5 Livros para ler se você gosta da série ‘The Walking Dead’

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Assim como os seus zumbis, a série ‘The Walking Dead’ parece ter o poder latente de renascer a cada nova temporada toda vez que parece cair no óbvio ululante inevitável do seu próprio enredo. Sempre podendo matar um personagem querido do público quando registra a mínima queda em sua audiência, rendendo arcos empolgantes que alimentam até mesmo as suas vertentes nos quadrinhos e literatura. E ainda assim, o gênero parece proporcionar um leque de possibilidades infinitas sobre o tema.

E com mais uma temporada rodando na agulha, acreditamos que esse é o momento perfeito para expandir a ‘contaminação zumbi’, e conhecer alguns livros que expandem esse universo habitado por mortos-vivos.

 

Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos (Alexandre Callari)

Este livro é vendido junto com um CD com a trilha sonora criada exclusivamente para colocar o leitor no clima da aventura. Não perca! O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. As comunicações, a energia elétrica e a vida em sociedade, como a conhecemos, praticamente se extinguiram. Nem toda nossa tecnologia foi capaz de nos proteger e evitar que dois terços da humanidade morressem. Os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. E, para piorar, eles não estão a sós. Dia e noite, são perseguidos pelos contaminados – sempre à espreita com seus olhos vermelhos, pele pálida, dentes podres e uma terrível sede de sangue e de carne humana.

Nesse cenário de terror e desesperança, Manes luta desesperadamente para manter sua comunidade unida. Ela subsiste em uma construção cercada por paredes de concreto chamada Quartel. Porém, quando alguns de seus membros estão em apuros do lado de fora, sendo cruelmente caçados pelos contaminados, Manes parte para resgatá-los. A sua ausência e a chegada do enigmático Dujas abalam severamente o tênue equilíbrio interno do Quartel, colocando em risco a vida de todos.
O perigo e o medo tomarão conta deste, que é um dos poucos redutos em que homens e mulheres vivem em “segurança”.

Cheio de intrigas, mistério e horror, Apocalipse Zumbi é uma aventura de ficção eletrizante, com muitos elementos de realidade que mexerão com a mente e o coração dos leitores. Alexandre Callari oferece nesta obra o melhor do gênero zumbis e, ao mesmo tempo, cria um mundo à parte, que conta com suas próprias regras e lógica. Bem-vindo ao universo de Apocalipse Zumbi! (Editora Generale)

 

 

As Crônicas dos Mortos (Rodrigo de Oliveira)

Estamos em 2017 … Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer… Uma profecia esquecida do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…

“Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta são acometidas por uma estranha doença… E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9:2-6. Então um grupo luta por sobreviver num mundo dominado pelo mal.

Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para reestabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado (Faro Editorial)

 

 

Mortos Entre Vivos (John Ajvide Lindqvist)

Estocolmo, Suécia, 13 de agosto de 2002. Seria mais um dia normal na capital do civilizado e pacato país com um dos melhores IDH do mundo, não fosse uma “epidemia” de cefaleia e o estranho comportamento dos aparelhos eletrônicos: eles simplesmente não desligam, mesmo quando desconectados da tomada. Prenúncio de fenômeno ainda mais extraordinário: os mortos revivem – inclusive os falecidos até alguns meses antes. De repente, eles se movem, andam, deixam as câmaras de refrigeração dos hospitais, falam (ou balbuciam algumas palavras, como crianças) e podem ser ouvidos arranhando a tampa de suas urnas funerárias, nos cemitérios.

Não se trata de zumbis devoradores de cérebros e transmissores de sua condição de “nem vivo, nem morto” por meio de mordidas. Pelo contrário, os “redivivos” – como passam a ser oficialmente chamados pelo governo – são entes queridos (o avô, o marido, a esposa, o filho, o neto) que todos gostariam de ter de volta ou ao menos por mais um tempo para corrigir erros, pedir perdão (ou perdoar), prorrogar a companhia em nome de momentos felizes e de afetos que a morte impediu de repetir ou de cultivar.

São milhares de redivivos, que põem em cheque tanto a ciência quanto a religião, além de instaurar o pânico entre as autoridades – atônitas diante da inusitada situação. Mas o romance se concentra nos familiares de Eva – autora de livros infantis vítima de um acidente fatal naquele mesmo 13 de agosto –, Elias – um menino de seis anos morto um mês antes – e Tore – idoso recém-falecido, mentalmente desfigurado pelo mal de Alzheimer. (Editora Alaúde)

 

 

Apocalipse Z. – O Princípio do Fim (Manel Loureiro Doval)

Em uma pequena cidade espanhola, um jovem advogado leva uma vida tranquila e rotineira. Um dia, porém, começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso. Apesar de aparentemente corriqueiras, as notícias chamam tanto sua atenção que ele resolve registrar suas impressões em um blog. Aos poucos, o que eram apenas acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. Em menos tempo do que poderia supor, o terror se instala. Ruas, bairros e cidades inteiras são tomados por criaturas com um comportamento assustador. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas.

Isolado, apenas com seu gato Lúculo e um vizinho, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Entretanto, ao conseguir refúgio, ele logo descobrirá que a guerra está apenas começando. (Editora Planeta)

 

 

Celular (Stephen King)

Onde você estava no dia 1º de outubro? Clay Riddell estava em Boston, quando o inferno surgiu diante de seus olhos. Bastou um toque de celular para que tudo se transformasse em carnificina. Depois de anos de tentativas frustradas, o artista gráfico Riddell finalmente consegue vender um de seus livros de histórias em quadrinhos. Para comemorar, decide tomar um sorvete. Mas, antes de poder saboreá-lo, as pessoas ao seu redor, que por acaso falavam ao celular naquele momento, enlouquecem.

Fora de si, começam a atacar e matar quem passa pela frente. Carros e caminhões colidem e avançam pelas calçadas em alta velocidade, destruindo tudo. Aviões batem nos prédios. Ouvem-se tiros e explosões vindos de todas as partes. Neste cenário de horror, Clay usa seu pesado portfólio para defender um homem prestes a ser abatido, Tom McCourt, e eles se tornam amigos. Juntos, eles resgatam Alice Maxwell, uma menina de 15 anos que sobreviveu a um ataque da própria mãe.

Os três sortudos — entre outros poucos que estavam sem celular naquele dia — tentam se proteger ao mesmo tempo em que buscam desesperadamente o filho de Clay. Assim, em ritmo alucinante, se desenrola esta história. O desafio é sobreviver num mundo virado às avessas. Será possível? (Editora Suma)

 

 

Conhece outros títulos que considera indispensável para essa lista?! Deixe a sua sugestão em nossos comentários e colabore com essa postagem!

5 Livros para ler se você gosta da série ‘The Walking Dead”

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Assim como os seus zumbis, a série ‘The Walking Dead’ parece ter o poder latente de renascer a cada nova temporada toda vez que parece cair no óbvio ululante inevitável do seu próprio enredo. Sempre podendo matar um personagem querido do público quando registra a mínima queda em sua audiência, rendendo arcos empolgantes que alimentam até mesmo as suas vertentes nos quadrinhos e literatura. E ainda assim, o gênero parece proporcionar um leque de possibilidades infinitas sobre o tema.

