Apesar das inúmeras privações que enfrenta na escola, a menina leva uma vida quase feliz e se torna forte e independente. Aos 18 anos, decide partir para Thornfield e trabalhar como preceptora de Adèle, pupila do irônico e arrogante Edward Rochester.
Jane Eyre narra, além de uma comovente história de amor, a saga de uma jovem em busca de uma vida mais rica do que a sociedade inglesa do século XIX tradicionalmente permitia às mulheres. Publicado originalmente em 1847, o primeiro romance de Charlotte Bronte inspirou adaptações para o cinema e a televisão (Editora BestBolso).

 Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Daphne du Maurier
Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. 
A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha (Editora Amarilys).

 O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux
-Que aterrorizante segredo esconde-se nos subterrâneos da Ópera de Paris? 
-Que mistério atormenta um dos mais majestosos palácios dedicados à arte na capital francesa? 
Uma das histórias de terror e amor mais famosas do século XX, O Fantasma da Ópera combina romance e suspense para narrar o triângulo amoroso entre a linda e talentosa cantora lírica Christine Daaé, o frágil e apaixonado visconde Raoul de Chagny e o sinistro e obcecado gênio da música que habita os porões do teatro. Com contornos de relato histórico, a narrativa conduz o leitor pelos labirintos da Ópera e do coração humano, revelando o que há de mais obscuro em ambos. 
Adaptado inúmeras vezes para o cinema e o teatro, O Fantasma da Óperada Ópera virou um fenômeno do showbiz mundial após ser transformado em musical pelas mãos de Andrew Lloyd Webber, em 1986. Até hoje em cartaz, é o espetáculo mais visto e de maior sucesso da Broadway (Editora L&PM).

 A Caverna de Cristal - A Trilogia de Merlin, de Mary Stewart 
Quem foi Merlin? O feiticeiro de contos de fadas, o mago de túnica preta, chapéu pontudo e vara de condão? Ou um rei e profeta das velhas lendas da Bretanha e de Gales? 
Perfeito para os amantes da literatura fantástica, este livro traz a saga do lendário Merlin - o maior mago de todos os tempos - em uma narrativa autobiográfica envolvente e muito emocionante. Mary Stewart, de forma brilhante, dá voz ao mito e, através das palavras do próprio mago, podemos entrar em contato direto com esse personagem e reviver a célebre história em uma verdadeira viagem no tempo. 
Aqui, acompanharemos toda a trajetória de Merlin, do menino bastardo e desprezado, acusado de ser filho do demônio, ao mago engenhoso que se tornaria o arquiteto-mor da Bretanha unida e guardião do rei Arthur. 
Fascinante do começo ao fim, A Caverna de Cristal é o primeiro volume da trilogia de Merlin, a magnífica recriação da lenda medieval do rei Arthur, que combina romance, aventura e fantasia, seguido por As Colinas Ocas e O Último Encantamento (Editora Hunter Books) .

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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
Na verdade um anti-blog criado para falar bem,...de tudo que você odeia.