segunda-feira, 27 de junho de 2016

5 Livros para pessoas solitárias e introspectivas

Apesar do título do clássico 'Cem anos de solidão' ser considerado um dos mais solitários da literatura, muitos outros livros pavimentam a estrada perfeita para as mentes de pessoas introvertidas. Às vezes, eles podem ser a única maneira de uma pessoa reclusa se conectar com o mundo exterior.
Por que os solitários optam por ficarem sozinhos? Talvez nem mesmo eles saibam a resposta para essa pergunta. Mas para os que se identificam com essa postura, selecionamos aqui algumas obras que se saem muito bem em exaltar a solidão.

✔ O Sol é Para Todos (Harper Lee)
Esta obra acompanha três anos da vida dos jovens Jem e Scout Fincher numa terra de profundo preconceito racial, a história é pontuada pelo caso de um homem negro injustamente acusado do estupro de uma garota branca numa pequena cidade do Alabama. Scout, a narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Fincher, designado a defender Tom Robinson - acusado de estupro. 
Sobre esse pano de fundo, por meio de uma narrativa divertida e precisa, as duas crianças e seu amigo Dill passam a conhecer o estranho mundo em que vivem, encontram personagens inesquecíveis (Calpúrnia, Dolphus Raymond e, especialmente, o recluso Boo Radley) e descobrem os significados de palavras como respeito e tolerância. (Editora Jose Olympio)

✔ As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky)
Livro de estreia do roteirista norte-americano Stephen Chbosky, As Vantagens de ser Invisível sai no Brasil pela coleção Batendo de Frente da Rocco Jovens Leitores, cuja proposta é pôr o jovem em confronto com realidades cáusticas. Não poderia ser diferente. Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo. (Editora Rocco)

 Perdido em Marte (Andy Weir)
Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. 
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico - e um senso de humor inabalável -, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. 
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor. (Editora Arqueiro)

 O Último Mamífero do Martinelli (Marcos Rey)
O Último Mamífero do Martinelli é uma evolvente narrativa, que se passa na época da ditadura e tem como personagem principal um perseguido político. Ele encontra refúgio no Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu de São Paulo, então fechado para reformas. O homem se torna uma espécie de arqueólogo urbano ao vasculhar o prédio abandonado em busca de objetos que lhe rendam algum dinheiro para sobreviver.
No isolamento do antigo edifício, entre os vários objetos que encontra – uma máquina de escrever, algumas placas de velhos estabelecimentos, um buraco de bala, um piano, um bilhete cujo destinatário se perdeu –, o homem passa o tempo inventando histórias e recriando sua própria vida. Parece descobrir uma porta para o passado e, assim, aos poucos ficção e realidade se misturam numa empolgante narrativa de ação e mistério. (Global Editora)

 Eu Sou a Lenda (Richard Matheson)
Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. 
Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso... Eu sou a lenda, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes. (Editora Aleph)

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Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Se a pessoa já é solitária e introspectiva e ainda for ler esses livros, aí é que ela corta os pulsos!! rs... Dessa lista já li o As Vantagens de Ser Invisível e foi um dos poucos livros que as pessoas amaram e eu odiei! rs...
    beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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