domingo, 3 de abril de 2016

A loucura desmembrada no lançamento de 'Arco de virar réu' de Antonio Cestaro, pelo selo Tordesilhas

Em um agradável encontro promovido em uma loja Starbucks no centro de São Paulo pela Editora Alaúde em nome do seu Selo Tordesilhas, tivemos um proveitoso bate papo sobre literatura metafísica da obra 'Arco de virar réu', juntamente com o autor Antonio Cestaro. A obra será oficialmente lançada em uma noite de autógrafo marcada para o próximo 5 de Abril, a partir das 19 horas, na Livraria Cultural do Conjunto Nacional, em São Paulo. O evento contará com a presença do radialista Fábio Malavóglia, que lerá trechos do livro.

Sinopse: Narrativa labiríntica escrita em primeira pessoa, Arco de virar réu descreve os eventos que marcam a deterioração física e mental do narrador-protagonista. Historiador social com forte inclinação para o estudo antropológico, ele é obcecado pelos rituais e pelos costumes dos índios tupinambás. 
A história começa com o surgimento dos primeiros sintomas de esquizofrenia em seu irmão, nos anos 1970, segue pela adolescência, quando, inspirado em rituais indígenas, o narrador passa a se dedicar à ocultação de cadáveres, e termina com a dolorosa percepção da própria loucura. Digressões delirantes misturam-se a fragmentos de memória e a pesadelos que, aos poucos, colocam em dúvida a própria existência.
Em uma narrativa curta e fragmentada, o narrador/protagonista discorre sobre como a vida foge ao nosso controle, a desagregação familiar provocada pela doença e a dura tomada de consciência da própria alienação – em todos os sentidos. Arco de virar réu é o nome de um artefato indígena que existe somente em sua psiquê e que, numa noite longínqua da infância, representou um divisor de águas entre vício e virtude, sanidade e loucura.

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