terça-feira, 13 de junho de 2017

5 Livros em que a música é praticamente uma personagem da história

A música faz parte integrante de nossas vidas, e na maioria das vezes sequer notamos conscientemente a sua presença. Em nossos fones de ouvido, nos auto-falantes dos carros, em casa, no trabalho, e principalmente nas festas, a música é um fio condutor que une todos esses momentos. Estamos constantemente criando a trilha sonora da nossa existência.
As obras listadas abaixo conseguiram transpassar essa questão para suas páginas, e entenderam que a música não é só um ruído de fundo, ela é parte de quem somos. E até mesmo, por vezes, assume vida própria, tornando-se um personagem de nossas histórias, sejam elas comédias,... ou tragédias.

✔ Alta Fidelidade (Nick Hornby)
Rob é um sujeito perdido. Aos 35 anos, o rompimento com a namorada o leva a repensar todas as esferas da vida: relacionamento amoroso, profissão, amizades. Sua loja de discos está à beira da falência, seus únicos amigos são dois fanáticos por música que fogem de qualquer conversa adulta e, quanto ao amor, bem, Rob está no fundo do poço.
Para encarar as dificuldades, ele vai se deixar guiar pelas músicas que deram sentido à sua vida e descobrir que a estagnação não o tornou um homem sem ambições. Seu interesse pela cultura pop é real, sua loja ainda é o trabalho dos sonhos e Laura talvez seja a única ex-namorada pela qual vale a pena lutar.
Um romance sobre música e relacionamento, sobre as muitas caras que o sucesso pode ter e sobre o que é, afinal, viver nos anos 1990. Com rajadas de humor sardônico e escrita leve, a juventude marinada em cultura pop ganhou aqui seu espaço na literatura. Este é um retrato do homem contemporâneo sem ruídos, um retrato em alta fidelidade. (Editora Companhia das Letras)
✔ Telegraph Avenue (Michael Chabon)
Em meados do verão de 2004, na divisa entre Berkeley e Oakland, na Califórnia, os donos da Brokeland Records veem-se diante de uma nova ameaça à sua amada loja de discos. O novo Negócio da Dogpile, um empreendimento grandioso que alteraria toda a dinâmica local, abala a relação dos sócios Archy e Nat, que são obrigados a enfrentar problemas novos e antigos. Nessa esteira de dificuldades, suas esposas Gwen e Aviva, também sócias, trabalham num parto domiciliar turbulento que desencadeia uma série de complicações e desavenças, afetando diretamente suas vidas, seu status como parteiras no hospital local e até mesmo sua relação de amizade, estremecida pela forma com que cada uma encara as questões raciais e culturais que também se interpõem.
A partir daí, são muitos os dilemas diante dos quais os personagens se veem. O desafio da paternidade; pais que não sabem lidar com o filho adolescente em seu processo de descoberta sexual; um jovem que alimenta amor e ódio pela família da qual não sabe se quer fazer parte; e outros personagens que remexem nos segredos do passado que assombram o presente. É na Telegraph Avenue que convergem essas histórias ecléticas carregadas de tristeza, mas também de esperança, marcadas pela distância intransponível do outro mas também pela possibilidade de encontro. (Editora Companhia das Letras)
✔ Norwegian Wood (Haruki Murakami)
Publicado originalmente em 1987 e inédito no Brasil, Norwegian Wood foi o livro que alçou o japonês Haruki Murakami da condição de autor cult à de ícone cultural. Com mais de quatro milhões de cópias vendidas no Japão, é um romance de formação com toques autobiográficos, ambientado na Tóquio do final da década de 1960, que narra a iniciação amorosa do jovem estudante de teatro Toru Watanabe. Comparado a O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, por sua influência em toda uma geração de jovens leitores, o livro capta com maestria e lirismo a angústia e o desamparo da transição da adolescência à idade adulta.
Em 1968, Toru Watanabe acaba de chegar a Tóquio para estudar teatro na universidade, e mora em um alojamento estudantil só para homens.
Solitário, dedica seu tempo a identificar e refletir sobre as peculiaridades dos colegas. Um dia, Toru reencontra um rosto de seu passado: Naoko, antiga namorada de seu grande amigo de adolescência Kizuki antes deste cometer suicídio. Marcados por essa tragédia em comum, os dois se aproximam e constroem uma relação delicada onde a fragilidade psicológica de Naoko se torna cada vez mais visível até culminar com sua internação em um sanatório.
Tem início então um período de grande dilema para o jovem Toru: uma encruzilhada entre o compasso de espera pela recuperação de Naoko e os encantos de uma outra vida, mais vibrante, personificada pela exuberante e liberada Midori mas também por sua relação com uma mulher mais velha, Reiko.
Ambientado em meio à turbulência política da virada dos anos 1960 para os anos 1970, Norwegian Wood, como a canção dos Beatles que lhe empresta o título, é uma balada de amor e nostalgia cuja rara beleza confirma Murakami como uma das vozes mais talentosas da ficção contemporânea. (Editora Alfaguara)
✔ Seraphina (Rachel Hartman)
Neste livro você vai conhecer Seraphina Dombergh, uma garota de 16 anos com grande talento para a música e que possui um terrível segredo. A história se passa no reino medieval de Goredd, onde seres humanos e dragões convivem em harmonia durante décadas, desde a assinatura do Tratado de Paz. Criaturas extremamente inteligentes que podem assumir a forma humana, os dragões frequentam a corte como embaixadores. Seraphina se torna assistente do compositor da corte justo quando um membro da família real é assassinado bem ao estilo dos dragões.
O clima começa a ficar perigosamente tenso e Seraphina passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o Príncipe Lucian Kiggs. Durante essa jornada que pode destruir a paz entre humanos e dragões, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida. (Editora Jangada)
✔ Melodia do mal (John Ajvide Lindqvist)
Entre as décadas de 1970 e 1990, Lennart assiste a sua paixão pela música e o autoconferido talento deturparem-se, entregues à crescente indústria cultural, ao oportunismo de empresários e ao artificialismo das relações entre o público e seus ídolos. Agora, cansado e desprovido de sonhos, vê na menina a perspectiva de preservação da música em sua mais pura essência e um resgate da própria existência. Afastado da mulher e do filho, a quem despreza, faz da menina praticamente um projeto musical, instruindo-a e cercando-a da melhor música. A criança responde com surpreendente e quase milagroso talento, dotada de uma belíssima voz. Ao mesmo tempo, demonstra um peculiar interesse em “desconstruir” objetos, conceitos – e, como se vê depois, pessoas. 
A esposa, Laila, ex-cantora, e agora uma obscura e abusada dona de casa, acaba aderindo ao projeto, incapaz de resistir ao fascínio emanado por aquele ser de beleza paradoxal. Assim, “Pequenina” ou “Estrelinha”, como a chama o casal (“Theres” para o filho deles, Jerry), é criada em segredo num porão, silenciosa e musical como nenhuma outra criança. À medida que cresce “longe dos males da sociedade”, ilumina e transforma a vida dos pais postiços... até revelar uma essência perturbadora e sanguinolenta.
O sueco J. A. Lindqvist volta com toda força no brilhante terror Melodia do mal, agregando mais uma obra aos outros dois títulos do autor publicados pela Tordesilhas. Sem pudor, Lindqvist constrói cuidadosamente seus personagens e cria uma atmosfera insuperavelmente lúgubre e assustadora para contar uma história que vai arrepiar até o último fio da nuca de qualquer leitor (Editora Tordesilhas).
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