E com mais uma temporada rodando na agulha, acreditamos que esse é o momento perfeito para expandir a ‘contaminação zumbi’, e conhecer alguns livros que expandem esse universo habitado por mortos-vivos.
✔ Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos (Alexandre Callari)
Este livro é vendido junto com um CD com a trilha sonora criada exclusivamente para colocar o leitor no clima da aventura. Não perca! O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. As comunicações, a energia elétrica e a vida em sociedade, como a conhecemos, praticamente se extinguiram. Nem toda nossa tecnologia foi capaz de nos proteger e evitar que dois terços da humanidade morressem. Os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. E, para piorar, eles não estão a sós. Dia e noite, são perseguidos pelos contaminados – sempre à espreita com seus olhos vermelhos, pele pálida, dentes podres e uma terrível sede de sangue e de carne humana. Nesse cenário de terror e desesperança, Manes luta desesperadamente para manter sua comunidade unida. Ela subsiste em uma construção cercada por paredes de concreto chamada Quartel. Porém, quando alguns de seus membros estão em apuros do lado de fora, sendo cruelmente caçados pelos contaminados, Manes parte para resgatá-los. A sua ausência e a chegada do enigmático Dujas abalam severamente o tênue equilíbrio interno do Quartel, colocando em risco a vida de todos.

O perigo e o medo tomarão conta deste, que é um dos poucos redutos em que homens e mulheres vivem em “segurança”. Cheio de intrigas, mistério e horror, Apocalipse Zumbi é uma aventura de ficção eletrizante, com muitos elementos de realidade que mexerão com a mente e o coração dos leitores. Alexandre Callari oferece nesta obra o melhor do gênero zumbis e, ao mesmo tempo, cria um mundo à parte, que conta com suas próprias regras e lógica. Bem-vindo ao universo de Apocalipse Zumbi! (Editora Generale)

✔ As Crônicas dos Mortos (Rodrigo de Oliveira)
Estamos em 2017 … Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…
Uma profecia esquecida do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…
“Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta são acometidas por uma estranha doença… E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9:2-6.
Então um grupo luta por sobreviver num mundo dominado pelo mal.

Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para reestabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado (Faro Editorial)

✔ Mortos Entre Vivos (John Ajvide Lindqvist)
Estocolmo, Suécia, 13 de agosto de 2002. Seria mais um dia normal na capital do civilizado e pacato país com um dos melhores IDH do mundo, não fosse uma “epidemia” de cefaleia e o estranho comportamento dos aparelhos eletrônicos: eles simplesmente não desligam, mesmo quando desconectados da tomada. Prenúncio de fenômeno ainda mais extraordinário: os mortos revivem – inclusive os falecidos até alguns meses antes. De repente, eles se movem, andam, deixam as câmaras de refrigeração dos hospitais, falam (ou balbuciam algumas palavras, como crianças) e podem ser ouvidos arranhando a tampa de suas urnas funerárias, nos cemitérios.
Não se trata de zumbis devoradores de cérebros e transmissores de sua condição de “nem vivo, nem morto” por meio de mordidas. Pelo contrário, os “redivivos” – como passam a ser oficialmente chamados pelo governo – são entes queridos (o avô, o marido, a esposa, o filho, o neto) que todos gostariam de ter de volta ou ao menos por mais um tempo para corrigir erros, pedir perdão (ou perdoar), prorrogar a companhia em nome de momentos felizes e de afetos que a morte impediu de repetir ou de cultivar.

São milhares de redivivos, que põem em cheque tanto a ciência quanto a religião, além de instaurar o pânico entre as autoridades – atônitas diante da inusitada situação. Mas o romance se concentra nos familiares de Eva – autora de livros infantis vítima de um acidente fatal naquele mesmo 13 de agosto –, Elias – um menino de seis anos morto um mês antes – e Tore – idoso recém-falecido, mentalmente desfigurado pelo mal de Alzheimer. (Editora Alaúde)

✔ Apocalipse Z. O Princípio do Fim (Manel Loureiro Doval)
Em uma pequena cidade espanhola, um jovem advogado leva uma vida tranquila e rotineira. Um dia, porém, começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso. Apesar de aparentemente corriqueiras, as notícias chamam tanto sua atenção que ele resolve registrar suas impressões em um blog. Aos poucos, o que eram apenas acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. Em menos tempo do que poderia supor, o terror se instala. Ruas, bairros e cidades inteiras são tomados por criaturas com um comportamento assustador. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas.

Isolado, apenas com seu gato Lúculo e um vizinho, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Entretanto, ao conseguir refúgio, ele logo descobrirá que a guerra está apenas começando. (Editora Planeta)

✔ Celular (Stephen King)

Onde você estava no dia 1º de outubro? O protagonista Clay Riddell estava em Boston, quando o inferno surgiu diante de seus olhos. Bastou um toque de celular para que tudo se transformasse em carnificina.
Depois de anos de tentativas frustradas, o artista gráfico Clay Riddell finalmente consegue vender um de seus livros de histórias em quadrinhos. Para comemorar, decide tomar um sorvete. Mas, antes de poder saboreá-lo, as pessoas ao seu redor, que por acaso falavam ao celular naquele momento, enlouquecem.
Fora de si, começam a atacar e matar quem passa pela frente. Carros e caminhões colidem e avançam pelas calçadas em alta velocidade, destruindo tudo. Aviões batem nos prédios. Ouvem-se tiros e explosões vindos de todas as partes.
Neste cenário de horror, Clay usa seu pesado portfólio para defender um homem prestes a ser abatido, Tom McCourt, e eles se tornam amigos. Juntos, eles resgatam Alice Maxwell, uma menina de 15 anos que sobreviveu a um ataque da própria mãe.

Os três sortudos — entre outros poucos que estavam sem celular naquele dia — tentam se proteger ao mesmo tempo em que buscam desesperadamente o filho de Clay. Assim, em ritmo alucinante, se desenrola esta história. O desafio é sobreviver num mundo virado às avessas. Será possível? (Editora Suma)


Conhece outros títulos que considera indispensável para essa lista?! Deixe a sua sugestão em nossos comentários e colabore com essa postagem!

Confira o jogo ‘The Walking Dead: No Man’s Land’ para Android e iOS

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Para aqueles que sentem falta dos zumbis apodrecidos de The Walking Dead durante a pausa da série, uma boa dica de passar o tempo é o mobile game ‘The Walking Dead: No Man’s Land’ disponível gratuitamente para Android e iOS nas play store da vida.

