quarta-feira, 1 de junho de 2016

Livros que exploram o legado da Guerra do Vietnã

Apesar de já termos abordado exaustivamente os pontos masculinos da guerra em pelo menos três matérias anteriores sob o título de Livros de Guerra que todo homem deveria ler, achamos necessário um aprofundamento em um desses eventos em particular. Toda a tragédia, violência e bravura que envolveu a Guerra do Vietnã, já foram imortalizadas em vários títulos literários, antes mesmo de virarem hits nas telas de cinema da década de 80.
As palavras poderosas contidas nos livros indicados abaixo, nos ajudam a compreender esse período complicado da nossa história recente.

 Matterhorn (Karl Marlantes)
Matterhorn é mais do que um mero relato de guerra, é um épico sobre uma das passagens mais intrigantes e menos descritas da História Ocidental: a Guerra do Vietnã. O livro narra a história do soldado Waino Mellas e da Companhia Bravo, formada por membros da marinha dos Estados Unidos que construíram abandonaram e reconquistaram a base militar de Matterhorn, localizada no interior vietnamita. O romance de estreia de Karl Marlantes, veterano condecorado pela participação na Guerra do Vietnã, tem uma leitura fluída, levando o leitor pelos caminhos tortuosos das exóticas selvas vietnamitas e retratando, de forma vívida e realista, as experiências dos soldados. 
As vivências do autor nesse romance estão subjacentes a toda a narrativa, desde a utilização dos jargões militares até a descrição das paisagens e do cotidiano caótico desse grupo de soldados, em que homens morrem por heroísmo, erros burocráticos e estupidez. Grande sucesso nos Estados Unidos, Matterhorn entrou para a lista dos Best-sellers do New York Times. (Editora Raí)

 A Noite Passada Sonhei com a Paz (Dang Thuy Tram)
Uma história de amor incondicional, de uma jovem idealista, à pátria, à família e à vida. Publicado no Vietnã em 2005, ultrapassando a marca de 400 mil exemplares vendidos, um recorde para o país, A noite passada sonhei com a paz traz os relatos escritos, ao longo de dois anos, de 1968 a 1970, por Dang Thuy Tram, sobre o terrível conflito em sua terra natal. Prefaciado pela jornalista Frances Fitzgerald, ganhadora do Pulitzer, o livro sintetiza bem os horrores do combate e a fragilidade da vida humana.
Thuy tinha apenas 24 anos quando, em 1966, partiu rumo ao Sul do Vietnã para trabalhar como médica voluntária durante a guerra. Quatro anos depois, ela foi morta, com um tiro na testa, por soldados norte-americanos durante uma das inúmeras ofensivas à região. Seus documentos e pertences foram salvos da fogueira pelo advogado Fred Whitehurst, que trabalhava no serviço de inteligência militar na base de Duc Pho. Desobedecendo às regras, ele guardou o diário de Thuy por quase quarenta anos. Só em 2005, após deixar o FBI, onde trabalhou depois do conflito, Whitehurst decidiu refazer os passos da jovem, localizar sua família no Vietnã e trazer à tona o seu testemunho. (Editora Rocco)

O Americano Tranquilo (Graham Greene)
Em O Americano tranquilo, torna-se clara a confluência, característica da obra de Greene, entre enredo detetivesco, pano de fundo marcado pela conjuntura política e personagens que, envolvidas em dramas de Consciência moral, são assombrados pelo fantasma do crime, essa forma radical de exorcizar os desejos. A ação do livro é ambientada durante a Guerra da Indochina, na qual se enfrentaram a França e os guerrilheiros comunistas de Ho Chi Minh. O conflito é seguido de perto pelos correspondentes de guerra, dentre os quais Thomas Fowler, veterano jornalista inglês que divide o tempo ocioso entre as casas de ópio de Saigon e a amante vietnamita Phuong. Quando Fowler conhece o jovem norte-Americano Alden Pyle, estabelece-se entre eles uma empatia que logo se transformará também em rivalidade sexual, precipitando os acontecimentos que dão andamento à trama - encantado, Pyle propõe casamento a Phuong, algo que Fowler só conseguirá evitar se obtiver o divórcio da mulher (que está em Londres); do contrário, será obrigado a respeitar os costumes locais e aceitar que a irmã mais velha de Phuong a entregue às promessas de segurança representadas pelo norte-Americano.
Em 'O Americano Tranquilo', enfim, temos formas de conceber a realidade que derivam do modo como as relações afetivas e as posturas ideológicas se modificam reciprocamente, com uma complexidade que só os grandes romancistas podem representar - Mesmo que essa complexidade esteja disfarçada, como em Greene, pelo enredo envolvente de uma intriga policial. (Editora Globo) 

A Marcha da Insensatez: De Tróia ao Vietnã (Barbara W. Tuchman)
Coerente, minuciosa e extremamente inteligente, a historiadora Barbara W. Tuchman, duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer, destaca neste livro um dos maiores paradoxos humanos: a insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses.
A Marcha da Insensatez aponta quatro conflitos históricos em que ações equivocadas tiveram consequências desastrosas para milhares de pessoas: a Guerra de Troia, a reforma protestante, a independência dos Estados Unidos e a Guerra do Vietnã. Tais episódios mostram a impotência da razão ante os apelos da cobiça e os interesses individuais. (Editora Best Bolso)

 A História Da Guerra Do Vietnã (Andrew Wiest e Chris McNab)
História completa e ilustrada do conflito no Sudeste Asiático que durou décadas, desde o envolvimento da França na Primeira Guerra da Indochina até a participação dos Estados Unidos e seus aliados. As repercussões desse conflito feroz têm afetado a política externa americana desde então. O conflito continua sendo um estudo militar fascinante, abrangendo tópicos diversos como guerrilha e guerra convencional, batalhas urbanas e de selva, e lutas políticas e ideológicas. Quatorze capítulos mostram a evolução deste conflito trágico e caro, incluindo quadros informativos, mais de 300 fotografias e cerca de 30 mapas e diagramas. 
Após o término da Segunda Guerra Mundial, a França iniciou uma luta na Indochina para recuperar o controle sobre seus antigos territórios ocupados pelos Japoneses. Temendo a expansão do comunismo, os EUA deram o passo fatídico de intervir no Sudeste Asiático. No início deram apenas apoio político e monetário para o novo governo sul-vietnamita, mas, à medida que a situação ficava mais complexa, a participação militar direta dos EUA aumentava. No final dos anos 1960, havia cerca de 500 mil soldados americanos no Vietnã. Quando as forças americanas finalmente se retiraram, em 1973, a guerra havia desestabilizado toda a região, atingindo o Laos e o Camboja. A repercussão desse conflito trágico e caro teve amplo alcance, pois tem afetado a política externa americana desde então. Como revela este livro, o conflito continua sendo um estudo militar fascinante, abrangendo tópicos tão diversos quanto guerrilha e guerra convencional, batalhas urbanas e de selva, e lutas políticas e ideológicas. Inclui relatos de testemunhas oculares das batalhas e incidentes da guerra não declarada dos EUA e fornece uma narrativa envolvente de um dos conflitos mais brutais da história moderna. (Editora M.Books)

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