sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A Marcha dos zumbis vermelhos

O facebook agora me faz muito, muito mal... As redes sociais todas de um tempo pra cá se tornaram motivo de desconforto, tristeza, agonia e extrema preocupação. Twitter? Parei de usar, mesmo gostando bastante, assim como todas as outras redes. Pois cada vez que eu vejo um “garotão politizado” na minha lista de contatos defender grupos populistas,  aspirantes a ditadores, luta armada, luta de classes, e mergulhar de bunda nessa dicotomia escrota forjada nos “moldes dinossáuricos” de um vulto assassino chamado comunismo (que eles sempre tentam camuflar como revolução popular, libertação do povo e blá blá blá), a vontade é ir para a guerra ideológica que eles tanto sugerem, e golpeá-los verbalmente até matar suas alienações. Mas, diferente deles, não vendi minha consciência e nem minha moral a um partido político ou figura carismática. Não permiti que erguessem morada em minhas convicções, para, assim como fizeram ao Estado, aparelhar minhas decisões e meu pensamento. Não deixei que fizessem a tal lavagem cerebral fantasiada de revolução progressista (que piada), e não servi como massa de manobra para vagabundo, o tal escudo vivo que protege marginais fantasiados de salvadores idealistas.

É verdade, sinto que após publicar esse texto perderei amigos que aprecio. Porém, meus amigos intelectuais primeiramente me dizem “Fora Temer” (Volta Dilma?) antes mesmo de me dar bom dia, e isto acaba por me lembrar que poucos amigos ofereceram a mão salvadora nos meses em que passei dificuldades reais, e quando minha mãe foi demitida da empresa em que trabalhava há 21 anos. Mais uma vítima da Petrobras se juntando ao bloco dos 12 milhões de brasileiros desempregados.  

Meu cão Nego passou fome, mas eu não o sacrifiquei. Comprei ração pegando grana emprestada com um amigo (que não é ligado a arte e nem é militante salvador do mundo). Aliás, os únicos que me ajudaram de alguma forma não são militantes políticos, decididamente não são fãs da esquerda fisiológica e muito menos são de elite. Relativismo de minha parte? Me digam vocês que são os especialistas!
Passei a ignorar as redes sociais e segui tentando sobreviver ao novo Brasil quebrado e dividido. Encarava filas de emprego, encarava um ou outro freelance para pagar as contas, esquivava de um ou outro tiroteio na comunidade aqui perto de casa. Antes, quando olhava mais as minhas redes sociais, sempre me deparava com alguém que estava tentando salvar o mundo em seu MAC, fazendo a revolução na Starbucks, escrevendo textões libertadores no conforto da casa dos pais e das contas pagas, ou falando de dificuldades reais tendo como parâmetro único a dificuldade que nunca teve. Hipócritas, moleques, demagogos... Ou vítimas de uma estratégia eficaz de controle mental? 

Pois bem, continue tentando agradar ao grupo legal dos rebeldes radicais da faculdade, participe das festas e manifestações, seja descolado para comer as amiguinhas nuas da revolução. Concorde com aquele artista que você ama, por mais absurda que seja a concordância. Continue baixando as calças para o primeiro professor maniqueísta simpático que entrar em sala de aula com a verdade universal embaixo do braço. Acredite mesmo nessa corja obscena de salvadores da pátria que ainda foderão muito vossos rabos juvenis enquanto o espelho vai mostrando quem você era e o que você é. Sabe o que é pior? A passagem de tempo não é negociável. O tempo que você deu ao partido não volta. Pergunte aos alemães.

Quer mesmo saber onde estão os verdadeiros playboys e a elite privilegiada brasileira? Pesquise na lista dos indiciados na Lava Jato, nos grupos de apoiadores do antigo regime vermelho que comandou o país por 13 anos e que agora pretende iniciar nossa primeira guerra civil popular, progressista, politicamente correta, democrática e bem intencionada. Parabéns aos envolvidos.

PS: Nenhum editor me pagou honestamente até hoje, nem de esquerda nem de direita. E a literatura segue tomando ao centro. Acordem.
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