No jogo você controla um acampamento de sobreviventes que são enviados em trios em diferentes missões que replicam as dificuldades sofridas pelos personagens da série. A jogabilidade funciona com o conhecido sistema de turnos, em que você comanda as figuras por um mapa elaborado, elaborando ações para cumprir o seu objetivo. The Walking Dead: No Man’s Land é um game cheio de ação, onde as suas escolhas táticas fazem a diferença entre viver ou virar comida de zumbi. E para te ajudar nessa jornada, você conta com a ajuda do próprio Daryl Dixon que age como um mentor no início da saga.
O enredo do jogo é dividido em capítulos que remetem as temporadas da série, ou arco dos quadrinhos, com diferentes objetivos que não te deixam instigado a avançar cada vez mais dentro da história. Tudo isso fielmente ligado ao universo criado por Robert Kirkman.
O aplicativo sofre atualizações constantes, e todas que peguei até agora soaram extremamente benéficas para o jogo, tornando seu sistema cada vez mais dinâmico para o usuário.
Para quem é fã da série, vale a pena perder alguns minutos para abaixar e conhecer o jogo que, além de apresentar uma mecânica fácil, está em português.

7 Grandes ‘Gênios do Mal’ da literatura

sábado, 25 de junho de 2016

Todo mundo gosta dos protagonistas. Os heróis nos inspiram a enfrentar os nossos medos e a expor o que temos de melhor para triunfar sob o mal. O que nos leva a outro ponto: Um bom enredo não sobrevive sem um vilão a ser combatido. Não tem como contornar esse fato. Além disso, muitas vezes os antagonistas fornecem a parte mais divertida da história. Eles são responsáveis por nos levar a um outro estado de consciência, agindo como uma saída para a personificação dos nossos demônios interiores e outros pecados mortais. A grande questão em relação aos vilões, é que eles não são apenas assustadores, mas também geniais.

No fundo são esses Gênios do Mal que mantêm a nossa atenção voltada para as páginas de um livro, permitindo que os heróis provem a sua coragem perante uma grande ameaça. Por isso, separamos aqui os inimigos mais maquiavélicos da literatura na nossa opinião. Use o nosso espaço de comentários para dizer quais são os seus!
Professor Moriarty
Embora Moriarty apareça mesmo em apenas dois contos de Sherlock Holmes, ele é mencionado em inúmeras adaptações como o cabeça central de todo império criminoso que testa as habilidades do detetive. Além do seu intelecto astuto sinistro, ele se destaca pelo seu distinto respeito por seu adversário. Moriaty valoriza a inteligência de Holmes de tal forma, que cria uma rivalidade emocionante para os leitores.
✔ O Dia em que Sherlock Holmes Morreu (Arthur Conan Doyle)
Sherlock Holmes entrou para a história da literatura como um detetive excepcionalmente brilhante e excêntrico. Com um método próprio, baseado em sua imensa capacidade de absorver e armazenar informações,resolveu inúmeros casos aparentemente insolúveis. 
Os 17 contos desta edição de luxo ilustrada contemplam todas as fases da carreira de Holmes – da descoberta de seus dons, nos tempos de faculdade, até a aposentadoria. O leitor encontrará aqui a ironia, o tédio, a desilusão, a cocaína, o senso de humor, os disfarces, o elementar Watson, Mycroft, Irene Adler e, naturalmente, o professor Moriarty, o maior entre todos os inimigos, contra o qual Holmes trava a luta decisiva que inspirou o título deste volume.
A trajetória de Sherlock Holmes e do dr. Watson começou no ano de 1887, quando Arthur Conan Doyle publicou Um estudo em vermelho, e prosseguiu com uma série de contos inicialmente publicada na revista The Strand com grande sucesso. As primeiras 12 histórias compõem a coletânea As aventuras de Sherlock Holmes, lançada em 1892.
Em 1893, para consternação geral, Conan Doyle matou o detetive nas cataratas de Reichenbach, na cidade suíça de Meiringen. O embate final entre Holmes e seu rival, o professor Moriarty, foi narrado no conto O problema final, que aparece na antologia Memórias de Sherlock Holmes, publicada em 1894. De acordo com os jornais londrinos da época, uma multidão cabisbaixa tomou as ruas da cidade usando braçadeiras pretas no dia em que Sherlock Holmes morreu. (Editora Tordesilhas)
Dr. Griffin
Ninguém pode argumentar que o Dr. Griffin é um cientista brilhante. Afinal de contas, se deve uma certa quantidade de respeito quando uma pessoa usa seu intelecto ofuscante para alterar as propriedades de refração de objetos e torná-los invisíveis. Mas é exatamente o ego inflado do Dr. Griffin que inicia sua descida rumo a loucura. Quando sua maior experiência dá errado, Griffin acrescenta roubo, fraude e assassinato ao caldeirão da sua arrogância. Pelo menos ele não precisa olhar para si mesmo no espelho.
✔ O Homem Invisível (H.G. Wells)
Em uma noite gelada de fevereiro, surge numa cidade isolada na Inglaterra um desconhecido à procura de abrigo. 
Com o rosto coberto de bandagens, enluvado e de óculos escuros, esse homem misterioso, de pouca conversa, parece estar se recuperando de um acidente que o desfigurou. Pede à dona da estalagem um quarto reservado, onde possa passar os dias sem ser incomodado.
Mas a verdade está muito além da compreensão dos habitantes do vilarejo. Esse homem ríspido, que desde o início se indispõe com os demais, criou um método para se tornar invisível e caiu em sua própria armadilha: sem um antídoto, não pode voltar ao estado original. (Editora Alfaguara)
O’Brien
Carismático, cínico, inteligênte, simpático e capaz de desligar a Teletela, a voz do relativismo no Partido Interno do Século 20 distópico criado por George Orwell. Ou como ele mesmo diria: Não se estabelece uma ditadura para defender uma revolução, defendemos uma revolução para defendermos uma ditadura.”
✔ 1984 (George Orwell)
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O´Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”. 
Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.
Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade. Afinal, quem não conhece hoje em dia “ministérios da defesa” dedicados a promover ataques bélicos a outros países, da mesma forma que, no livro de Orwell, o “Ministério do Amor” é o local onde Winston será submetido às mais bárbaras torturas nas mãos de seu suposto amigo O´Brien. (Editora Companhia das Letras)
Milo Minderbinder
Um mercenário canalha que se preocupa apenas consigo mesmo, e seu próprio lucro, Milo Minderbinder é um tremendo vilão. Ele não mede consequências na hora de ganhar dinheiro, seja jogando no mercado negro, ou trabalhando para ambos os lados durante a Segunda Guerra Mundial,… Mesmo quando se trata de ações que vão matar os seus próprios compatriotas. Totalmente imoal, e totalmente comprometido com o capitalismo, Minderbender responde apenas a si mesmo e ao seu deus: o dinheiro.

