sábado, 7 de maio de 2016

7 Livros que farão você rir alto em público

A risada talvez seja a reação mais espontânea que podemos esboçar diante de uma situação. Podemos reproduzir facilmente diversas expressões faciais mesmo sem envolver sentimentos, mas o sorriso é algo que logo identificamos como falso (ou amarelo) quando ele é provocado artificialmente.
Mesmo quando soltos em uma sala de cinema, risos altos, daqueles impossíveis de se segurar, são sempre complicados quando ocorrem em um ambiente público. No entanto, de vez em quando, uma simples leitura solitária consegue nos arrancar uma sonora gargalhada, não importar onde estejamos. Abaixo selecionamos alguns desses títulos que podem causar essas reações quando lidos em frente a outras pessoas.

✔ Romance Moderno (Aziz Ansari)
Durante anos, a comédia stand-up de Aziz Ansari tem discutido os romances modernos. Mas em Romance Moderno, o livro, ele decidiu levar o assunto a outro nível. Ele se juntou ao sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York (EUA), para desenvolver um projeto de pesquisa que se estendeu de Tóquio (Japão) a Buenos Aires (Argentina), passando por Paris (França), Doha (Catar), e Wichita (EUA). 
Eles analisaram dados comportamentais e fizeram extensas entrevistas com centenas de pessoas. Criaram um fórum no site Reddit, onde conseguiram milhares de respostas. Contaram com auxílio dos mais renomados pesquisadores sociais. O resultado é um livro único, em que o humor irreverente de Aziz é veículo para pesquisas sociais inovadoras, para um tour do nosso universo romântico como nunca antes visto. (Editora Paralela)

✔ Hyperbole and a Half: Situações Lamentáveis, Caos e Outras Coisas que me Aconteceram (Allie Brosh)
Em Hyperbole and a Half: Situações Lamentáveis, Caos e Outras Coisas que me Aconteceram, a autora apresenta alguns dos textos mais lidos e comentados em seu blog e também muito material novo, inclusive histórias sobre seus cachorros (um deles aparentemente com leves problemas mentais), sua luta para lidar com a depressão e a ansiedade que insistem em dominá-la, além de anedotas hilárias sobre sua tumultuada infância. 
Sim, Allie foi uma criança difícil. Talvez a mais difícil de todas. Por exemplo, uma vez ela comeu um bolo inteiro só de birra porque sua mãe a proibira. E ela também atazanou a vida da família quando ganhou um papagaio de brinquedo que repetia tudo, tudo que ela queria. Inteligente, irônico e absurdamente engraçado, o livro traz o estilo inimitável de Allie nos textos e nas ilustrações, além de algumas de suas típicas reflexões que conquistaram o coração de inúmeros leitores. (Editora Planeta)

✔ Eu Falar Bonito um Dia (David Sedaris)
O público que ouvia uma rádio de grande audiência nos Estados Unidos, em 1992, se dobrava de rir com as peripécias que um certo David Sedaris narrava sobre a sua participação, fantasiado de elfo, numa promoção natalina das lojas Macy's em Nova York. Nascia ali um novo astro do humor inteligente, só comparável a craques como Woody Allen e Jerry Seinfeld. Quando começaram a ser reunidos em livros, a partir de 1994, os relatos autobiográficos de Sedaris conquistaram mais de 3 milhões de leitores em todo o mundo, absolutamente cativados por sua ironia arrasadora, aliada a um imenso talento literário, como se pode aferir nos textos impagáveis de Eu falar bonito um dia.
O livro é separado em duas partes. A primeira consiste em relatos de infância, juventude e maturidade nos Estados Unidos, antes de se mudar para a França, com seu companheiro Hugh Hamrick ? assunto da segunda parte do livro. O leitor se vê fisgado desde o início por um talento humorístico irresistível, que levou a exigente crítica Michiko Kakutani a escrever sobre ele: "Um escritor capaz de ser não apenas engraçado, mas também tocante, até mesmo terno. David Sedaris é um comentarista ao gosto popular dos absurdos da vida contemporânea". (Editora Companhia das Letras)

