domingo, 17 de janeiro de 2016

Sete Ossos e uma Maldição (Rosa Amanda Strausz)

Eu sempre tive por mim que uma boa forma de descansar a mente entre aquele intervalo que condiz o término de um livro volumoso e o início de uma nova leitura igualmente complexa, e mesmo assim manter-se lendo, é percorrer uma texto rápido e pausado, ou seja, bem diferente da anterior. E geralmente uma coletânea de contos é ideal para esta entre safra. Esse formato é o tipo de publicação descompromissada que exige pouco do tempo do leitor e pode ser degustada em doses homeopáticas ao preço de um conto por dia.
Para este momento eu escolhi me arriscar nas historietas de horror de Sete Ossos e uma Maldição (Global Editora, 110 páginas), escrito pela escritora Rosa Amanda Strausz. Uma edição rápida e prazerosa que me lembrou muito os primeiros livros de terror juvenil que me introduziram no mundo da literatura em minha adolescência.

Com uma narrativa fácil e construtiva, o livro reúne dez curtas histórias de terror em que a autora prioriza um suspense que surpreende o leitor ao surgir de onde menos se espera dentro de passagens e cenas aparentemente corriqueiras para qualquer pessoa.
Esbanjando um estilo que lembra a sutileza de Stephen King, os contos procuram envolver o leitor com os personagens e o ambiente apresentado antes de mergulhá-lo em algum caldeirão se sensações que passam do arrepio e podem levar até o medo completo. Utilizando simbologias já conhecidas do grande público, a obra dissolve os elementos mais horripilantes do terror em cenários rotineiros que acabam criando uma certa intimidade cognitiva com cada evento descrito.
Como destaques eu citaria o conto homônimo do livro 'Sete Ossos e uma Maldição' envolvendo uma garotinha e sua estranha boneca, que poderia facilmente ser a base de um excelente filme de terror. E também 'Morte na Estrada', uma conjuntura bem conhecida que recebe um tratamento bem interessante pela autora.

O suspense que é cultivado nas páginas de Sete Ossos e uma Maldição perdem um pouco da sua força devido aos títulos dos contos, que muitas vezes acabam entregando justamente o ponto de virada do enredo. E ainda me pergunto se não foi esse o fator que me remeteu aos livros da minha juventude.
Por fim, a obra consegue atingir o seu propósito e serve como uma ótima inclusão de leitores mais jovens ao gênero do terror.

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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
Na verdade um anti-blog criado para falar bem,...de tudo que você odeia.