domingo, 27 de março de 2016

A Legião dos Condenados (Sven Hassel)

Apesar de todas as feridas abertas e heranças malditas deixadas por uma guerra, é inegável que o tema sempre exercerá uma fascinação latente em grande parte das pessoas que até hoje estudam esse tipo de eventos, seja para entendê-los, talvez evitá-los, ou até mesmo estar devidamente preparados caso eles voltem a se repetir. Confesso que sou um destes. Desde a suja batalha de campo pelejada pelo soldado mais raso, até as estratégicas decisões tomadas pelo alto comando de um exército durante um conflito, acredito que todas essas histórias carregam naturalmente lições e valores importantes que podem ser revertidos sabiamente para nossas vidas pessoais.
E por mais que achem que já debulhamos esse assunto por todos os ângulos possíveis, parece que sempre haverá uma nova vertente a ser explorada. Principalmente quando se trata da memorável II Guerra Mundial. Foi com essa missão que me entrincheirei nas páginas de 'A Legião dos Condenados' (Editora Labareda, 266 páginas). Uma obra genuinamente forjada no calor do combate pelas hábeis mãos de Sven Hassel, considerado até hoje o maior autor de livros de guerra do mundo.

Forçado a servir nas linhas alemãs contra a sua vontade, o autor de fato integrou um dos vários batalhões formados principalmente por presidiários e outras 'escórias' sociais jogadas aos leões contra a frente russa em uma última tentativa débil de manter a Alemanha na luta ensandecida de Hitler.
Ao lado de seus novos companheiros, Hassel atua como uma testemunha ocular desse caos, narrando o que seria os últimos momentos da guerra que antecedem a derrota eminente dos nazistas. Logo ele nos integra a sua 'legião dos condenados', fazendo o leitor se importar com cada um dos seus membros e esquecer os motivos adversos que os colocaram na difícil posição de defender uma ideologia nefasta do qual não concordam. Selecionados sempre para executar as piores tarefas pertinentes dentro de um campo militar, Sven e seus amigos tentam não enlouquecer enquanto pilotam o seu poderoso tanque Panzer entre campos minados e corpos mutilados.
Sem o glamour de uma história heroica produzida por um filme hollywoodiano, somos levados a conhecer a verdadeira faceta da guerra sob a tutela da visão minimalista do autor com uma narrativa capaz de nos fazer sentir o cheiro da pólvora e da fuligem a cada novo capítulo lido.

O ritmo dessa leitura é marcado e sentido por cada perda que o protagonista sofre no decorrer da sua jornada, criando uma grande expectativa sobre o seu próprio fim. Pois mesmo que fique nítido que ele sobreviveu para contar a história, fica difícil concluir se realmente ele saiu inteiro dessa experiência traumática.
Com o intuito de futuramente lançar todos os 14 títulos escritos por Sven Hassel, a editora Labareda acerta na mosca em trazer de volta as obras deste escritor dinamarquês que já vendeu mais de 50 milhões pelo mundo inteiro, mas que curiosamente não era mais publicado por aqui desde a década de oitenta. Uma edição indispensável na prateleira de qualquer entusiasta da II Guerra Mundial.

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Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Estou com esse livro aqui em casa, meu quem está lendo é o marido!
    No dia que ele deixar, vou tentar dar uma lida!!
    Beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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