quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Dose Dupla: Anjos da Morte & The Thompsons

Anjos da Morte (The Hamiltons)
Diretor: Mitchell Altieri (The Butcher Brothers), Phil Flores (The Butcher Brothers)
Roteiro: Mitchell Altieri (The Butcher Brothers), Phil Flores (The Butcher Brothers), Adam Weis
Atores: Cory Knauf, Samuel Child, Joseph McKelheer
País: EUA
Ano: 2006
Uma família de vampiros é desfragmentada após a morte de seus pais, por isso os quatro irmãos precisam seguir em frente e o primeiro passo é se adaptar à nova vizinhança. A partir daí, grande parte da história se passa pela perspectiva de Francis (visualmente também), que decide fazer um documentário sobre sua família para um trabalho escolar enquanto ainda não manifestou a realidade de seus familiares, ao mesmo tempo em que inicia uma amizade com uma futura vítima. Enquanto isso, o mais velho tenta manter a ordem enquanto os irmãos gêmeos deixam um rastro de sangue por onde passam, não se importando em deixar sinais de sua maldição.
A partir daí temos um olhar mais dramático e humano sobre quem vive nessa realidade, que nesta obra é tradada como doença. O sofrimento pela ausência dos pais, sua relação com a ingestão de sangue para sobreviver e as turbulências da adolescência faz com que o clima entre eles se torne cada vez pior. Quanto menos se entendem, mais vulneráveis ficam, maximizando suas deficiências com a ausência do controle dos pais.
Não posso negar que é um filme interessante, devido à atmosfera trivial para apresentar um assunto mais do que comum, além da ausência de névoas, super velocidade ou caninos que crescem quando os olhos encontram uma jugular pulsante.
Muito mais interessante do que sua continuação.

Você confere o trailer abaixo:

The Thompsons (The Thompsons)
Diretor: Mitchell Altieri (The Butcher Brothers), Phil Flores (The Butcher Brothers)
Roteiro: Mitchell Altieri (The Butcher Brothers), Phil Flores (The Butcher Brothers), Adam Weis
Atores: Cory Knauf, Samuel Child, Joseph McKelheer
País: EUA, Reino Unido
Ano: 2012
Os componentes da família precisam de sangue para sobreviver, porém agem como aqueles que se alimentam normalmente em todos os aspectos. Em meio à tensão por serem portadores dessa necessidade, aqui apresentada como doença, mergulhamos num drama existencial aliado à relações familiares e amorosas que permeiam o fio condutor.
Estes filmes, longe de ser inesquecíveis, apresentam um ponto de vista interessante sobre os vampiros, denominação jamais citada na obra.
Porém o filme é cheio de altos e baixos, causando sono nos menos curiosos. Ele seria mais interessante se mantivesse a realidade como a conhecemos ao invés de saídas fáceis como clãs. Mesmo que camuflados como família, causa aquela sensação de que vai começar algo que já vi antes, aliado a um roteiro com momentos avacalhados. Em certos momentos as explicações não são suficientes, dando ao espectador escolher entre aceitar ou parar o filme. E nos últimos momentos a obviedade da principal ação de um vampiro é questionada/apresentada.
Os efeitos especiais no rosto do vilão beiram ao caricato, o que acabou minimizando seus momentos ápice, além da construção tanto quando rasa de seus dois filhos.
O protagonista se apresenta como um ser humano normal que carrega uma doença, porém a outra família é veloz como a luz e têm muito mais do que presas dentro da boca, dando a entender que tal doença tem diferentes níveis e a grande questão é o ego: Quais genes desta doença permanecerão enquanto os demais e diferentes, morrerão?
Além disso, o momento em que o protagonista tem de andar pois seu carro quebra e termina num pub onde todos o observam por ser um total desconhecido, aos meus olhos, remete às produções da Hammer. A taverna sempre foi um ponto de início para discussão/descobrimento ou ataque em massa do mal em inúmeras obras da produtora inglesa. E nos momentos finais, a obviedade da ação básica de um vampiro é questionada/apresentada, o que é totalmente dispensável.
Longe da maestria e complexidade apresentada em Martin (1977), merece ser assistidos por apaixonados pelo tema e curiosos. No mais, apesar dos pontos originais, não perca seu tempo.

Você confere o trailer abaixo:

E qual o pensamento que tirei sobre?
Assisti por quê assisto TUDO do gênero.
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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
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