✔ Ardil-22 (Joseph Heller)
O autor entrou para a Força Aérea Americana em 1942, aos 19 anos. Durante seu serviço, ele participou de mais de 50 bombardeios na Europa antes do Fim da Segunda Guerra. Após encerras suas atividades militares, ele tornou-se um roedor de unhas crônico que costumava a gritar durante o sono, e levou mais oito anos até conseguir lidar com suas experiências através da escrita. Depois de um longo período trabalhando como copywriter em um escritório tedioso, uma ideia surgiu em sua cabeça. Na mesma hora ele começou a escrever as primeiras vinte páginas do que, inicialmente, seria apenas um conto curto, mas virou um livro que Heller levou mais oito anos para concluir.
Este primeiro romance do autor foi aclamado pela crítica inglesa ao enfatizar, de modo irônico, o absurdo da guerra e as atrocidades cometidas nos campos de batalha. O livro inspirou o filme de guerra homônimo dirigido por Mike Nichols, uma peça de teatro apresentada no John Drew Theater de Nova York, a comédia M.A.S.H. de Robert Altman sobre a Guerra da Coreia e, mais recentemente, o 66º episódio da série televisiva Lost, intitulado Catch-22. Um clássico mais que atual nos dias belicosos de hoje. (Editora Bestbolso)

Hannibal Lecter

Se o termo “gênio do mal” fosse uma palavra no dicionário, há uma boa chance de que a definição incluísse uma foto de Hannibal Lecter. Conhecemos o personagem basicamente pelo seu gosto macabro por consumir carne humana, nas esta tendência pode ser entendida meramente como uma manifestação do desejo de Hannibal para dissecar, possuir e consumir suas vítimas psicologicamente. Não tenho dúvida de que se o Dr. Lecter usasse a sua astúcia para o bem, ele provavelmente seria um psicoterapeuta excelente.

Dragão Vermelho (Thomas Harris)

Quando trabalhava como agente do FBI, Will Graham conseguiu reunir provas suficientes para condenar o canibal Hannibal Lecter. Depois do episódio, decidiu mudar-se para a Flórida (EUA) com sua família, mas seus dias de tranquilidade são interrompidos quando um antigo chefe lhe pede para investigar uma série de assassinatos misteriosos. 
Graham começa a seguir as pistas do cruel criminoso conhecido como Fada do Dente. Logo percebe que para capturá-lo será preciso compreender sua mente doentia. Para isso, entretanto, Graham terá de enfrentar seus fantasmas e pedir ajuda ao Dr. Lecter, o que pode ter consequências desastrosas.
Dragão Vermelho é a história de um agente do FBI, especializado em serial killers. Ele entra em colapso após a caçada a um psicopata extremamente perigoso. Mas seus serviços são novamente requisitados quando um serial killer começa a matar famílias inteiras, quebrando espelhos da casa e colocando os cacos diretamente nos olhos das vitimas. E para resolver esse caso, ele conta, a contra gosto, com a ajuda de um de seus maiores inimigos, o psiquiatra sociopata, o doutor Hannibal Lecter. (Editora Bestbolso)

Kevin

O fato de Kevin ser um sociopata por trás de um massacre na sua escola já é evidência suficiente para a sua vilania. Ele também odeia sua mãe, manipula os mais novos, e está implícito de que está por trás de um acidente em que sua irmã perdeu um olho. Tudo isso com uma postura inabalável. Quando a sua mãe o visita na prisão, tentando entender o porque dele ter matado todas aquelas crianças, sua falta de justificativa é arrepiante.

✔ Precisamos Falar Sobre Kevin (Lionel Shriver)
Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York -, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. 
Precisamos Falar Sobre Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional “onde foi que eu errei?” a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos? 
Um livro obrigatório por inúmeras razões; uma bofetada a cada página. Nunca gostei de apanhar, mas esse livro me nocauteou e ainda terminei dizendo quero mais. (Editora Intrinseca)
Randall Flagg
Muito antes do Governador aterrorizar no seriado The Walking Dead, Stephen King já tinha o seu próprio mundo pós-apocalíptico com a sua versão de déspota sanguinário. Randall Flagg é o tirano de plantão em A Dança da Morte. E sua forma de governo faria muito ditador contemporâneo arrepiar. Crucificações, desmembramentos e torturas variadas são seus instrumentos favorites para estabelecer lei e ordem na terra de ninguém. De fazer qualquer sobrevivente duvidar da própria sorte.

✔ A Dança da Morte (Stephen King)
Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A Dança da Morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King. Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um lugar árido, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados ou são escolhidos por eles. 
Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com complexidade moral, ritmo eletrizante e incrível variedade de personagens, A Dança da Morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea. (Editora Suma de Letras)

Veja Também:

Brinquedos colecionáveis que também encantam os adultos

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Só porque você chegou naquela fase da vida em que as únicas cartas que recebe pelos correios são contas a pagar, não significa necessariamente que precisa abandonar de vez a sua paixão pelos brinquedos. Na verdade, hoje em dia, muitos fabricantes criam seus produtos também visando tanto as crianças quanto os adultos, portanto, não há vergonha alguma em comprar ou pedir de presente figuras de ação, jogos de tabuleiro e outros colecionáveis do gênero.

Eu mesmo sou um colecionador assíduo de Action Figures ainda hoje, e não importa quantos anos você já tenha, sempre terá um espaço na sua estante para uma Toy Art,… Especialmente se for um desses indicados abaixo:
 Sabre Básico Star Wars Darth Vader

Lutar junto o Império ou defender a galáxia junto aos Jedi? Seja qual for a sua escolha, os poderosos Sabres de Luz podem estar em suas mãos. Basta movimentar o pulso para estender a lâmina e depois comprimir. Há também um clipe para cinto para que você possa manter seu sabre de luz sempre à mão. Escolha o seu lado em Star Wars!

 Daryl Dixon The Walking Dead Mcfarlane Toys

Figura da série Walking Dead com excelente qualidade com 5cm, fabricado em pvc de alta qualidade pela Mcfarlane Toys. Acompanha acessórios e não possui articulações.
 Boneco de Plástico Gru Malvado

Boneco Interativo Colecionável Gru. Meu Malvado Favorito 2 da Toyng, o vilão do bem, réplica original do filme! É uma réplica altamente detalhada de luxo do personagem do filme com Certificado de Autenticidade! Tem aproximadamente 35 cm e fala mais de 40 frases em inglês com a voz original do filme! 
Divirta-se com as falas, expressões faciais, movimentos de cabeça, olhos e boca! Ele possui dispositivo de reconhecimento de voz. Inclusa sua roupa em tecido característica do filme com jaqueta, calça e cachecol.
 Zombicide Expansão – Angry Neighbors

Angry Neighbors é uma expansão para o jogo Zombicide. Parta em uma viagem pelo inferno na vizinhança com 4 novos Sobreviventes, suas versões Zumbiviventes e 8 Companheiros ajudantes! 15 Missões (5 para cada jogo-base) estão presentes juntamente com horas de diversão usando 3 novos mapas cheios de buracos no chão e lugares divertidos para explorar. Arme seu grupo com novas cartas de Equipamento (Besta! Winchester! Socador de Zumbi!) para perseguir os rápidos e imprevisíveis Zumbis Caçadores. Divirta-se com a vizinhança (furiosa)!
 Little Groot Guardiões Da Galáxia
Figura dos Guardians of the Galaxy com aproximadamente 12.5cm fabricado em PVC pela Hot Toys. Ótimo acabamento e riqueza de detalhes. Produto original Hot Toys. na embalagem original.
 Batman: Death of The Family (Livro + Máscara)
Foi no fim do ano passado que a DC lançou um luxuoso box com o terceiro volume do arco Morte em Família do Batman, da versão Os Novos 52. Uma história concebida por Scott Snyder e James Tynion IV, com arte de Greg Capullo e Jonathan Glapion.
A primeira edição do quadrinho já ostentava um acabamento caprichado, com capa dura e sobrecapa mostrando uma máscara com o rosto do Coringa conforme aparecia no enredo. Já o box citado conseguiu ir além disso, e trouxe uma máscara assustadora de verdade do Coringa para os fãs do homem morcego.
 Khal Drogo Game of Thrones
Figura colecionável da série Game of Thrones com 16cm, fabricado em PVC com ótimo acabamento e riqueza absoluta de detalhes. Possui articulações: (cabeça, braços, cotovelo, mãos, tronco, pernas e dupla articulação no joelho). Produto com excelente qualidade. Acompanha 2 facas.

