De braguilha aberta

POSTADO POR: admin qua, 20 de julho de 2011

Não sei precisar se é coisa da idade, mas atualmente eu tenho tido uma terrível dificuldade em manter o zíper da minha calça fechado.Não se animem, não estou me referindo a um sentido pejorativo da frase. A coisa é bem mais simples que isso.
Aparentemente, ao abotoar minha calça, o meu cérebro processa a informação como se esse ato já fosse o suficiente para manter a peça junto ao corpo e negligencia totalmente a existência do fecho.
E lá vou eu pra rua correndo o risco de ouvir piadinhas infames do tipo: ‘O passarinho vai fugir’.
Não faz muito tempo eu esperava para comprar cigarros pacientemente na fila de uma loja de conveniência, quando um homem relativamente grande cruzou o estabelecimento em minha direção.
Era madrugada e aquela ação inesperada me deixou em alerta.
Após alguns passos, ficou claro que eu era o objetivo do estranho.
Fiquei apreensivo e não soube como agir. Nesse curto espaço de tempo, centenas de coisas passaram pela minha cabeça. Seria um assalto? Uma cobrança de dívida? Dura da Policia? Ou coisa que o valha?
Eu precisava pensar rápido.
O homem se aproximou do meu ouvido e sussurrando me alertou:
-Senhor, a sua braguilha está aberta!
-Opa! Obrigado camarada!
Vejam só que atitude louvável desse cidadão. Um desconhecido se aproxima tentando ajudar e já imaginaos o pior. Como a vida anda paranoica hoje em dia.
Mas ainda assim, eu gostaria de saber porque diabos um homem daquele tamanho estaria olhando para essa direção.
De qualquer forma seu aviso foi válido.
Diferente da vez que passei umas três horas fora resolvendo problemas pessoais (pagando contas) e só notei que cumpri todas as tarefas com a virilha ventilada ao voltar pra casa. Mas nesse caso até que foi uma situação reconfortante já que explicou os olhares curiosos que me fuzilaram enquanto eu andava na rua.
Mas sem nenhuma boa alma para me avisar do vexame dessa vez.