sexta-feira, 9 de setembro de 2016

5 Livros sobre 'Livros Proibidos'

Os livros proibidos, ou banidos ao longo da história, é um tema que sempre teve presença garantida no DpM, tendo em vista a sua nítida afinidade com o nosso contexto. Já citamos aqui alguns livros que foram banidos por razões estúpidas, outros livros proibidos que toda mulher deveria ler, e até mesmo sobre livros proibidos que na verdade nem existem, mas ainda assim a questão sempre possibilita mais uma análise sobre o assunto.
Mas apesar de todas essas variáveis já debulhadas, sentimos que a proibição de livros é um crime tão grave contra a humanidade, que ainda merece mais uma pontuação a respeito. E no caso, escolhemos listar dessa vez alguns livros que falam de outros livros proibidos:

Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit, 451 de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.
A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da 'indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético - a moral do senso comum', segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451 continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes. 
O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. (Editora Biblioteca Azul)

 Lendo Lolita em Teerã: Memórias de uma Resistência Literária (Azar Nafisi)
A autora iraniana Azar Nafisi nos conduz à intimidade da vida de oito mulheres que precisam encontrar-se secretamente para explorar a literatura ocidental proibida em seu país. Durante dois anos, antes de deixar o Irã, em 1997, Nafisi e mais sete jovens liam em conjunto Orgulho e preconceito, Madame Bovary, Lolita e outras obras clássicas sob censura literária. 
A narrativa de Nafisi remonta aos primeiros dias da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini (1979), quando ela começou a lecionar na Universidade de Teerã, em meio a um turbilhão de protestos e manifestações. Obra de grande paixão e beleza poética que nos ajuda a entender os sangrentos conflitos do Irã com o vizinho Iraque, e a tirania do regime islâmico. Texto integral, com Nova Ortografia. (Editora Ícone)

Um Cântico para Leibowitz (Walter M. Miller, Jr.)
Após ter sido quase aniquilada por um holocausto nuclear, a humanidade mergulha em desolação e obscurantismo, assombrada pela herança atômica e pelo vazio de uma civilização perdida. Os anos de loucura e violência que se seguiram ao Dilúvio de Fogo arrasaram o conhecimento acumulado por milênios.
A ciência, causadora de todos os males, só encontrará abrigo na Ordem Albertina de São Leibowitz, cujos monges se dedicam a recolher e preservar os vestígios de uma cultura agora esquecida. Seiscentos anos depois da catástrofe, na aridez do deserto de Utah, o inusitado encontro de um jovem noviço com um velho peregrino guarda uma surpreendente descoberta, um elo frágil com o século 20.
Um foco de luz sobre um mundo de trevas. Cobrindo mil e oitocentos anos de história futura, "Um cântico para Leibowitz" narra a perturbadora epopeia de uma ordem religiosa para salvar o saber humano. Marco da literatura distópica e pós-apocalíptica, vencedor do prêmio Hugo de 1961, este clássico atemporal é considerado uma das obras de ficção científica mais importantes de seu tempo (Editora Aleph).

 A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak)
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em A Menina que Roubava Livros. Desde o início da vida de Liesel, na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. 
Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual do Coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. 
E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. (Editora Intrínseca)


 O Coringa (Brian Azzarello)
O título “Coringa”, de Brian Azarello (Batman: Cidade Castigada, Superman: Pelo Amanhã), traz com riqueza de detalhes o modo de agir do Coringa, seus aliados, suas motivações. Libertado do Asilo Arkham, o Palhaço do Crime volta à sua vida em Gotham. Ele precisa reconquistar seu território e lembrar a todos quem é realmente o dono da cidade. Mostrando o ponto de vista do submundo dos vilões, Brian inova e lança um novo olhar sobre Gotham City. 
Ao seu lado, Lee Bermejo (Lex Luthor: O Homem de Aço) trouxe uma nova interpretação sobre a cidade e seus habitantes com seu traço característico e de impacto. (Editora Panini)


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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
Na verdade um anti-blog criado para falar bem,...de tudo que você odeia.