Veja Também:

Livros que retratam um futuro apocalíptico

domingo, 23 de novembro de 2014

O mercado literário tem presenciado um momento de súbito interesse do público em consumir cenários pós-apocalípticos pelas mais diversas razões. A constante paranoia sobre o aquecimento das calotas polares, surtos de doenças e outras ameaças globais, alimentam o sucesso de produções como The Walking Dead, Mad Max, O Livro de Eli e tantos outros filmes, series e livros do tipo. O que podemos tirar disso tudo é que o fim da humanidade provavelmente dependerá da nossa consciência social.

Mas por um outro lado, todas essas possibilidades geram uma ‘divertida’ aflição em imaginar o que faríamos quando estivermos em frente a uma calamidade como em Maze Runner ou Guerra Mundial Z. Você estaria preparado para um futuro apocalíptico?
Apesar de um surto de Zumbi ser a vertente mais popular desse gênero, ao longo de décadas vários escritores imaginaram finais terríveis para o que chamamos de sociedade, levando personagens a mortes épicas em cenários incríveis. Abaixo reunimos algumas dessas diferentes obras que descrevem um ponto final para a humanidade.
✔ A Passagem, de Justin Cronin
Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. 
Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. 
Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. A Passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.
✔ A Dança da Morte, de Stephen King
Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A Dança da Morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King. Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um lugar árido, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados ou são escolhidos por eles. 
Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com complexidade moral, ritmo eletrizante e incrível variedade de personagens, A Dança da Morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.
✔ A Estrada, de Cormac McCarthy
Em um futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos.
Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas, para se defender de grupos de assassinos. Estão em farrapos e com os rostos cobertos por panos para se proteger da fuligem que preenche o ar e recobre a paisagem.
Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. Essa jornada é a única coisa que pode mantê-los unidos, que pode lhes dar um pouco de força para continuar a sobreviver.
A Estrada representa uma mudança surpreendente na ficção de Cormac McCarthy e talvez seja sua obra-prima. Mais que um relato apocalíptico, é uma comovente história sobre amadurecimento, esperança e sobre as profundas relações entre um pai e seu filho.
✔ O Último Homem, de Mary Shelley
O livro conta a história de Lionel Verney, filho de uma família nobre lançada à pobreza, pelo orgulho e pela insensibilidade. Ela ocorre num futuro distante, quando uma terrível guerra assola o Mundo e leva a Humanidade à destruição devido a uma praga que gradualmente mata todos os seres humanos. 
Escrito por Mary Shelley (autora de Frankestein), em 1826, e publicado na Inglaterra em três volumes, logo após à morte de seu marido, constrói uma visão do futuro, a partir de um manuscrito profético que anuncia o fim da humanidade. A vida dos personagens é apresentada em um contexto no qual as carências pessoais e domésticas são substituídas pelas exigências políticas e tudo isto é suplantado por uma praga incontrolável que engolfa toda a espécie humana. 
Na introdução do livro, um narrador desconhecido afirma ter encontrado na caverna da sibila Cumana, sacerdotisa de Apolo, um manuscrito escrito por ela, salvo da destruição dos livros proféticos dessa sibila ocorrido, em 83 a.C. num incêndio do Senado Romano. Este manuscrito antevê acontecimentos que ocorrerão dois séculos depois, que destruirão a Humanidade.
O Último Homem é um conto de fadas para adultos, com cenas de batalhas vividamente descritas, mortes por pragas incuráveis e amores ardentes. Como romance de ficção científica, é notável a ausência de termos tecnológicos e invenções além do seu tempo, geralmente associados ao gênero.
✔ Deixados Para Trás, de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins
A série de livros Deixados Para Trás, é uma obra ficcional, supostamente de temática cristã, que narra os últimos dias na Terra após o arrebatamento da igreja de Cristo, baseadas nos eventos descritos no livro de Apocalipse de São João na Bíblia Sagrada. 
Num futuro próximo, com o planeta plenamente globalizado, mas sob tensa situação econômica e política, em permanente ameaça de guerra entre as nações, um terço da humanidade desaparece, sem qualquer explicação viável, provocando verdadeiro caos em todo o mundo. Para uns, o fenômeno se deve à interferência de alienígenas. Para outros, à concentração magnética provocada pelo acúmulo de ogivas nucleares. Há os que percebem no acontecimento um sinal do fim dos tempos e do retorno de Cristo. Em meio às conseqüências da catástrofe, cresce vertiginosamente a influência política do romeno Nicolae Carpathia, presidente de seu país, que se insinua, na ONU, como mensageiro da paz. A propostas de Nicolae convencem o mundo e assim ele ascende à Secretaria Geral das Nações Unidas, recebendo o apoio decidido de todos os países. Com o tempo, Carpathia centraliza em suas mãos o poder mundial. Alguns evangélicos sabem que o novo dirigente planetário é a encarnação do Anticristo, quando, então, se organizam para enfrentá-lo.

Uma seleção de livros para fãs de Zumbis

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Os vampiros agora são coisa do passado, e como o mundo sempre precisa de novos monstros, especialmente nos tempos modernos, os zumbis foram chegando de mansinho, meio cambaleantes, e nos últimos anos acabaram preenchendo esse vazio na cultura pop.
Hoje em dia matamos essas criaturas em jogos no celular, assistimos elas serem trucidadas na serie de TV The Walking Dead, e aos poucos o gênero vem abocanhando uma grande fatia das produções cinematográficas, como a exemplo do filme ‘World War Z’. Os zumbis estão movimentando milhões de dólares em qualquer segmento, e a gente sempre quer mais. A verdade é que nunca cansamos de decepar zumbis, e sempre se pode encontrar uma nova forma criativa de fazer isso.
Diante do fato, concluímos que não há momento mais oportuno do que esse para selecionar alguns bons títulos literários mortos-vivos que valem seu peso em carne podre.
Considerando que você já tenha lido os dois livros relacionados a franquia The Walking Dead, A Ascensão do Governador e O Caminho para Woodbury, e se considera um fã desse estilo de terror, tenho certeza que encontrará algo que te agrade nas indicações abaixo. Afinal, a maioria dos livros sobre zumbis são mais sobre os sobreviventes do que sobre os monstros em si, e aqui você vai encontrar de tudo, desde intrigas políticas até romances góticos inoportunos em meio ao fim do mundo.
A Floresta de Mãos e Dentes, de Carrie Ryan
Como a maioria das adolescentes, Maria tem uma certa angústia da idade, uma desconfiança da autoridade, e um desejo de escapar do mundo onde ela foi criada. A diferença é que ela vive em uma aldeia isolada separada por um único muro de uma floresta cheia de zumbis comedores de carne. 
Este é o primeiro livro de Ryan, originalmente concebido para fazer parte de uma trilogia. Poderia, em alguns aspectos, ter sido definido em um condomínio urbano com gangues violentas fora de seus limites. A metáfora da rebelde adolescente durante a metamorfose para sua vida adulta já [e um baita clichê por si só, e se você pode adicionar zumbis ao enredo, Por que não fazê-lo? Mesmo que eles convivam com unicórnios.

