quarta-feira, 23 de março de 2016

Mulheres da Literatura que foram longe demais em seus objetivos

No aclamado Dia Internacional da Mulher, infelizmente parece que tivemos mais polêmicas e discussões calorosas sobre o tema, do que as tradicionais comemorações que costumávamos assistir entre nossos pais. As redes sociais foram infladas com as mais diferentes posições ideológicas que não vem ao caso serem discutidas aqui, e mais uma vez uma data especial acabou perdendo o seu real significado, como tantas outras.
Ao longo das eras as mulheres sempre procuraram incessantemente o seu espaço social, e no campo da ficção, muitas delas chegaram a extrapolar limites para atingirem seus objetivos.
Aqui listamos alumas dessas personagens que cruzaram linhas perigosas, e foram um pouco longe demais em suas buscas <<SPOILER ALERT>>:

Annie Wilkes
Por mais que você goste de determinada obra, isso não pode ser motivo suficiente para sequestrar o seu autor favorito. E fica ainda mais difícil de justificar essa atitude quando se quebra os tornozelos da sua vítima com uma marreta, para que ele não possa escapar.
Misery (Stephen King)
Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo. (Editora Suma de Letras)

Madison Spancer
Embora o comportamento excêntrico de seus pais possa fundamentar muitas das atitudes dessa jovem de apenas 13 anos, mas a sua morte estúpida por overdose de maconha enquanto praticava jogos sexuais com o seu irmão adotivo da América do Sul, nos prova que ela realmente não sabe quando parar.
Condenada (Chuck Palahniuk)
Filha de um casal milionário de cineastas, a garota de treze anos foi criada para usufruir das melhores coisas da vida e acabou morrendo por um pequeno deslize. Já no inferno, afinal, quem morre por overdose de maconha não pode ir para o Céu, a garota se vê cercada 'e amiga' de um grupo um tanto quanto incomum: um nerd, um punk de cabelo azul, um possível jogador de futebol americano e uma patricinha com sapatos falsos.
E é lá, no Inferno, com mensagens diretas ao Satã, que Madison passa a conhecer os problemas da vida, afinal a imortalidade nos traz ensinamentos e questionamentos que apenas situações complicadas nos trariam. Afinal, o que temos a perder e sobre o que mais poderíamos pensar? 
Com aventuras e um toque de hilaridade, o escritor Chuck Palahniuk traz, por meio de Madison, um relato perturbador que nos toca diretamente no âmago do que acreditamos ser real. Primeiro livro de uma trilogia, 'Condenada' nos convida para um conhecimento profundo sobre o Inferno, o Céu, a morte e, claro, a vida. (Editora Leya)

Cathy Ames
Praticamente qualquer coisa articulada por Cathy Ames podem ser consideradas moralmente hediondas dentro deste enredo, mas qualquer tentativa de redenção foi totalmente apagada quando ela resolveu matar os pais incendiando a casa da família.
A Leste do Éden (John Steinbeck)
Considerado um dos melhores livros do autor, abrange a história dos Estados Unidos desde a Guerra Civil até a Primeira Guerra Mundial. Publicado em 1952, relata a saga dos Hamilton (com base nos parentes maternos de Steinbeck, representando a “família universal”), e dos Traks, clã ficcional que mimetizaria os “vizinhos universais”, focalizando três gerações. 
A inspiração veio da Bíblia, pois recria o confronto entre Caim e Abel no cenário do vale de Salinas, na Califórnia, terra natal do autor. Depois de escrever o livro, Steinbeck cogitou em vários títulos, incluindo "O Vale do Salinas", mais aplicável ao início do livro, "Meu vale", por sugestão de um empresário do Texas lhe sugerir algo mais universal, "Descendo ao vale" e, depois de decidir assumir a alusão bíblica no título "A marca de Caim". (Editora Record)

Dolores Joana Umbridge
No momento em que esta mulher chegou ao mundo, ela já começou a deixar a vida das pessoas ao seu redor cada vez pior. Dolores se montra infinitamente mais tortuosa, perversa e maliciosa que o próprio Lord Voldemort. Isso sem contar a sua tendência em falar com pessoas que ela considerava inferiores com um tom condescendente, como se o indivíduo em questão tivesse a mentalidade de uma criança de colo.
Harry Potter e a Ordem da Fênix (J.K. Rowling)
Harry Potter chegou à adolescência. E, junto com as transformações desta época tão importante, vive seus dias mais sombrios na escola de magia de Hogwarts. Anunciado por sua própria autora, a escocesa J. K. Rowling, como o livro que inaugura a fase dark do personagem, Harry Potter e a Ordem da Fênix, quinto volume da saga, cujo título faz menção a uma sociedade secreta envolvendo parte dos professores da Escola de Magia e Bruxaria, traz a mais longa das aventuras do jovem bruxo. Rowling chegou a revelar que chorou ao escrever a morte de um dos personagens mais ligados a Harry Potter.
No livro, Harry não é mais um garoto. Aos 15 anos, continua sofrendo a rejeição dos Dursley, sua estranhíssima família no mundo dos trouxas , ou seja, todos os que não são bruxos. Também continua contando com Rony Weasley e Hermione Granger, seus melhores amigos em Hogwarts, para levar adiante suas investigações e aventuras. Mas o bruxinho começa a sentir e descobrir coisas novas, como o primeiro amor e a sexualidade. Nos volumes anteriores, J. K. Rowling mostrou como o jovem Potter foi transformado em celebridade no mundo da magia por ter derrotado, ainda bebê, Voldemort, o todo-poderoso bruxo das Trevas que assassinou seus pais. (Editora Rocco)

Débora Parentoni
Apesar de entendermos o quão forte pode ser o amor de uma mãe pelo seu filho, ainda assim consideramos que a senhora Débora se excedeu em ser cúmplice do filho no planejamento da morte de seus amigos para roubar parte da fortuna de um deles.
Suicidas (Raphael Montes)
Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – aparentemente sem problemas – a participar de uma roleta-russa? Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.
Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte de seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo maior começa a se revelar. (Editora Benvirá)

Estas são as nossas perigosas damas literárias, mas estamos ansiosos para conhecer as suas sugestões em nossos comentários.

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Comentários
2 Comentários

2 comentários :

  1. Constato com muito prazer que já li todas citadas, com exceção da Dolores, mas nem pretendo pois não curto HP.
    Adicionaria com toda a certeza a Noelle Page do Sidney Sheldon (O Outro Lado da Meia-Noite). Ficou faltando...
    E, talvez Fanny Hackabout-Jones da Erica Jong (Fanny), embora ela não tenha nenhum objetivo específico no livro, passa por todo o tipo de aventuras, e é uma grande mulher.
    Fora as heroínas do Young Adult...

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  2. Se bem que qualquer pessoa (no caso Fanny) que vira prostituta, ladra, satanista e pirata numa mesma história, ainda assim fazendo com que o leitor continue a simpatizar com a heroína, foi longe demais.

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