domingo, 14 de agosto de 2016

7 Livros para ler junto com o seu pai

Se você ainda guarda com carinho as lembranças daqueles momentos em que o seu pai lia para você quando criança, então reconhece o valor de compartilhar um bom livro com seu velho, e não tem porque cessar esse hábito com o avançar da idade. É claro que ele não pode mais te contar histórias para dormir, mas isso não significa que vocês não podem mais ler livros juntos. Na verdade, agora que você é mais velho, isso significa que existe uma variedade maior de títulos que podem compartilhar, e, melhor ainda, conversar a respeito no final da leitura.
E apesar de alguns clichês sobre relacionamentos entre pais e filhos serem leituras ideais para esse momento, você não precisa necessariamente limitar as escolhas de gêneros que podem desfrutar juntos. Afinal, até mesmo histórias com grandes tragédias familiares podem inspirar a relação entre ambos. E no caso de precisar de uma ajuda, aqui estão algumas sugestões que vocês podem dividir.

A Legião dos Condenados (Sven Hassel)
Este é um livro sobre a guerra que não faz apologia a ela. É também um livro sobre o nazismo e o comunismo que não faz apologia a nenhuma dessas ideologias. É, enfim, um livro sobre um soldado e o caminho que ele traçou durante a Segunda Guerra Mundial, até hoje o maior combate da história da humanidade. A Legião dos Condenados permite que Sven Hassel mostre os horrores que ocorreram durante o período de treinamento dos soldados dos batalhões disciplinares, seguindo até o combate no front russo da guerra. Sven conta como foi a cumplicidade entre seus companheiros - Velho, Joseph Porta, Miúdo, Plutão e Stege, entre outros - que o acompanharam em diversas situações onde a camaradagem foi mais importante do que qualquer treinamento que tenham recebido.
A obra antiguerra de Hassel retrata o soldado comum, nos mostrando o outro lado da medalha. Estes soldados não são os homens que provocam as guerras, mas são usados ​​como peões forçado a lutar. As narrativas são baseadas não apenas na própria luta do autor, mas também incorporar elementos de ficção e enredos acentuados com um senso de humor espirituoso. Suas esperanças são para alertar as gerações mais jovens contra as atrocidades da guerra, sublinhando que a guerra é o último recurso explorado por políticos falhos.(Editora Labareda)

O Sol é Para Todos (Harper Lee)
Esta obra acompanha três anos da vida dos jovens Jem e Scout Fincher numa terra de profundo preconceito racial, a história é pontuada pelo caso de um homem negro injustamente acusado do estupro de uma garota branca numa pequena cidade do Alabama. Scout, a narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Fincher, designado a defender Tom Robinson - acusado de estupro. 
Sobre esse pano de fundo, por meio de uma narrativa divertida e precisa, as duas crianças e seu amigo Dill passam a conhecer o estranho mundo em que vivem, encontram personagens inesquecíveis (Calpúrnia, Dolphus Raymond e, especialmente, o recluso Boo Radley) e descobrem os significados de palavras como respeito e tolerância. (Editora Jose Olympio)

 F De Falcão (Helen Macdonald)
O relato emocionante de uma mulher que se empenha para superar a dor do luto por meio da excêntrica arte de treinar falcões Aclamado best-seller do The New York Times, F de Falcão é uma autobiografia nada usual sobre superação e autodesenvolvimento. A autora, Helen Macdonald, conta sua história a partir do momento em que viaja até a Escócia para comprar um falcão. A depressão que lhe acometera após a morte do pai criara um abismo entre ela e as demais pessoas e nada mais fazia sentido em sua vida. Porém, ao praticar a falcoaria com Mabel, sua nova ave de rapina, e ler os diários de T. H. White, clássico autor da literatura inglesa, Helen começa a entender que o luto é um estado que não pode ser evitado, mas que pode ser superado ¿ inclusive com a ajuda de um inusitado açor. Muito mais do que explicar como domesticar ou caçar com falcões, a prosa magnética de F de falcão narra a angustiante história de uma mulher que se sente infeliz e sem rumo. Uma mulher que, na ânsia por superar a melancolia, encontra ao lado de um dos mais ferozes animais o caminho para expulsar os próprios demônios. (Editora Intrinseca)

 O Clube do Filme (David Gilmour)
Eram tempos difíceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está "perdido", formaram o clube do filme.
Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa de Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de "melhores filmes de todos os tempos") a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do chinês Wong Kar-Way). (Editora Intrínseca)