Apocalipse Zumbi- Os Primeiros Anos, de Alexandre Callari
Essa obra já foi resenhada aqui no blog, clique aqui para ler a resenha
O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. E os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. 
Apesar da descrição óbvia de cenário para uma história de zumbis, ainda encontramos alguns fatores diferenciados nessa trama, como o fato dos sobreviventes já começarem bem instalados e estabilizados em um mini-quartel de segurança privada e ainda possuírem energia elétrica e acesso a internet após a infecção. Elementos perfeitos para um interessante embate político. Paralelo aos fatos, acompanhamos uma empolgante cena de resgate com uma narrativa eletrizante que valor do ingresso,… quer dizer, do livro.

Celular, de Stephen King
Onde você estava no dia 1º de outubro? O protagonista Clay Riddell estava em Boston, quando o inferno surgiu diante de seus olhos. Bastou um toque de celular para que tudo se transformasse em carnificina. Stephen King – que já nos assustou com gatos, cachorros, palhaços, vampiros, lobisomens, alienígenas e fantasmas, entre outros personagens malévolos – elegeu os zumbis como responsáveis pelo caos desta vez.
Depois de anos de tentativas frustradas, o artista gráfico Clay Riddell finalmente consegue vender um de seus livros de histórias em quadrinhos. Para comemorar, decide tomar um sorvete. Mas, antes de poder saboreá-lo, as pessoas ao seu redor, que por acaso falavam ao celular naquele momento, enlouquecem. Fora de si, começam a atacar e matar quem passa pela frente. Carros e caminhões colidem e avançam pelas calçadas em alta velocidade, destruindo tudo. Aviões batem nos prédios. Ouvem-se tiros e explosões vindos de todas as partes.
Três sortudos – entre outros poucos que estavam sem celular naquele dia – tentam se proteger ao mesmo tempo em que buscam desesperadamente o filho de Clay.

Apocalipse Z, de Manel Loureiro

Nesta obra, em uma pequena cidade espanhola, um jovem advogado leva uma vida tranquila e rotineira. Um dia, porém, começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso. Apesar de aparentemente corriqueiras, as notícias chamam tanto sua atenção que ele resolve registrar suas impressões em um blog. Aos poucos, o que eram apenas acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. 
Em menos tempo do que poderia supor, o terror se instala. Ruas, bairros e cidades inteiras são tomados por criaturas com um comportamento assustador. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas. Isolado, apenas com seu gato Lúculo e um vizinho, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Entretanto, ao conseguir refúgio, ele logo descobrirá que a guerra está apenas começando.
Compre ‘Apocalipse Z’ na Submarino

O Desfile da Extinção- e Outras Histórias de Zumbis, de Max Brooks
Autor dos cultuados Guia de sobrevivência a zumbis e Guerra Mundial Z, Max Brooks apresenta em ‘O desfile da extinção’ uma coleção de relatos do pós- apocalipse zumbi. 
A coletânea eleva a literatura zumbi a um novo patamar, no qual a história dessas criaturas se cruza com comentários políticos irônicos, referências históricas e geográficas notáveis, tudo com o humor afiado que caracteriza a obra de Brooks. No conto que dá título ao livro, o leitor se depara com um iminente embate entre zumbis e vampiros. 
Afinal, já imaginou como os chupadores de sangue reagiriam ao perceber que os mortos-vivos estão acabando com seu alimento, e com seu espaço na mídia mundial?

Lançamentos da editora Record com super desconto na Saraiva

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Leitores assíduos, preparem-se! A livraria Saraiva acaba de fazer uma seleção com excelentes títulos da editora Record que estarão com um super desconto enquanto durarem seus estoques. E não tem ‘velharia’ nessa lista, são todos lançamentos cobiçados.

Abaixo você encontra as obras que estão em promoção com o respectivo link de compra, onde é possível comparar o valor anterior e o atual com desconto. Tá esperando o que?! Dá uma passada por lá e confira!
Perdida, de Carina Rissi
Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos… “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.
Compre ‘Perdida’ na Saraiva
Ruínas do Tempo, de Jess Walter
Ano de 1962. Em um trecho rochoso do litoral italiano, um jovem dono de hotel olha para as águas incandescentes do mar da Ligúria e vê uma aparição: uma bela mulher se aproximando em um barco. Ele então descobre que se trata de uma atriz, uma estrela americana, e que ela está morrendo. A história dá um salto e recomeça nos dias atuais, a meio mundo de distância, quando um idoso italiano aparece em um estúdio de cinema procurando pela misteriosa mulher que ele viu pela última vez em seu hotel décadas atrás.O que se desenrola a partir daí é um romance deslumbrante e profundamente humano, que abrange cinquenta anos e algumas vidas. Da filmagem de Cleópatra à agitação do Edinburgh Fringe Festival, o autor nos apresenta um emaranhado de vidas de uma dúzia de personagens inesquecíveis: o apaixonado dono de hotel italiano e seu amor desaparecido; o conservado produtor que outrora conseguiu juntá-los e sua jovem e idealista assistente; o veterano do exército que se tornou escritor e o libertino Richard Burton, cujas vontades são responsáveis pelo desenrolar de toda a narrativa — ao lado dos amantes e sonhadores, celebridades e perdedores que povoam o mundo nas décadas que se seguem. Gloriosamente inventivo e sempre surpreendente, “Ruínas do Tempo” é uma história de pessoas imperfeitas mas fascinantes, navegando nas costas rochosas da vida, enquanto se apegam a sonhos improváveis.
Compre ‘Ruínas do Tempo’ na Saraiva
Easy, de Tammara Webber
Quando Jacqueline segue o namorado de longa data para a faculdade que ele escolheu, a última coisa que ela espera é levar um fora no segundo ano. Depois de duas semanas em estado de choque, ela acorda para sua nova realidade: ela está solteira, frequentando uma universidade que nunca quis, ignorada por seu antigo círculo de amigos e, pela primeira vez na vida, quase repetindo em uma matéria. Ao sair de uma festa sozinha, Jacqueline é atacada por um colega de seu ex. Salva por um cara lindo e misterioso que parece estar no lugar certo na hora certa, ela só quer esquecer aquela noite — mas Lucas, o cara que a ajudou, agora parece estar em todos os lugares. A atração entre eles é intensa. No entanto, os segredos que Lucas esconde ameaçam separá-los. Mas eles vão ter de descobrir que somente juntos podem lutar contra a dor e a culpa, enfrentar a verdade — e encontrar o poder inesperado do amor.

