segunda-feira, 14 de março de 2016

Zack Snyder está adaptando 'A Nascente' de Ayn Rand para o cinema

Essa notícia fez a minha cabeça explodir feito um fã de Harry Potter ao descobrir que a série do pequeno bruxo seria transmutada para a telona. A cultuada obra 'A Nascente' da escritora Ayn Rand não só ganhará uma adaptação cinematográfica, como ela também será produzida e dirigida por Zack Snyder, o homem por trás dos filmes da DC Comics e de outros sucessos recentes do cinema.
O próprio Snyder revelou alguns detalhes do projeto em uma entrevista ao The Hollywood Reporter em que disse: 
"Tenho trabalhado em 'A Nascente'. Eu sempre me identifiquei com o livro pelo forma que aborda o processo criativo e a capacidade de se criar algo. A Warner Bros já tinha o roteiro pronto, e me convidou para trabalhar nele."
Não me surpreende que alguém como Zack Snyder sinta empatia com uma obra que exalta a individualidade de um homem cujo as ideias são anátema do seu tempo.
Vale lembrar que o livro já ganhou uma adaptação em 1949, estrelado pelo astro Gary Cooper, que foi exibido por aqui sob o título de 'Vontade Indômita'.

Sinopse: Neste polêmico romance, a célebre escritora Ayn Rand narra a história da luta de Roark, um homem de integridade inabalável, que enfrenta obstáculos como o desemprego, a ruína financeira e a humilhação pública, porém nunca abre mão de seus valores. 
Apesar da pressão social, profissional e financeira para que se adapte aos modelos estabelecidos, Roark luta para combater três tipos de indivíduos: os tradicionalistas, que, presos ao passado, não conseguem ver as inovações propostas pelo jovem visionário; os conformistas, que, incapazes de atender à própria vontade, aceitam passivamente as regras e os valores definidos por outras pessoas; e os parasitas, que rejeitam o herói autoconfiante, que vive para si próprio e não se deixa explorar por ninguém. 
Disposto a aceitar as responsabilidades e as consequências do pensamento independente, Roark observa os fatos e os julga sem levar em conta a opinião pública, pois não precisa da aprovação social. Ele é um individualista, confia nos próprios pensamentos para chegar a suas conclusões - e, justamente por isso, é um homem livre. 
Provavelmente mais atual hoje do que na década de 1940, quando foi publicado nos Estados Unidos, este livro apresenta uma das ideias mais desafiadoras já narradas em uma ficção: a de que o ego do homem é a nascente do progresso humano - a fonte de todas as suas realizações e conquistas.

O clássico é declaradamente o meu livro favorito, e mesmo com o pouco conhecimento que detenho sobre o trabalho realista e desalumiado de Snyder, é impossível não ficar curioso para saber como o diretor irá conduzir um enredo tão diferente dos seus projetos anteriores, e qual o tom que ele dará a história inoxidável de Ayn Rand.
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