✔ Vamos Fazer de Conta Que Isso Nunca Aconteceu (Jenny Lawson)
Não existe vida perfeita e não há quem não passe por momentos difíceis. Mas existe uma boa maneira de enfrentar complicações: não se leve tão a sério. Essa, pelo menos, é a fórmula de Jenny Lawson.
Neste livro absolutamente engraçado e divertido, a autora – famosa blogueira norte-americana, com milhares de seguidores na internet – narra sua hilariante e pouco provável vida. Com ela, vamos ao Texas, sua terra natal, para conhecer como cresceu a filha de um taxidermista obsessivo que a fez viver experiências bizarras, sua adolescência conturbada e o casamento tortuoso de 15 anos com Victor, que lhe deu uma linda filha, com a qual vários gatos disputam a atenção.
Tudo em seu cotidiano parece muito estranho e, como ela diz, “difícil de acreditar” (e por isso ela coloca fotos, para provar que é tudo, bem, verdade…), mas também superengraçado. Sua escrita é ligeira, descontraída e “blogueira” (no bom sentido), com alto teor de sarcasmo e ironia, muito bem dosados ao longo da narrativa.
Diversão à parte, fica a ideia do título: os momentos mais vergonhosos de nossa vida, aqueles que a gente quer fazer de conta que nunca aconteceram, são os que nos definem de verdade. Tudo o que precisamos, portanto, é aprender a rir da desgraça. (Editora Gutenberg)

✔ Belas Maldições (Neil Gaiman e Terry Pratchett)
Conforme as Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles precisam encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. 
O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já tenha visto em algum filme, é um menino que adora seu cachorro, se importa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo... (Editora Bertrand)

✔ Bridget Jones: No Limite da Razão (Helen Fielding)
Bridget Jones está de volta. Quem riu, se emocionou e contou calorias com a heroína de O Diário de Bridget Jones também pode se deliciar com Bridget Jones: No Limite da Razão.
Divertido, inteligente, sarcástico e atual, este romance da jornalista britânica Helen Fielding mantém seu estilo impecável na construção do diário de mais um ano da vida de Bridget, mulher de trinta e poucos anos que luta para emagrecer, parar de beber e largar o cigarro.
Ela agora tem novos desafios pela frente: impedir que seu namorado seja roubado por uma falsa amiga, lidar com o chefe problemático na produtora de TV em que trabalha, enfrentar um enorme buraco no meio de sua sala e conviver com a mãe obcecada por si mesma. Atolada num pântano de teorias de livros de autoajuda e cada vez mais neurótica, a protagonista resgata seu bom humor e nos contagia com sua alegria de viver. Afinal, o mundo está mesmo repleto de Bridgets. (Editora Record)

✔ Vida e época de Kid Trovão (Bill Bryson)
Num divertidíssimo e comovente retrato de sua infância nos Estados Unidos nos anos 1950, Bryson nos fala de um admirável mundo novo, época da consolidação do american way of life, do qual sua família era representante típica Bill Bryson, autor de best-sellers devorados com delícia por milhões de leitores no mundo todo, reconstrói neste divertido Vida e época de Kid Trovão a saborosa saga infantil de um menino nascido em 1951, no centro dos Estados Unidos. Filho do meio de uma arquetípica família de classe média, ele nos abre um inusitado acesso íntimo à era de consolidação do American way of life que foi a década de 1950. Vestindo um surrado blusão de super-herói o Kid Trovão, inventado por ele a partir do Superman, Bryson sai em busca de seu passado pessoal e do de seu país, mesclando dados impactantes sobre a sociedade americana da época aos mais surpreendentes registros afetivos. De novo nos regalamos com suas legendárias fluência e leveza narrativas, aqui acrescidas de uma nostalgia autêntica. 
A lupa do jornalista Bryson nos permite focar um mundo ingênuo e totalmente obsoleto pelos atuais padrões do politicamente correto, no qual coisas como armas químicas e testes nucleares eram recebidos com entusiasmo pelo público. Ao mesmo tempo, o olhar microscópico e carregado de afetividade do garoto Billy pinta quadros de alta comédia com as tintas do mais banal cotidiano, marca estilística do autor. (Editora Companhia das Letras)

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Comentários
2 Comentários

2 comentários :

  1. Nossa, não conhecia a maioria desses livros, mas como já tenho um Belas Maldições na estante, vai ser por ele que vou começar!! rs...
    beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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  2. Jura que Belas Maldições faz rir?! Não li ainda, mas não o imaginava como um livro para rir...

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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
Na verdade um anti-blog criado para falar bem,...de tudo que você odeia.