Métrica (slammed), de Colleen Hooever
O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.



The Walking Dead – o Caminho Para Woodbury, de Robert Kirkman
Obra já resenhada aqui no blog, clique aqui para ler a resenha.

Há alguns meses que Philip Blake, o temido e ao mesmo tempo adorado Governador, organizou Woodbury para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E paz e segurança é tudo que Lilly Caul, que tenta desesperadamente sobreviver a cada dia que nasce, quer. Porém, mal sabe ela que seguir em direção a Woodbury é estar a um passo do perigo. 
Uma horda de errantes famintos não é nada perto do que se pode encontrar por lá.

O Projeto Rosie, de Graeme Simsion
Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado… e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

The Walking Dead – o Caminho para Woodbury

quinta-feira, 01 de agosto de 2013

Bom, enquanto estamos nessa entre-safra de séries esperando a próxima temporada de The Walking Dead, o jeito é mesmo ir saciando a ansiedade com o universo expandido apresentado em outras mídias. E foi exatamente o que eu fiz com o segundo livro interligado a saga de zumbis de Robert Kirkman. Lembrando que o primeiro, ‘A Ascensão do Governador’, já foi resenhado aqui no blog e na ocasião revelou-se uma excelente leitura, boa o suficiente para que eu iniciasse a leitura de ‘The Walking Dead – o Caminho para Woodbury’ (Editora Record, 336 páginas) com as mais altas expectativas.
Nessa outra visão da infestação, acompanhamos um novo grupo formado por personagens totalmente inéditos em publicações anteriores, que através de suas próprias desgraças acabam chegando a cidade de Woodbury desavisados sobre a crescente insanidade do déspota que comanda o lugar. Cronologicamente dentro da saga, essa história ocorre logo após o seu livro antecessor e bem antes de qualquer contato entre Rick e seus amigos com o Governador.
Infelizmente desta vez parece que o autor não conseguiu criar personagens carismáticos como são os da series de TV e HQ (e até o do game), e você acaba simplesmente não se importando com eles, tornando os primeiros capítulos desimportantes. Um pequeno arco triste é criado para dar um pouco de profundidade aos personagens e te convencer que aqueles sobreviventes valem a pena serem salvos,… Mas sinceramente, tudo fica muito raso, forçado e isso não acontece. Nessa parte eu só ficava pensando quando eles chegariam logo na cidade para ver que tipo de atrocidades sofreriam. 
E claro, para descobrir a quanto andava o nível de loucura do Governador.
Nesse ponto alguns leitores podem acabar um pouco desorientado tentando saber quem são os protagonistas afinal, os membros do grupo que se dissolve aos poucos absorvidos pela corrupção eminente na cidade, ou o Governador. Se você for por esse caminho, vai acabar tendo uma péssima experiencia.
Pense que o enredo é sobre o desenvolvimento e fortificação de Woodbury. Você vai descobrir detalhes de sua fundação e conhecer um pouco mais das duras leis que a regem. E paramos por aí. Não se apegue e nem espere demais dos pseudo-protagonistas, pois eles são totalmente descartáveis, é um tanto óbvio que suas biografias não passariam dali.
“E o Governador?”, você me pergunta… Essa é a maior decepção dessa obra. A trama pouco, ou em nada, acrescenta na história desse incrível personagem. O livro até que tenta dar certa relevância dramática em suas participações, mas para uma narrativa que ocorre antes aos acontecimentos dos quadrinhos, sabemos que não se pode esperar grandes mudanças no passado desse tirano.
Apesar de não contribuir de forma significativa para o universo de The Walking Dead, ‘O Caminho para Woodbury’ ainda é uma boa leitura sobre o tema e acho que deve funcionar bem melhor com alguém que não conheça, ou que não seja tão ligado, ao que já foi produzido ligado a franquia.

Se você quiser sobreviver a mais esse ataques de zumbis, clique agora no banner abaixo da nossa parceira Saraiva e compre o seu exemplar por um preço morto-vivo!

Fuga dos Mortos (conto-interativo)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A partir de hoje, as próximas quintas-feiras do blog estarão comprometidos com a 3° temporada do nosso projeto Conto-Interativo
Para quem ainda não conhece, a ideia é apresentar contos curtos e interligados onde ao final de cada um, será apresentada uma enquete com opções para que os leitores possam decidir a próxima ação do protagonista, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
O Conto-Interativo será postado toda quinta, e terá sua enquete encerrada a meio-noite do domingo seguinte, continuando na próxima semana e assim por diante até o seu final que pode ser a qualquer momento dependendo do rumo que os leitores derem a história.

Se você quiser conhecer, ou relembrar, as outras temporadas deste projeto, clique nos links abaixo.
Embora os contos anteriores estivessem indiretamente interligados (Quem aí notou esse easter egg?), desta vez escolhi trabalhar com algo novo e totalmente independente dos projetos anteriores. Bom, talvez não tão novo assim, já que toda a história irá se passar em um cenário bem conhecido e muito cultivado atualmente. 
Me refiro ao ‘aclamado’ Apocalipse Zumbi. Ou seja, todos os acontecimentos a seguir podem ser facilmente encaixados nos mais diversos universos do gênero, como em um filme de George Romero, uma aventura do RPG Terra Devastada, ou até mesmo como um spin-off da série The Walking Dead. Encarem como uma homenagem aos fãs do estilo.
Introdução

Em ‘Fuga dos Mortos’, os leitores terão que ajudar o jovem Bernardo Espíndola a sobreviver durante este complicado período onde os cadáveres caminham sobre a terra. Nosso protagonista é um negro atlético e bem apessoado, com um corpo bem definido pelos anos de profissão como instrutor de capoeira.

Bernado é um típico cidadão de classe média que está ‘preso’, junto com os seus vizinhos, há quase dois meses, no humilde edifício Santa Luzia de apenas três andares com minúsculos dois apartamentos em cada andar. Durante todo esse tempo os moradores do Santa Luzia vem conseguindo sobreviver através de um rústico sistema de comunidade, ajudando uns aos outros, e totalmente isolados do resto da cidade desde que a infecção se espalhou. 
Curiosamente a energia ainda funciona na velha construção, e alguns moradores costumam manter a TV ou um radio ligados na esperança de ainda captarem algum sinal ou orientação das autoridades. Outros acham isso ainda mais perturbador.


