terça-feira, 4 de outubro de 2016

7 Livros que contam aventuras da vida real

A vida já é tão perigosa na rotina do dia, que não não vale a pena arriscarmos nossos pescoços em experiências arriscadas, fadadas a terminar em alguma tragédia. Por conta disso, ler um bom livro continua sendo a forma mais segura de viver uma grande aventura, e terminar vivo no final da história. Uma forma sensata de aprender com experiências alheias, já que muitos autores tiveram uma vida mais agitada do que a ficção que escreveram.
Para vivenciar sem riscos verdadeiros contos de sobrevivência e superação, separamos aqui algumas obras que narram proezas tão impressionantes quanto qualquer ficção imaginada:

✔ A Expedição Kon-Tiki (Thor Heyerdahl)
Tudo começou com uma pergunta: como os povos antigos se locomoviam pelo globo? Quando nove toros de balsa, unidos em uma jangada semelhante às embarcações pré-históricas utilizadas pelo deus-sol Kon-Tiki, deixaram as costas do Peru em 1947, o norueguês Thor Heyerdahl e seus cinco companheiros, mesmo sem qualquer experiência em navegação, tinham uma única certeza: só o sucesso da travessia que empreendiam explicaria as relações pré-históricas entre a América e a Polinésia. Cento e um dias mais tarde, a 8 mil quilômetros de distância, a expedição Kon-Tiki encalhou nos recifes do atol de Raroia e provou ao mundo a revolucionária teoria de Heyerdahl. Além disso, mudou a história das migrações no Pacífico e deu início a uma nova era para as explorações modernas.
No livro A expedição Kon-Tiki, Thor Heyerdahl relata detalhadamente sua experiência e cria uma obra-prima de reconstituição pré-histórica. Mais do que uma grande aventura, a obra de Heyerdahl representa um grande marco da ousadia humana. Tanto que o livro se tornou um clássico das explorações modernas e inspirou uma série de aventuras na segunda metade do século XX. (Editora José Olympio)




✔ Caminho da Liberdade (Slavomir Rawicz)
Quanto pode durar um homem enfraquecido pela tortura física e psicológica? Mal nutrido. enterrado nos próprios excrementos. dia após dia tentado pela promessa de liberdade em troca de uma falsa confissão? Em 1939. o esbelto e elegante tenente da cavalaria polonesa Slavomir Rawicz estava prestes a descobrir. 
Preso pelos soviéticos durante a divisão russo-germânica da Polônia. foi brutalmente espancado para confessar seu suposto papel como espião. Filho de mãe russa. fluente no idioma. Rawicz se tornou o suspeito perfeito. réu de um crime jamais cometido. Visto apenas de entrada para um dos mais cruéis sistemas penitenciários do mundo. (Editora Record)




✔ A Onda- Em Busca das Gigantes do Oceano (Susan Casey)
Surfe, adrenalina e teorias científicas são os ingredientes deste livro que investiga um dos fenômenos naturais mais impressionantes.
Numa narrativa de tirar o fôlego, a jornalista Susan Casey acompanha surfistas radicais, cientistas de ponta e marinheiros pelos trechos mais temíveis do oceano em busca de ondas gigantes, e em seu relato sentimos toda a emoção de ver de perto verdadeiros monstros aquáticos. 
A autora mostra, ainda, a indústria em torno do surfe, que movimenta milhões de dólares em patrocínio e permite que muitos atletas se dediquem a levar o esporte a suas máximas possibilidades - mas que também expõe dezenas de amadores aos perigos do oceano. Um relato único sobre o homem diante das maiores forças da natureza e uma narrativa emocionante, que prende da primeira à última página. (Editora Jorge Zahar)



✔ A Legião dos Condenados (Sven Hassel)
Este é um livro sobre a guerra que não faz apologia a ela. É também um livro sobre o nazismo e o comunismo que não faz apologia a nenhuma dessas ideologias. É, enfim, um livro sobre um soldado e o caminho que ele traçou durante a Segunda Guerra Mundial, até hoje o maior combate da história da humanidade. A Legião dos Condenados permite que Sven Hassel mostre os horrores que ocorreram durante o período de treinamento dos soldados dos batalhões disciplinares, seguindo até o combate no front russo da guerra. Sven conta como foi a cumplicidade entre seus companheiros - Velho, Joseph Porta, Miúdo, Plutão e Stege, entre outros - que o acompanharam em diversas situações onde a camaradagem foi mais importante do que qualquer treinamento que tenham recebido.
A obra antiguerra de Hassel retrata o soldado comum, nos mostrando o outro lado da medalha. Estes soldados não são os homens que provocam as guerras, mas são usados ​​como peões forçado a lutar. As narrativas são baseadas não apenas na própria luta do autor, mas também incorporar elementos de ficção e enredos acentuados com um senso de humor espirituoso. Suas esperanças são para alertar as gerações mais jovens contra as atrocidades da guerra, sublinhando que a guerra é o último recurso explorado por políticos falhos.(Editora Labareda)


