quinta-feira, 5 de maio de 2016

A Rebelde do Deserto (Alwyn Hamilton)

Djinn's, cavalos de areia e magia, criaturas feitas de sombra e pesadelos, 
Alwyn Hamilton faz uso de toda uma fauna mística e encantadora para compor seu livro A Rebelde do Deserto (Editora Seguinte, 288 páginas) , que partindo do óbvio, conta a história de uma rebelde por natureza que vê sua vida mudar em uma noite, algo até certo ponto planejado, mas que segue por um caminho completamente inesperado.
Amani é uma garota do deserto, toda areia e moldada por um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.  Acreditando que seu melhor caminho para sair de Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele, está no cano de sua pistola e de sua mira perfeita, ah sim, Amani é uma primorosa atiradora, isso sim nada comum para uma mulher do deserto de Miraji, ela se arrisca em uma arena de tiro, e isto irá mudar para sempre a sua vida, sua visão de mundo e o destino de toda Miraji.

Alwyn criou uma garota improvável que por vezes na narrativa beira o egoismo mas até certo ponto de desenvolvimento pessoal previsível, a trama é bem amarrada, sem pontas soltas para uma possível sequência, mas não excluindo a possibilidade da mesma.
Há mentiras, segredos, traições mas também contações deliciosas de histórias da mitologia do deserto que a autora buscou como pano de fundo e inspiração no oriente que são sinceramente muito boas e poderiam inclusive se fazer mais presentes trazendo mais ar a história.
O romance, ou melhor o amor, todas as faces dele, permeia toda a obra e dita as ações dos personagens.

Pode ser classificado como uma distopia com seu ambiente em condições de extrema opressão, desespero ou privação característicos de regimes ditatoriais como o imposto pelo sultão de Miraji, figura que poderia também ter sido mais explorada, e foge também da onda de triângulos amorosos presentes em quase todo livro infanto-juvenil hoje em dia.
É destinado ao público jovem sim, mas nem por isso deixa de ser uma leitura satisfatória quiça prazerosa aos adultos.
Acenda uma fogueira para espantar os carniçais, mantenha seu ferro por perto e abaixe seu sheema, se permita submergir no universo mágico e perigoso do deserto de  Alwyn Hamilton e sua rebelde do deserto.

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Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Oi, Anna.
    Terminei de ler esse livro na semana passada e gostei bastante do universo construído pela autora. Achei interessante essa abordagem da cultura do oriente, com esse misto de fantasia.
    Beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
Na verdade um anti-blog criado para falar bem,...de tudo que você odeia.