Infelizmente esta conflitante harmonia está prestes a ser abalada. Com o fim inevitável do estoque de comida do lugar, logo os moradores terão que, pela primeira vez, encarar as ruas lotadas de zumbis em busca de alimento. E é a partir daqui que Bernardo conta com a sua ajuda para conseguir sobreviver por mais alguns dias nesse munto hostil… 

Foram três curtas batidas na porta que acordaram Bernardo de um dos seus raros momentos de relaxamento desde que o mundo havia acabado. E não importa o que seus vizinhos dissessem a respeito, é assim que ele via as coisas. Levantou do sofá onde estava deitado e, a caminho da porta, passou lentamente pelo ventilador ligado, o que deu tempo para refletir sobre como ficaria o ambiente quando a energia do lugar finalmente falhasse e não dispusessem mais do aparelho para afastar o calor, e o terrível cheiro de morte.
Abriu a porta ainda sonolento e deparou-se com o simpático Virgílio, o sindico do prédio. Embora o título pouco valesse diante daquela situação, ele ainda fazia questão de exerce-lo.
– Desculpa. Eu te acordei?
– E alguém consegue dormir com aquelas coisas perambulando lá fora?


Usando de toda a diplomacia que exercitou em mais de vinte anos atuando como advogado, o homem calvo explica a atual situação da reserva de comida dos moradores e alerta que o que restou, provavelmente não passará desta noite.
– … E é por isso que eu estou passando pelos apartamentos e expondo a situação para os moradores. Amanhã infelizmente teremos que organizar um grupo de busca que saia atrás de alimentos, e é por isso que estou propondo uma assembléia hoje a noite no meu apartamento, para compartilharmos o pouco que nos resta de comida, e definirmos quem vai integrar esse grupo de corajosos que irão nos salvar.
Sem conseguir pensar em solução melhor, Bernardo admira a atitude do sindico em silencio, e como aprovação da ideia, entrega a ele tudo que ainda poderia ser considerado comestível em seu apartamento, o que incluiu meio saco de farinha, uma lata com seleta de legumes, e um pacote de queijo ralado.
– Desculpa Virgílio, mas isso é realmente tudo que me sobrou.
– Não tem problema. Está ótimo. Tenho certeza que a Dona Francine do 201, saberá como integrar essas coisas com o resto que já coletamos dos outros moradores.
– Ah, a Fran que vai cozinhar esse nosso banquete? Legal! Pelo jeito tá todo mundo disposto a colaborar um pouquinho, né!
– Quase todo mundo. Como sempre aquele velho rabugento do terceiro andar resolveu encrencar e disse que não vai participar. Mas felizmente a neta dele, que é um doce de pessoa, confirmou presença e colaborou com uma singela lata de atum.
Dito isso o homem se afastou com as doações de Bernardo, e deixou o capoeirista com seus pensamentos.

A noite chegou lenta como todas as últimas, e logo todos os moradores vivos do Santa Luzia eram atraídos pelo cheiro do cozido que emanava da casa do síndico. Aos poucos eles foram chegando, entrando, e ceando. E assim que rasparam a última comida das panelas, estavam prontos para tomar uma importante decisão, talvez a mais importante desde que tudo aconteceu.
Ficou acertado que, dos seis moradores presentes na reunião, dois seriam escolhidos por sorteio para saírem até as construções ao redor em busca de comida para o grupo. Uma grande expectativa formou-se no ambiente enquanto os nomes de todos eram escritos em papéis e dispostos em uma sacola para serem sorteados. 
Sem muitas delongas, Virgílio sacou os dois pedaços que revelariam os escolhidos, e temendo que ele próprio fosse um dos desafortunados, apenas os largou na mesa esperando que um outro alguém os lesse. E foi a voz da doce adolescente Thábata Santana que anunciou o nome da dupla sorteada aos outros presentes.
– Saiu o nome do Senhor Mauro,… e do Bernardo.

Ao fim da reunião, a medida que os moradores do Santa Luzia se despediam e retornavam a seus respectivos apartamentos, aproveitavam o momento para dedicar palavras de apoio aos dois que, pela manhã, colocariam suas vidas em risco pelo bem do coletivo.
Thábata fez questão de ficar por última. E enquanto o sindico tentava ajudar Mauro a conformar-se com seu destino, a jovem de cabelos dourados rapidamente puxou Bernardo para um canto da sala, e com os olhos marejados se abriu com o rapaz.
– Desculpa Bernardo. De certa forma eu me sinto culpada com o que pode lhe acontecer durante esta busca por comida.
– Que isso menina Thábata! Você não tem culpa de nada. Eu até prefiro mesmo que seja eu lá fora do que qualquer um de vocês. Se tem alguém aqui no Santa Luzia que tem preparo físico suficiente para cumprir essa missão, sou eu.
– Mas é que isso não precisaria acontecer. Bom, pelo menos não agora. Bernardo, por favor, precisa me prometer segredo, mas aquele meu avô paranoico ainda tem muita comida estocada lá em casa. O suficiente para alimentar todo o prédio por pelo menos mais uma ou duas semanas. É por isso que ele não quis participar dessa reunião, e eu não acho isso justo…
As próximas palavras da menina vieram abafadas por um choro incontido que acabou chamando a atenção dos outros na sala. Pensando tratar-se apenas de um nervosismo passageiro da jovem, o sindico amparou a menina, e com todo cuidado resolveu conduzi-la de volta ao seu apartamento. Antes de cruzar pela porta, ele virou-se, e com um olhar paternal encarou os dois que restaram.
– E vocês, voltem para casa e tentem dormir um pouco. Precisamos que estejam em plena disposição logo pela manhã. Estamos todos contando com vocês para sobrevivermos mais alguns dias antes que,… Antes que uma equipe de resgate nos encontre.
Após a saída de Virgílio, os sorteados trocaram um prolongando aperto de mãos, e com um simples ‘Até amanhã’, seguiram respectivamente para seus apartamentos.

Já em casa, Bernardo senta em frente ao ventilador na esperança que ele refresque suas ideias, e mentalmente tenta relembrar os possíveis lugares onde poderia ter sucesso em sua busca por comida. 
Por segurança ele pega um caderno gasto e começa a desenhar um mapa mal tracejado onde assinala três pontos específicos ao redor do quadrado legendado como ‘Prédio Santa Luzia’. O mercado da rua de trás, a lanchonete de fast food logo em frente, e a padaria localizada na esquina da mesma rua.
Tentando não pensar no que acabara de ouvir da chorosa neta do velho Santana, ele coloca suas anotações de lado e relaxa os músculos tentando encontrar o sono, e que junto com ele venham as respostas que precisa para suas perguntas.

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Agora chegou a hora de participar desta história e dar sua contribuição para o rumo da trama. Você pode votar na enquete abaixo até a meia-noite do próximo domingo (dia 14) e acompanhar o caminho escolhido pela maioria na próxima quinta.

Também é importante que vocês usem os comentários do blog para aumentar essa interatividade que é essencial para a conclusão de mais uma temporada deste projeto.

Qual o rumo que Bernardo deveria tomar assim que acordar?
Procurar alimento no Mercado da rua de trás
Procurar alimento na lanchonete logo em frente
Procurar alimento na padaria da esquina
Convencer os moradores a confiscar a comida escondida do velho Santana

Para não perder o fio da meada e poder acompanhar o rumo desta história até o seu final, sugerimos que siga o perfil do blog no Twitter, e curta nossa página no Facebook, onde sempre serão postadas informações sobre os próximos capítulos.