 Temporada De Caça As Letras (Myla Goldberg)
O livro. Até ser forçada a competir em um campeonato de soletração de sua sala de aula, Eliza Naumann, uma menina de onze anos, achava que esse tipo de evento, entre muitos outros, existia apenas para "confirmar, expor ou reforçar sua mediocridade". Porém, tomada por uma onda de êxtase místico, na qual as letras pareciam ganhar vida própria, Eliza não só vence esse campeonato, mas todos os outros que passa a disputar. Myla Goldberg, a autora, graceja: "As letras eram ímãs, e o cérebro dela uma porta de geladeira". Esse sucesso inesperado traz conseqüências inquietantes sobre os outros três membros da sua família. O pai, Saul, cantor de uma sinagoga e estudioso da cabala, considera o talento de Eliza um sinal de "prodígio místico", introduzindo-a nos escritos de Abraão Abulafia, um importante cabalista do século XIII. O irmão mais velho, Aarão, destinatário anterior das ambições religiosas do pai, embarca em uma busca solitária de realização espiritual e se envolve com um grupo Hare Krishna. A mãe de Eliza, Miriam, cujo distanciamento já acentuado da filha e do marido cresce ainda mais à medida que eles se isolam no estudo, leva-a a um antigo vício secreto. 
A compreensão de Myla Goldberg em relação à devoção religiosa, à culpa, ao amor, às personalidades obsessivas e à dinâmica familiar, e o uso da soletração como metáfora conferem um tom espirituoso e engenhoso a Temporada de caça às letras. A história do livro. Temporada de Caça às Letras é o romance de estréia de Myla Goldberg. A própria autora reconhece que há alguns paralelos entre sua história e a de Eliza: a inteligência emocional incomum, as famílias que praticam um "tipo excêntrico de judaísmo", e os pais que sentem grande prazer em brincar com a língua; porém, quando se trata de soletração, Myla afirma, com certo orgulho maternal, que "não é tão boa quanto Eliza". (Editora Globo)

 Em casa (Marilynne Robinson)
A americana Marilynne Robinson, 63 anos, publicou apenas três livros em três décadas de carreira. É daquelas autoras que constroem pacientemente uma geografia, um universo autônomo onde transcorrem suas histórias – no caso, a pequena cidade de Gilead, no Iowa. Seu romance anterior, prêmio Pulitzer de 2005, é intitulado Gilead e tem como protagonista John Ames, um velho reverendo que, nos anos 50, reconstitui sua vida e a história de sua família em uma carta ao filho. Embora Ames reapareça no novo romance, Em Casa não é uma continuação. Trata-se de uma nova história, centrada na família do melhor amigo de Ames, o também reverendo Robert Boughton. Doente, ele recebe de volta em casa a filha Glory, que vem cuidar dele nos seus dias finais. E Jack, o filho alcoólatra e desregrado, também retorna, causando uma certa comoção na pacata e conservadora cidadezinha. Com uma narrativa delicada, mas densa, o romance de Marilynne atualiza, com grande sensibilidade, o tema bíblico do retorno do filho pródigo. (Editora Nova Fronteira)

Juventude Brutal (Anthony Breznican)
O cenário onde se desenrola a trama de Juventude brutal, livro de estreia do americano Anthony Breznican, é a escola de segundo grau St. Michael, cuja reputação costuma atrair adolescentes com histórico de expulsão, delinquentes em geral e religiosos estridentes, que criam um ambiente dominado por um darwinismo perverso: para sobreviver ali é preciso resistir à crueldade do grupo – ou então perpetuá-la.
Na St. Michael, os calourossão vítimas de todo tipo de trote e ridicularização por parte dos veteranos, que reproduzem a humilhação que sofreram quando estavam na mesma posição. Assim, os novatos Noah, Peter e Lorelei se veem no degrau mais baixo da feroz hierarquia estudantil, parte de uma violência institucional muitas vezes autorizada por professores e funcionários. O primeiro mostra-se resistente às humilhações impostas pelos alunos mais velhos, enquanto os outros dois tentam fazer acordos para tentar se livrar do tormento diário. Em busca de popularidade, Loreleis acrifica valores e amizades. Juventude brutal acompanha os três colegas durante o primeiro ano do ensino médio, e a inevitável transformação pela qual eles passam.
Os personagens são bem caracterizados, e sua história pessoal é espaçada ao longo do livro, revelando, aos poucos, suas motivações interiores. É aí que a história ganha elementos de suspense – o Padre Mercedes, por exemplo, guarda um segredo que pode ser responsável pelo fechamento da escola no ano vindouro. 
Tratando de um assunto familiar e oportuno, este livro revela com inteligência os meandros do bullying juvenil, e as dinâmicas que criam, ou favorecem, a aprovação e perpetuação de tal violência. Comovente, intenso e com toques de humor, Juventude brutal acompanha os alunos da St. Michael em sua descoberta de que, muitas vezes, abraçar a maldade pode ser a única maneira de sobreviver. (Editora Pavana)

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