✔ O Tigre (John Vaillant)
É dezembro de 1997, e um tigre devorador de gente espreita um vilarejo afastado no Extremo Oriente russo. A fera não apenas mata pessoas, ela as aniquila, devora por inteiro. Por isso um grupo de homens com cães de caça é enviado para persegui-la pela floresta densa e gélida. À medida que analisam os parcos restos mortais das vítimas do tigre, os rastreadores percebem algo impensável: os ataques não são aleatórios; fazem parte de uma vingança. Machucada, faminta e perigosíssima, a fera precisa ser detida antes que mais uma tragédia aconteça. Escrito com maestria e muito bem embasado, O tigre recria os eventos acima descritos ao mesmo tempo em que traça um impressionante panorama de uma paisagem inóspita e gelada e de seus habitantes, que, assolados pela pobreza do pós-perestroika, recorrem à caça ilegal para sobreviver, quebrando o equilíbrio natural que por milênios, antes da colonização europeia, do desflorestamento e da matança sistemática dos animais, permitiu que humanos e tigres coexistissem no mesmo território. 
A destreza e o talento de John Vaillant ao descrever o ameaçador tigre-siberiano, superpredador inteligentíssimo capaz de percorrer vastas extensões de florestas e montanhas, são magnetizantes. Uma narrativa envolvente sobre o embate homem versus natureza, com um desfecho apavorante no cenário extremo da taiga siberiana. Inclui encarte com 16 páginas de fotos. Ambientado numa região inóspita do Extremo Oriente russo, O tigre atrairá os interessados em histórias de sobrevivência e aventura, além de ser um vívido relato da realidade russa pós-perestroika nas regiões mais afastadas da capital. (Editora Intrínseca)



✔ A Incrível Viagem de Shackleton (Alfred Lansing)
No verão de 1914, Sir Ernest Shackleton parte a bordo do Endurance em direção ao Atlântico Sul. O objetivo de sua expedição era cruzar o continente antártico, passando pelo Pólo Sul. Mas, a apenas um dia do ponto de desembarque planejado, o Endurance fica aprisionado num banco de gelo no mar de Weddell e acaba sendo destruído.
Por quase seis meses, Shackleton e sua tripulação sobrevivem em placas de gelo em uma das mais inóspitas regiões do mundo, até que conseguem iniciar sua tentativa de retorno à civilização nos botes salva-vidas.
Através dos diários e entrevistas com alguns membros da expedição, Alfred Lansing reconstrói as dificuldades que a tripulação do Endurance enfrentou. Em uma narrativa fascinante, Lansing descreve como Shackleton conseguiu que, após quase dois anos do início da viagem, todos retornassem com vida. (Editora Sextante)



✔ On The Road (Jack Kerouac)
Como o gemido lancinante e dolorido de “Uivo”, de Allen Ginsberg, o brado irreverente e drogado de “Almoço Nu”, de William Burroughs, ou a lírica emocionada e emocionante de Lawrence Ferlinghetti, “On the Road” escancarou ao mundo o lado sombrio do sonho americano. A partir da trip de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriarty –, de Paterson, New Jersey, até a costa oeste dos Estados Unidos, atravessando literalmente o país inteiro a partir da lendária Rota 66, Jack Kerouac inaugurou uma nova forma de narrar.
Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café, inspirado pelo jazz, Kerouac escreveu em três semanas a primeira versão do que viria a ser “On the Road”. Uma prosa espontânea, como ele mesmo chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. Mas o manuscrito foi rejeitado por diversos editores e o livro foi publicado somente em 1957, após alterações exigidas pelos editores.
A obra-prima de Kerouac foi escrita fundindo ação, emoção, sonho, reflexão e ambiente. Nesta nova literatura, o autor procurou captar a sonoridade das ruas, das planícies e das estradas americanas para criar um livro que transformaria milhares de cabeças, influenciando definitivamente todos os movimentos de vanguarda, do be bop ao rock, o pop, os hippies, o movimento punk e tudo o mais que sacudiu a arte e o comportamento da juventude na segunda metade do século XX (Editora L&PM).


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